Questão de Enfermagem — Administração de medicamentos — FCC 2026
Enfermagem›Administração de medicamentos
Código
gp015433
Banca
FCC
Órgão
AL-RR
Ano
2026
Cargo
Técnico Legislativo Especializado - Técnico em Enfermagem
Práticas seguras no uso de medicamentos devem ser adotadas em estabelecimentos de saúde. Nesse contexto, o Ministério daSaúde recomenda, dentre outros,
Ao uso de expressões como "usar como habitual", "a critério médico" e "não parar" na prescrição de medicamentos de usocontínuo.
Bo uso de impressão frente e verso para prescrição a fim de otimizar os documentos impressos.
Ca utilização de prescrições manuscritas como forma de melhorar a sua legibilidade.
Do uso da abreviatura EV (para endovenosa) em vez de IV (intravenosa) na prescrição, caso exista na instituição padronização de abreviatura para via de administração.
Ea descrição por extenso das unidades de medidas não métricas (colher, ampola, frasco) quando utilizadas isoladamentepara expressar a dose na prescrição.
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GabaritoD — o uso da abreviatura EV (para endovenosa) em vez de IV (intravenosa) na prescrição, caso exista na instituição padronização de abreviatura para via de administração.
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Práticas seguras na prescrição de medicamentos
Gabarito: letra D. O Ministério da Saúde recomenda o uso de abreviaturas padronizadas institucionalmente para evitar ambiguidades. A abreviatura EV (endovenosa) é preferível a IV (intravenosa) no Brasil, desde que haja padronização na instituição. Essa medida reduz o risco de confusão com outras siglas (ex.: intratecal).
A questão testa o conhecimento sobre as boas práticas de prescrição para segurança do paciente, em especial a necessidade de clareza e padronização. Vamos analisar cada alternativa:
Prática
Recomendação do Ministério da Saúde
Justificativa
Expressões vagas ("usar como habitual", "a critério médico", "não parar")
❌ Não recomendada
Inseguras, pois deixam margem para interpretação e podem causar erros de dose ou continuidade indevida.
Impressão frente e verso
❌ Não recomendada
Pode causar perda de informações (verso não visualizado) e dificultar o manuseio.
Prescrição manuscrita
❌ Não recomendada
Mais sujeita a ilegibilidade e erros de interpretação; prefere-se prescrição eletrônica ou letra de forma legível.
Abreviatura padronizada (ex.: EV para endovenosa)
✅ Recomendada (desde que padronizada institucionalmente)
Reduz ambiguidades; EV é inequívoca no Brasil, evitando confusão com outras siglas (ex.: intratecal).
Unidades de medidas não métricas isoladas (colher, ampola, frasco)
❌ Não recomendada
Devem ser descritas por extenso apenas quando usadas isoladamente para expressar a dose; o ideal é usar unidades métricas padronizadas.
Práticas seguras na prescrição
1Recomendado
Abreviaturas padronizadas (EV)
Prescrição eletrônica
Unidades métricas por extenso
2Evitar
Expressões vagas ("a critério médico")
Impressão frente e verso
Prescrição manuscrita
Abreviaturas não padronizadas (IV)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Expressões vagas como "usar como habitual", "a critério médico" e "não parar" são consideradas inseguras, pois deixam margem para interpretação e podem levar a erros de dose ou continuidade indevida do tratamento. A recomendação é prescrever de forma clara e específica (dose, via, horário, duração).
Alternativa B — ❌ Incorreta
A impressão frente e verso para prescrições não é recomendada, pois pode causar perda de informações (ex.: verso não visualizado) e dificultar o manuseio. O ideal é que a prescrição seja legível e de fácil acesso, preferencialmente em formato eletrônico ou em impressão em um único lado.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Prescrições manuscritas são mais sujeitas a ilegibilidade e erros de interpretação. A recomendação do Ministério da Saúde e de entidades como a ANVISA é a prescrição eletrônica ou, quando impossível, o uso de letra de forma legível. Manuscrito não melhora a legibilidade; ao contrário, a piora.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O uso de abreviaturas padronizadas, como EV para endovenosa, é uma prática segura, desde que haja padronização institucional e a abreviatura conste em uma lista aprovada. A abreviatura IV (intravenosa) pode ser confundida com outras siglas (ex.: intratecal, imunoglobulina intravenosa, etc.), enquanto EV é inequívoca no contexto brasileiro. É uma recomendação do Ministério da Saúde e de protocolos de segurança (ex.: “9 certos” da REBRAENSP).
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a recomendação de evitar expressões vagas (alternativa A) pela de usar unidades métricas (E). O candidato pode achar que escrever "ampola" ou "colher" por extenso é seguro, mas o correto é usar unidades métricas (mL, mg), pois colheres e ampolas têm volumes variáveis. Fique atento: a padronização de abreviaturas é permitida, desde que institucionalizada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A descrição por extenso de unidades não métricas (colher, ampola, frasco) não é recomendada. Essas medidas são imprecisas e variam conforme o fabricante ou utensílio. A orientação é utilizar unidades métricas (ex.: mL, mg) para evitar erros de dose. O Ministério da Saúde e a ANVISA desaconselham o uso de medidas caseiras em prescrições hospitalares.
Conclusão: a única alternativa que está de acordo com as recomendações oficiais de prescrição segura é a letra D.