Questão de Engenharia Ambiental e Sanitária — Efluentes Líquidos — FCC 2026
Engenharia Ambiental e Sanitária›Efluentes Líquidos
Código
gp015192
Banca
FCC
Órgão
MPE-AL
Ano
2026
Cargo
Analista do Ministério Público - Área de Engenharia Civil
Nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), o tratamento secundário refere-se ao conjunto de operações e processos unitários que visam principalmente à remoção
Ada matéria orgânica, ocorrendo tipicamente após o tratamento primário, normalmente com eficiência de remoção de Sólidos Suspensos Totais (SST) e de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de cerca de 80% a 90%.
Bde biomassas, ocorrendo tipicamente após o tratamento preliminar, normalmente com eficiência de remoção de Sólidos Suspensos Totais (SST) e de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de cerca de 100% por contralavagem.
Cde nutrientes ou micro-organismos, ocorrendo tipicamente após o tratamento preliminar, normalmente com eficiência de remoção de Sólidos Suspensos Totais (SST) e de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de cerca de 50%.
Dde sólidos grosseiros, areia e matéria oleosa, ocorrendo na parte inicial do tratamento, normalmente com eficiência de remoção de Sólidos Suspensos Totais (SST) e de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de cerca de 80%
Ea retenção de sólidos, ocorrendo na parte inicial do tratamento secundário, normalmente com eficiência de remoção de Sólidos Suspensos Totais (SST) e de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de cerca de 60% a 75%.
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GabaritoA — da matéria orgânica, ocorrendo tipicamente após o tratamento primário, normalmente com eficiência de remoção de Sólidos Suspensos Totais (SST) e de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de cerca de 80% a 90%.
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Tratamento secundário de esgoto – objetivo e eficiência
Gabarito: letra A. O tratamento secundário em ETEs visa principalmente à remoção da matéria orgânica (medida indiretamente pela DBO e SST), ocorrendo após o tratamento primário, com eficiência típica de 80% a 90%. Esse é o conceito consagrado na engenharia sanitária: o secundário é biológico e degrada a matéria orgânica dissolvida e coloidal.
A banca testa o conhecimento das etapas do tratamento de esgoto e a eficiência esperada em cada uma. Confira cada alternativa:
Descreve exatamente o papel do tratamento secundário: remoção de matéria orgânica, após o primário, com eficiência de 80–90% para SST e DBO. É o padrão adotado em projetos de estações de lodos ativados, filtros biológicos, lagoas aeradas, etc.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma remoção de "biomassas" com 100% de eficiência por contralavagem. Biomassa não é alvo do secundário – ela é o meio biológico. Além disso, 100% de remoção é irreal e contralavagem é operação de filtros, não típica do secundário.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Nutrientes (N e P) são removidos em tratamento terciário, não secundário. E ocorrer após o preliminar é incorreto: o secundário vem após o primário. A eficiência de 50% é baixa para secundário.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sólidos grosseiros, areia e matéria oleosa são removidos no tratamento preliminar (gradeamento, desarenação, caixa de gordura). A eficiência de 80% citada é típica do secundário, mas o alvo está errado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Retenção de sólidos é função do tratamento primário (decantação). O secundário não ocorre na "parte inicial" e a eficiência de 60–75% é inferior à real (80–90%).
NÃO CAIA NESSA!
Para não confundir, memorize a sequência típica de tratamento de esgoto:
Preliminar: grades, desarenador, caixa de gordura (remoção de sólidos grosseiros, areia, gordura).