Questão de Segurança e Saúde no Trabalho — Toxicologia — VUNESP 2026
Segurança e Saúde no Trabalho›Toxicologia
Código
gp005283
Banca
VUNESP
Órgão
PM-SP
Ano
2026
Cargo
2º Tenente Médico PM Estagiário (Especialidade: Medicina do Trabalho)
No contexto da toxicologia ocupacional, a correta interpretação da relação dose-efeito é essencial para o estabelecimento de nexo causal e para a gestão do risco químico. Sobre essa temática, assinale a alternativa correta.
AA resposta biológica a um agente químico tende aser proporcional à exposição, podendo ser representada por modelos lineares, embora variações individuais possam modificar a magnitude do efeito.
BA estimativa da dose ocupacional baseia-se prioritariamente na concentração ambiental do agente,sendo a contribuição de fatores como ventilaçãopulmonar e intensidade do trabalho considerada nainterpretação da exposição interna.
CA toxicidade de uma substância no ambiente de trabalho depende principalmente de suas propriedadesfísico-químicas, podendo as vias de absorção e ascondições de exposição ter menor peso relativo nadeterminação do efeito.
DA dose letal mediana (DL50), relacionada à toxicidadeaguda, constitui parâmetro técnico de referência para aestipulação dos limites de tolerância biológica (BEI/IBE)em trabalhadores expostos a agentes mutagênicos.
EO efeito tóxico decorre da dose absorvida, que éinfluenciada pela carga externa (concentração e tempo) e por fatores toxicocinéticos, como biotransformação, excreção e suscetibilidade individual.
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GabaritoE — O efeito tóxico decorre da dose absorvida, que é
influenciada pela carga externa (concentração e tempo) e por fatores toxicocinéticos, como biotransformação, excreção e suscetibilidade individual.
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Toxicologia Ocupacional – Relação Dose-Efeito
Gabarito: letra E. O efeito tóxico depende diretamente da dose absorvida (internal dose), que é determinada pela carga externa (concentração × tempo) e modulada por fatores toxicocinéticos como biotransformação, excreção e suscetibilidade individual – exatamente o que descreve a alternativa E. As demais apresentam imprecisões ou erros conceituais, como a superestimação da linearidade da curva dose-resposta (A), a priorização da concentração ambiental sobre a dose interna (B), a minimização do papel das vias de absorção (C) e a confusão entre DL50 (toxicidade aguda) e limites biológicos para exposição crônica (D).
Dose absorvida (internal dose)
1Carga externa
Concentração
Tempo
2Fatores toxicocinéticos
Biotransformação
Excreção
Suscetibilidade individual
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a resposta biológica é proporcional à exposição e pode ser representada por modelos lineares. Na prática, a maioria das curvas dose-resposta é sigmoidal (não linear), especialmente em baixas doses, e muitos agentes apresentam limiar. A linearidade é uma simplificação que não se aplica universalmente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A estimativa da dose ocupacional deve priorizar a dose interna (absorvida), obtida por monitoramento biológico, e não apenas a concentração ambiental. Fatores como ventilação pulmonar e intensidade do trabalho são relevantes, mas a afirmação de que a concentração ambiental é a base prioritária é incompleta e pode induzir a erro, pois a exposição interna é o que realmente se correlaciona com o efeito.
Alternativa C — ❌ Incorreta
As propriedades físico-químicas são importantes, mas as vias de absorção e as condições de exposição têm peso fundamental na determinação do efeito tóxico. A afirmação de que podem ter "menor peso relativo" é incorreta; a via de absorção (inalatória, dérmica, oral) altera drasticamente a toxicidade de uma substância.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A DL50 (dose letal mediana) é um parâmetro de toxicidade aguda, não sendo utilizada para estipular limites de tolerância biológica (BEI/IBE), que são baseados em efeitos crônicos e em dados de exposição ocupacional. Além disso, para agentes mutagênicos, os limites são estabelecidos considerando carcinogenicidade e genotoxicidade, não a DL50.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta porque explicita que o efeito tóxico decorre da dose absorvida (internal dose), a qual é influenciada pela carga externa (concentração do agente e tempo de exposição) e por processos toxicocinéticos (absorção, distribuição, biotransformação, excreção) e pela suscetibilidade individual. Esse é o princípio central da relação dose-efeito em toxicologia ocupacional.