Questão de História e Geografia de Estados e Municípios — História e Geografia do Estado de Roraima — FCC 2026
História e Geografia de Estados e Municípios›História e Geografia do Estado de Roraima
Código
gp012506
Banca
FCC
Órgão
AL-RR
Ano
2026
Cargo
Analista Legislativo - Analista de Segurança da Informação
No século XX, a questão indigenista em Roraima foi também uma questão de geografia econômica. As formas de pressão sobreos povos indígenas variaram conforme a localização no lavrado, nas serras e nas áreas de fronteira, bem como segundo aincidência de fazendas pecuaristas, rodovias, missões, mineração e aparelhos do estado. À luz dessa articulação entre espaço,economia e política indigenista,
Aa abertura da BR-174 ampliou a presença não indígena nas terras do norte de Roraima, tradicionalmente reduto de territóriosindígenas mais protegidos pelo isolamento, assim impactando especialmente áreas indígenas tradicionais do Noroeste doestado pela sua construção no local.
Bas demarcações do século XX desconsideraram a distribuição histórica dos povos indígenas e foram traçadas, basicamente,segundo limites municipais, arrecadação estadual e conveniência administrativa, e sinergias de atividades econômicas similares das nações indígenas.
Ca territorialidade indígena de Roraima tornou-se parcialmente urbana ao longo do século XX, o que deslocou a pauta indigenista da terra para temas basicamente sociais/culturais.
Dnas áreas de lavrado e de fronteira leste, povos como Macuxi, Wapichana e Taurepang sofreram mais cedo e de forma maiscontínua a pressão da pecuária e, depois, de eixos como a BR-174; já nas áreas serranas, como as ocupadas pelos Ingarikó,a inserção territorial foi distinta, o que ajuda a explicar ritmos e formatos diferenciados de conflito e reconhecimento.
Ea geografia teve papel central, pois os conflitos fundiários e as políticas indigenistas se distribuíram de maneira homogênea,por todo o território roraimense, diluindo assim a intensidade dos conflitos em sua territorialidade.
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GabaritoD — nas áreas de lavrado e de fronteira leste, povos como Macuxi, Wapichana e Taurepang sofreram mais cedo e de forma mais
contínua a pressão da pecuária e, depois, de eixos como a BR-174; já nas áreas serranas, como as ocupadas pelos Ingarikó,
a inserção territorial foi distinta, o que ajuda a explicar ritmos e formatos diferenciados de conflito e reconhecimento.
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Geografia econômica e indigenista de Roraima no século XX
Gabarito: letra D. A alternativa D reflete corretamente a heterogeneidade espacial dos impactos sobre os povos indígenas: nas áreas de lavrado e fronteira leste (Macuxi, Wapichana, Taurepang), a pressão da pecuária e depois da BR-174 foi mais precoce e contínua; já nas áreas serranas (Ingarikó), a inserção foi tardia e diferenciada, explicando os distintos ritmos de conflito e reconhecimento. Essa diferenciação é central para entender a história indigenista de Roraima.
A questão demanda o conhecimento da articulação entre espaço geográfico, economia e política indigenista, especialmente as diferenças regionais dentro do estado.
Região / Povo
Atividade econômica principal
Tipo de pressão
Período de maior impacto
Lavrado e fronteira leste (Macuxi, Wapichana, Taurepang)
Pecuária
Pressão fundiária precoce e contínua
Século XIX em diante
Áreas serranas (Ingarikó)
Isolamento relativo
Inserção territorial tardia e diferenciada
Século XX (final)
Norte (impacto BR-174)
Rodovia
Ampliação da presença não indígena
A partir da década de 1970
Pressão sobre povos indígenas em Roraima
1Lavrado e fronteira leste
Macuxi, Wapichana, Taurepang
Pecuária (séc. XIX)
BR-174
Conflito precoce e contínuo
2Áreas serranas
Ingarikó
Inserção tardia
Menor pressão fundiária
Reconhecimento diferenciado
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
A BR-174 realmente ampliou a presença não indígena no norte de Roraima, mas seu traçado (Manaus–Boa Vista–fronteira com Venezuela) impactou principalmente áreas a leste e nordeste (como a região de Raposa Serra do Sol), e não o Noroeste do estado. A localização geográfica na alternativa está equivocada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
As demarcações de terras indígenas em Roraima, embora tenham sofrido influências políticas e econômicas, basearam-se em estudos de ocupação histórica e não simplesmente em limites municipais ou arrecadação. Afirmar que desconsideraram a distribuição histórica é uma generalização incorreta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Embora tenha havido urbanização de parte da população indígena, a questão fundiária continuou central na pauta indigenista de Roraima (ex.: Raposa Serra do Sol). A alternativa desloca indevidamente o foco para temas exclusivamente sociais/culturais, minimizando a luta pela terra.
Alternativa D — ✅ Correta
Esta alternativa capta a complexidade da questão: enquanto os povos do lavrado e da fronteira leste sofreram pressão da pecuária desde o século XIX e depois da BR-174, os Ingarikó e outros grupos serranos tiveram contato mais tardio e menor pressão fundiária, resultando em processos diferenciados de conflito e reconhecimento. É a descrição mais precisa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A distribuição dos conflitos e políticas indigenistas foi claramente heterogênea, variando conforme o tipo de atividade econômica e a localização. Afirmar homogeneidade é contradizer a realidade histórica de Roraima.