Questão de Biblioteconomia — Classificação Decimal de Dewey — FCC 2026
Biblioteconomia›Classificação Decimal de Dewey
Código
gp009705
Banca
FCC
Órgão
AL-RR
Ano
2026
Cargo
Analista Legislativo - Bibliotecário
De acordo com a Classificação Decimal de Dewey (CDD), classificar um item de maneira adequada depende, em primeiro lugar,da determinação
Ado campo de estudo de origem do item.
Bdo assunto de que trata o item.
Cdo foco disciplinar do item.
Dda natureza ou abordagem do item.
Eda forma do item.
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GabaritoB — do assunto de que trata o item.
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Classificação Decimal de Dewey: o ponto de partida
Gabarito: letra B. Na Classificação Decimal de Dewey (CDD), o primeiro passo para classificar um item é determinar o assunto de que trata o item — é o conteúdo temático que orienta a busca pela classe adequada no esquema. As demais alternativas (campo de estudo, foco disciplinar, natureza/abordagem e forma) são considerações secundárias ou até mesmo distratores que não representam o ponto de partida do processo classificatório.
A CDD é um sistema de classificação bibliográfica que organiza o conhecimento humano em dez grandes classes, subdivididas hierarquicamente. O princípio fundamental que rege a classificação nesse sistema é a ordem por assunto: o classificador deve identificar, em primeiro lugar, o tema central do documento para, então, localizar a notação correspondente. Isso porque a CDD é uma classificação por disciplinas — cada obra é colocada na classe que representa o campo do conhecimento ao qual seu assunto pertence, e não por sua forma, origem ou abordagem.
O processo de classificação na CDD segue uma lógica sequencial: (1) identificar o assunto do item; (2) determinar a disciplina ou campo do conhecimento a que esse assunto pertence; (3) escolher a classe mais específica dentro da hierarquia; (4) aplicar as tabelas auxiliares e o índice relativo para refinar a notação. O primeiro e mais fundamental desses passos é a determinação do assunto — sem saber sobre o que trata o documento, é impossível avançar no processo. A disciplina (alternativa C) é um passo posterior: depois de identificar o assunto, o classificador decide em qual campo do conhecimento ele se insere. Por exemplo, um livro sobre "economia da saúde" tem como assunto a economia aplicada à saúde; a disciplina seria Economia (classe 330) ou Ciências Médicas (classe 610), dependendo do foco predominante.
A distinção crucial que a banca explora aqui é entre assunto e disciplina. O assunto é o tema específico do documento (ex.: "criação de abelhas"); a disciplina é o campo do conhecimento mais amplo que abriga esse tema (ex.: Agricultura, classe 630). Na CDD, a classificação é sempre disciplinar: o assunto é o ponto de partida, mas a localização final depende da disciplina. A alternativa C (foco disciplinar) parece atraente justamente porque a CDD é uma classificação por disciplinas — mas o enunciado pergunta o que vem "em primeiro lugar", e isso é o assunto, não a disciplina. A alternativa A (campo de estudo de origem) é um distrator que confunde a origem institucional ou acadêmica do item com seu conteúdo; a alternativa D (natureza ou abordagem) refere-se a aspectos como teórico/prático, que são secundários; e a alternativa E (forma do item) diz respeito ao suporte físico (livro, periódico, DVD), que na CDD é tratado por tabelas auxiliares, não como critério primário de classificação.
A pegadinha desta questão está na sutileza entre "assunto" e "disciplina". O candidato que conhece a CDD sabe que ela é uma classificação por disciplinas e pode ser tentado a marcar a alternativa C. No entanto, o processo começa pela identificação do assunto — a disciplina é determinada a partir dele. A banca explora exatamente essa confusão conceitual.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a ordem do processo: o candidato que sabe que a CDD é uma classificação por disciplinas marca "foco disciplinar" (C), mas o enunciado pergunta o que vem em primeiro lugar — e isso é o assunto (B). A disciplina é consequência do assunto, não o ponto de partida.
1Identificar o assunto
2Determinar a disciplina
3Escolher a classe específica
4Aplicar tabelas auxiliares
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O "campo de estudo de origem do item" não é o critério inicial na CDD. Esse termo sugere uma origem institucional ou acadêmica do documento (ex.: um trabalho produzido no campo da engenharia), mas a classificação se baseia no conteúdo temático, não na procedência. Um item pode ter origem em um campo e tratar de assunto de outro — o que importa é o assunto.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A determinação do assunto é o primeiro passo na classificação pela CDD. É o tema do documento que orienta a busca pela classe adequada. Sem identificar o assunto, não é possível avançar para a determinação da disciplina, a escolha da notação ou a aplicação das tabelas auxiliares. A CDD é uma classificação por disciplinas, mas o processo começa pelo assunto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O "foco disciplinar" é um passo posterior ao assunto. Depois de identificar o assunto, o classificador determina em qual disciplina ele se insere. Por exemplo, um livro sobre "história da medicina" tem como assunto a história da medicina; a disciplina pode ser História (classe 900) ou Medicina (classe 610), dependendo do enfoque. A disciplina é consequência do assunto, não o ponto de partida.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A "natureza ou abordagem do item" (teórico, prático, histórico, etc.) é um aspecto secundário na classificação. Na CDD, a natureza do tratamento é indicada por tabelas auxiliares (como a Tabela 1, subdivisões padrão), mas somente depois que o assunto e a disciplina foram determinados. Não é o critério inicial.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A "forma do item" (livro, periódico, DVD, etc.) refere-se ao suporte físico. Na CDD, a forma é tratada por notações específicas (como a subdivisão -05 para periódicos), mas é um aspecto complementar, aplicado após a determinação do assunto. A forma não é o ponto de partida da classificação.
Gabarito: letra B — a determinação do assunto é o primeiro passo na classificação pela CDD.