Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2026
Português›Interpretação de Textos
Código
gp003476
Banca
FCC
Órgão
MPE-AL
Ano
2026
Cargo
Analista do Ministério Público - Área: Assistente Social
Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguémA frase acima conservará seu sentido e sua correção caso se substituam os elementos sublinhados, na ordem dada, por
ACaso me perguntem — porquanto a ninguém diz respeito
BUma vez ao perguntarem — desde que a ninguém lhe compete
CDado que me perguntem — em vista de não o interessar
DMesmo que me perguntem — conquanto pouco lhes dirá
EAinda que perguntem — a fim de não lhes dar satisfação
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GabaritoA — Caso me perguntem — porquanto a ninguém diz respeito
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Substituição de conectivos mantendo o sentido
Gabarito: letra A. A única alternativa que preserva integralmente o sentido e a correção gramatical da frase original é a A: substitui "Se me perguntam" por "Caso me perguntem" (condicional) e "porque não é da conta de ninguém" por "porquanto a ninguém diz respeito" (causal, formal, mesmo significado). As demais alteram o valor semântico dos conectivos ou a estrutura lógica.
Frase original: "Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém"
A primeira parte exige uma oração condicional (se = caso); a segunda, uma causal (porque = explicação).
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Caso me perguntem" preserva a condicionalidade; "porquanto a ninguém diz respeito" é uma conjunção causal formal que equivale a "porque não é da conta de ninguém". O sentido é idêntico: a recusa em responder se justifica por não ser da conta de ninguém. Gramaticalmente, "porquanto" exige a estrutura correta e "a ninguém diz respeito" mantém a impessoalidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Uma vez ao perguntarem" introduz valor temporal ("uma vez que", no sentido de "quando"), e não condicional. "Desde que a ninguém lhe compete" é ambíguo: "desde que" pode ser condicional ("se") ou causal ("já que"), e "lhe compete" muda o sujeito (impessoal para pessoal). O sentido original de explicação causal se perde.
NÃO CAIA NESSA!
Troca de valor semântico (condicional → temporal) e mudança de referência.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Dado que me perguntem" expressa causa ("já que"), não condição. O texto original condiciona a ação a uma pergunta hipotética; a opção C a trata como fato dado. "Em vista de não o interessar" altera o verbo (interessar vs. ser da conta) e o objeto ("o" refere-se a algo não definido, enquanto o original é impessoal).
NÃO CAIA NESSA!
Troca de condição por causa e mudança de impessoalidade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Mesmo que me perguntem" é concessiva ("ainda que"), indicando que a pergunta ocorreria, mas não alteraria a resposta. O original é condicional (se perguntarem, não respondo; se não perguntarem, talvez responda?). "Conquanto pouco lhes dirá" é concessivo e muda o sentido para "embora pouco lhes dirá", o que não equivale à explicação causal.
NÃO CAIA NESSA!
Troca de condicional por concessiva e alteração da relação lógica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Ainda que perguntem" também é concessiva. "A fim de não lhes dar satisfação" expressa finalidade (para que), não causa. A frase original justifica o não responder (causa), enquanto a opção E indica um propósito (finalidade).
NÃO CAIA NESSA!
Troca de condicional por concessiva e de causa por finalidade.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os conectivos por sinônimos aparentes, mas que alteram o valor lógico (condicional ↔ concessivo, causal ↔ final). É preciso atentar ao valor semântico de cada conectivo.
Conclusão: Somente a alternativa A mantém o par condicional–causal da frase original, preservando sentido e correção.