Questão de Noções de Informática — Software — Quadrix 2026
- Código
- gp006813
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRECI - 9ª Região (BA)
- Ano
- 2026
- Cargo
- PST-Assistente Administrativo
- AIaaS
- BPaaS
- CSaaS
- DOn‑premises
- EVirtualização
GabaritoC — SaaS
Gabarito: letra C (SaaS). O modelo descrito — usuário utiliza aplicações prontas hospedadas na Internet, sem gerenciar infraestrutura ou plataforma — é exatamente o Software as a Service (SaaS), em que o provedor entrega o software pronto e o cliente apenas o consome via navegador, sem se preocupar com servidores, sistemas operacionais ou armazenamento. Essa é a definição clássica do modelo, que se distingue do IaaS (infraestrutura) e do PaaS (plataforma de desenvolvimento).
A computação em nuvem (cloud computing) é um modelo que permite acesso, via rede, a um conjunto de recursos computacionais configuráveis (servidores, armazenamento, aplicações e serviços) que podem ser provisionados e liberados rapidamente, com mínimo esforço de gerenciamento. Dentro desse universo, existem três modelos de serviço principais, que diferem pelo nível de abstração e pelo grau de controle que o usuário mantém sobre a infraestrutura. A lógica é sempre a mesma: quanto mais o provedor gerencia, menos o cliente controla — e vice-versa.
O IaaS (Infraestrutura como Serviço) é o modelo mais básico: o provedor aluga a infraestrutura física — servidores, máquinas virtuais, armazenamento, redes e sistemas operacionais — e o cliente tem autonomia para instalar e configurar o que precisar, inclusive o sistema operacional. É como alugar um terreno e construir a casa do jeito que quiser. O PaaS (Plataforma como Serviço) vai um passo além: além da infraestrutura, o provedor entrega um ambiente completo para desenvolvimento, teste e implantação de aplicações, com ferramentas e bancos de dados já configurados. O cliente não gerencia a infraestrutura subjacente, mas ainda precisa desenvolver ou customizar a aplicação. Já o SaaS (Software como Serviço) é o modelo mais alto na escala de abstração: o provedor entrega o software pronto e funcional, hospedado na nuvem, e o usuário final apenas o utiliza pela Internet, normalmente via navegador, sem instalar nada localmente e sem gerenciar qualquer camada — nem infraestrutura, nem plataforma. Exemplos clássicos: Google Docs, Microsoft 365, Google Drive, Dropbox.
A pegadinha da banca nesta questão é justamente a fronteira entre PaaS e SaaS. O PaaS também abstrai a infraestrutura, mas o foco é o desenvolvimento de aplicações — o cliente ainda cria ou customiza o software. O SaaS, por outro lado, entrega a aplicação pronta, sem nenhuma necessidade de desenvolvimento. O enunciado diz "aplicações prontas hospedadas na Internet" — essa é a palavra-chave que aponta diretamente para o SaaS. O usuário não gerencia nem infraestrutura (IaaS) nem plataforma (PaaS); ele simplesmente usa o software.
Para fixar a distinção, compare os três modelos lado a lado:
Critério | IaaS | PaaS | SaaS |
|---|---|---|---|
O que é entregue | Infraestrutura (servidores, VMs, rede, SO) | Plataforma de desenvolvimento | Software pronto e funcional |
Quem gerencia a infraestrutura | Provedor (mas cliente configura o SO) | Provedor | Provedor |
Quem gerencia a plataforma | Cliente | Provedor | Provedor |
Quem desenvolve/customiza a aplicação | Cliente | Cliente (desenvolve sobre a plataforma) | Provedor (cliente apenas usa) |
Exemplos | AWS EC2, IBM SmartCloud | Windows Azure, Google App Engine | Google Docs, Microsoft 365, Dropbox |
Grau de controle do cliente | Alto | Médio | Baixo |
Guarde essa escala — IaaS → PaaS → SaaS — como uma escada de abstração crescente: cada degrau transfere mais responsabilidade ao provedor e reduz o controle do cliente. É exatamente nessa escala que as alternativas desta questão se separam.
O IaaS (Infraestrutura como Serviço) entrega apenas a infraestrutura — servidores, máquinas virtuais, armazenamento, redes e sistemas operacionais. O usuário gerencia ativamente a infraestrutura, instalando e configurando sistemas operacionais e aplicações. Não se encaixa na descrição, pois o enunciado fala em "aplicações prontas" e "sem gerenciar infraestrutura".
O PaaS (Plataforma como Serviço) fornece um ambiente sob demanda para desenvolvimento, teste e gerenciamento de aplicativos. Embora abstraia a infraestrutura, o foco é o desenvolvimento — o cliente ainda cria ou customiza a aplicação. O enunciado fala em "aplicações prontas", o que não é o caso do PaaS, que entrega a plataforma, não o software final.
O SaaS (Software como Serviço) é exatamente o modelo descrito: o provedor entrega aplicações prontas hospedadas na Internet, e o usuário as utiliza sem gerenciar infraestrutura ou plataforma. O cliente apenas acessa o software via navegador, sem instalar nada localmente. É a definição literal do modelo, confirmada pelos exemplos clássicos: Google Docs, Microsoft 365, Google Drive.
On-premises (ou on-premise) é o oposto da computação em nuvem: o software e a infraestrutura são instalados e gerenciados localmente, nas dependências da própria empresa. O usuário tem controle total, mas também toda a responsabilidade de manutenção. Não há "aplicações prontas hospedadas na Internet" — tudo roda no ambiente local.
Virtualização é uma tecnologia que permite criar máquinas virtuais a partir de um hardware físico, abstraindo os recursos. É um componente habilitador da computação em nuvem — sem virtualização, a nuvem como conhecemos não seria viável — mas não é um modelo de serviço. A virtualização é a técnica; IaaS, PaaS e SaaS são os modelos de serviço que se beneficiam dela.
A regra de ouro para a prova: quando o enunciado falar em "aplicação pronta", "software pronto", "usuário final" ou "sem instalar nada", a resposta é SaaS. Quando falar em "desenvolvimento", "plataforma", "ambiente para criar aplicativos", é PaaS. Quando falar em "servidores", "máquinas virtuais", "infraestrutura", é IaaS.
Gabarito: letra C
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