A busca essencial e indeterminada no poema de Drummond
Gabarito: letra A. O poema caracteriza a ação de procurar como uma busca permanente por algo essencial, mas cuja natureza permanece indeterminada — o eu lírico não sabe o que é, mas não desiste de procurar. Isso está explícito nos versos: “O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.” e “Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.” A alternativa A parafraseia fielmente essa ideia central.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O texto afirma que a busca é contínua (“muito e sempre”), essencial (“outra coisa”, “coisa procurada”) e indeterminada (“não é isto nem aquilo”). O eu lírico admite: “Não sei o que procuro.” Portanto, a descrição de “busca permanente de algo tão essencial quanto indeterminado” é perfeitamente coerente com o poema.
"O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa." "Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro."
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa sugere desesperança e afrouxamento dos movimentos. O poema, porém, mostra persistência: “Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta” e “Um dia descubro.” Não há menção a desesperança ou enfraquecimento da busca. Contradiz o texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a determinação é tão precisa que não há incerteza quanto ao sucesso. O eu lírico, ao contrário, expressa incerteza: “Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém.” Ele não sabe a forma, cor ou tamanho do que busca. Logo, a certeza de sucesso não existe. Contradiz o texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Classifica a busca como “movimento efêmero e caprichoso de um jogo sem claro objetivo”. O poema, no entanto, trata-a como algo constante e sério, com um objetivo — embora desconhecido — que move a vida do eu lírico. A expressão “jogo sem claro objetivo” minimiza a seriedade da procura, que é apresentada como uma missão pessoal. Contradiz o texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que a investigação é voltada “a cada dia para um singular objeto”. O texto indica que a busca é sempre pelo mesmo “algo” indeterminado, não por objetos diferentes a cada dia: “O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.” O alvo é único e constante. Contradiz o texto.