A vida na região do Vale do Rio Branco durante quase todo o século XIX caracterizava-se por um contexto socioeconômicoespecífico, marcado por transformações graduais na ocupação territorial. Sobre as condições de vida e a dinâmica social emRoraima em meados do século XIX,
Aa ocupação não indígena já existia, mas a região era pouco atrativa para colonos, com uma economia voltada ao abastecimento interno, baseada no extrativismo e na pecuária em campos naturais, e com baixo intercâmbio exterior.
Ba economia monetária era baseada na exploração de ouro e diamantes que, durante o Império e início da República, atraíaum grande fluxo de garimpeiros de todo o Brasil.
Ca região era pouco povoada por colonizadores portugueses e estava sob controle de povos indígenas organizados emconfederações, base da organização clânica que, com processo de miscigenação ocorrido no século XIX, constituiria asgrandes famílias proprietárias.
Da região apresentava ocupação diversificada, com centros urbanos estruturados e manufaturas para o abastecimento interno.além de agricultura de subsistência e pecuária de exportação.
Ea população era majoritariamente composta por povos indígenas ligados ao extrativismo e à pecuária, e secundariamentepor escravizados que trabalhavam em latifúndios produtores de algodão e de açúcar.
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GabaritoA — a ocupação não indígena já existia, mas a região era pouco atrativa para colonos, com uma economia voltada ao abastecimento interno, baseada no extrativismo e na pecuária em campos naturais, e com baixo intercâmbio exterior.
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Vale do Rio Branco no século XIX – contexto socioeconômico
Gabarito: letra A. A região do atual estado de Roraima (Vale do Rio Branco) tinha, em meados do século XIX, uma ocupação não indígena ainda incipiente, com economia voltada ao abastecimento local, baseada no extrativismo e na pecuária extensiva em campos naturais. O intercâmbio com outras regiões era baixo, pois a área permanecia pouco integrada ao mercado nacional e internacional. As demais alternativas trazem elementos anacrônicos ou incompatíveis com a realidade da época, como mineração expressiva, centros urbanos estruturados ou monocultura de exportação.
Vale do Rio Branco (séc. XIX): Ocupação não indígena (Incipiente, Pouco atrativa para colonos); Economia (Abastecimento interno, Extrativismo, Pecuária em campos naturais); Integração externa (Baixo intercâmbio, Sem mineração expressiva, Sem monocultura de exportação)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A descrição da alternativa A é fiel ao que se conhece sobre Roraima oitocentista: a ocupação portuguesa e depois brasileira era rarefeita, concentrada nos campos de lavrado (savanas), com economia de subsistência e baixa integração externa. A pecuária era a principal atividade, mas sem caráter exportador significativo. A região não atraía grandes levas de colonos devido ao isolamento e à falta de infraestrutura.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a economia monetária era baseada na exploração de ouro e diamantes que atraía grande fluxo de garimpeiros no Império e início da República. Na verdade, a mineração em Roraima só ganhou relevância a partir do final do século XIX e, principalmente, no século XX. Durante o Império, não houve extração mineral expressiva na região; o ouro e diamantes que movimentaram a economia brasileira estavam em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, não em Roraima.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Menciona que a região estava sob controle de povos indígenas organizados em confederações, base de organização clânica que originaria grandes famílias proprietárias. Embora houvesse organização social indígena (como os macuxis, ingarikós etc.), não existiam confederações estruturadas no sentido político-militar que controlassem o território de forma hegemônica. A formação de grandes famílias proprietárias (coronéis) se deu principalmente pela apropriação de terras e pela pecuária, não por herança de uma organização clânica indígena prévia. A miscigenação ocorreu, mas como fenômeno generalizado, não como base exclusiva das elites locais.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Descreve ocupação diversificada com centros urbanos estruturados e manufaturas. No século XIX, Roraima não possuía centros urbanos significativos; a capital Boa Vista foi fundada apenas em 1830 como pequeno povoado e só começou a se desenvolver lentamente. Não havia manufaturas relevantes – a economia era essencialmente primária e de subsistência. A agricultura era de subsistência e a pecuária, embora presente, não era de exportação nesse período.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a população era majoritariamente indígena, com secundariamente escravizados trabalhando em latifúndios de algodão e açúcar. A população indígena era numericamente expressiva, mas a escravidão africana foi muito reduzida em Roraima, ao contrário do Nordeste açucareiro. Latifúndios produtores de algodão e açúcar para exportação não existiam na região no século XIX – a pecuária e o extrativismo eram as atividades predominantes, sem grande plantação de cana ou algodão voltada ao mercado externo.