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Questão de Português — Interpretação de Textos — FGV 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
gp003582
Banca
FGV
Órgão
TJ-BA
Ano
2026
Cargo
Juiz Leigo
No cartum, o primeiro personagem (à esquerda) e o último (àdireita) apresentam vestimentas semelhantes. O primeiro aparecetalhando uma pedra, associada à “primeira palavra escrita”. Já oúltimo caminha segurando um celular, do qual saem as palavras“tweet tweet”, e traz, em um balão de fala, a frase: “140caracteres. O que mais há para se dizer?”. Imagem associada para resolução da questão https://www.ojornalista.com/2009/08/tirinha-a-evolucao-dacomunicacao/ acesso em 21.2.26 Considerando as intenções do autor e o uso da palavra “evolução”no título (“A evolução da comunicação”), é correto afirmar que
  1. Aa comunicação sempre fez parte da vida humana, apesar dasmudanças nas relações sociais.
  2. Bhá ironia na semelhança de caracterização do últimopersonagem e do primeiro.
  3. Cimagens e palavras mostram como a sociedade se beneficiados meios de comunicação.
  4. Dos meios de comunicação evoluíram, sem mudanças biológicasno ser humano.
  5. Emesmo com a evolução dos meios de comunicação, o homempermanece solitário.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — há ironia na semelhança de caracterização do último personagem e do primeiro.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação de Cartum — FGV

Gabarito: letra B. O cartum utiliza a ironia ao desenhar o homem moderno (último personagem) com vestimentas idênticas às do homem pré-histórico (primeiro personagem), sugerindo que, apesar do avanço tecnológico nos meios de comunicação, houve um retrocesso ou estagnação na profundidade do conteúdo intelectual, sintetizado na pergunta retórica: “140 caracteres. O que mais há para se dizer?”.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

O texto não afirma que a comunicação “sempre fez parte da vida humana” como tese central; o foco é a mudança na forma e no conteúdo da comunicação ao longo do tempo. A alternativa extrapola ao generalizar sobre a história da humanidade, ignorando o tom crítico específico do autor sobre a superficialidade atual.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A ironia reside no contraste visual: o primeiro homem talha a pedra (início da escrita) e o último usa o celular (auge da tecnologia), mas ambos vestem a mesma pele de animal. A semelhança física e de vestimenta entre o ponto de partida e o de chegada da “evolução” é o recurso que o autor usa para questionar se houve, de fato, um progresso intelectual ou apenas uma mudança de suporte.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O cartum não defende que a sociedade se beneficia dos meios de comunicação. Pelo contrário, a pergunta “O que mais há para se dizer?” sugere uma crítica à redução da capacidade expressiva humana. A alternativa contradiz o texto ao atribuir uma visão positiva que o autor não manifesta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Embora os meios de comunicação tenham evoluído, a alternativa tangencia o tema. O cartum não discute biologia ou evolução física, mas sim a relação entre tecnologia e a qualidade da comunicação humana. O foco é a linguagem e o comportamento, não a antropologia biológica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O cartum não aborda a solidão do homem. O personagem está focado no celular, mas o tema central é a limitação da mensagem (140 caracteres) e a ironia do ciclo comunicativo. Esta alternativa extrapola ao introduzir um conceito (solidão) que não está presente nas pistas visuais ou textuais.

NÃO CAIA NESSA!

A banca aposta que você vai focar apenas na palavra “evolução” do título e marcar a alternativa D. Contudo, o cartum é um gênero que usa o humor e a ironia para criticar; a “evolução” aqui é posta em xeque pela repetição da vestimenta do primeiro e do último personagem.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de cartum, sempre busque o contraste entre o que está escrito (título/balão) e o que está desenhado. A ironia quase sempre mora na quebra de expectativa entre a imagem e a legenda.

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