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Questão de Biologia — Qualidade de vida das populações humanas — VUNESP 2026

BiologiaQualidade de vida das populações humanas
Código
gp017201
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Tremembé - SP
Ano
2026
Cargo
Agente Epidemiológico
A malária é uma doença transmitida por mosquitos dogênero Anopheles, e o conhecimento da biologia e docomportamento do vetor é fundamental para o sucessodas estratégias de vigilância e controle.Sobre o vetor da malária no Brasil e o seu controle, assinale a alternativa correta.
  1. AO Anopheles darlingi, principal vetor da malária noBrasil, possui hábito preferencialmente crepusculare noturno, e seus criadouros localizam-se em águaslimpas, paradas ou de corrente lenta, como brejos,lagoas e margens de rios.
  2. BAs fêmeas do Anopheles depositam seus ovos emparedes internas de recipientes artificiais, como latase pneus, e esses ovos podem resistir à dessecaçãopor mais de um ano, eclodindo ao contato com aágua.
  3. CO controle do vetor da malária é feito prioritariamente com a eliminação de criadouros artificiais (comogarrafas e pneus) e com a aplicação de larvicidasem recipientes domiciliares, estratégia semelhante àutilizada para o combate ao Aedes aegypti.
  4. DO Anopheles possui hábito diurno, com picos deatividade hematofágica nas primeiras horas damanhã e no final da tarde, razão pela qual os mosquiteiros impregnados com inseticida são ineficazes para a proteção individual.
  5. EA transmissão da malária ocorre predominantementeem áreas de mata fechada e intocadas, sendo poucocomum em áreas de ocupação humana, garimpo ouassentamentos rurais na Amazônia.
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GabaritoA — O Anopheles darlingi, principal vetor da malária no Brasil, possui hábito preferencialmente crepuscular e noturno, e seus criadouros localizam-se em águas limpas, paradas ou de corrente lenta, como brejos, lagoas e margens de rios.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Malária: biologia do vetor e controle

Gabarito: letra A. O Anopheles darlingi, principal vetor da malária no Brasil, tem hábito preferencialmente crepuscular e noturno, e seus criadouros são águas limpas, paradas ou de corrente lenta, como brejos, lagoas e margens de rios — exatamente o que a alternativa descreve. As demais opções confundem o vetor da malária com o Aedes aegypti (criadouros artificiais, ovos resistentes à dessecação, hábito diurno) ou erram o perfil epidemiológico da transmissão na Amazônia.

A malária é uma doença parasitária causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitida pela picada de fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles. O conhecimento da biologia do vetor é decisivo para o controle: saber onde ele se reproduz, em que horário pica e como se comporta define quais estratégias funcionam. No Brasil, o Anopheles darlingi é o vetor mais importante, especialmente na região amazônica, e suas características ecológicas são bem distintas das do mosquito da dengue.

A principal distinção que a banca explora é entre o Anopheles (malária) e o Aedes aegypti (dengue, zika, chikungunya). Enquanto o Aedes se reproduz em recipientes artificiais com água limpa parada (pneus, latas, vasos) e tem hábito diurno, o Anopheles darlingi prefere criadouros naturais de águas limpas e paradas ou de corrente lenta, e tem atividade hematofágica concentrada no crepúsculo e à noite. Essa diferença muda completamente as estratégias de controle: para a malária, o foco é em criadouros naturais, uso de mosquiteiros impregnados e borrifação intradomiciliar; para a dengue, é a eliminação de criadouros artificiais.

A pegadinha da questão está em transferir para o Anopheles características do Aedes aegypti — a banca sabe que o candidato confunde os dois mosquitos. A alternativa B, por exemplo, descreve ovos resistentes à dessecação em recipientes artificiais, que é uma característica clássica do Aedes. Já a alternativa C propõe um controle focado em criadouros artificiais, que é a estratégia da dengue, não da malária. A alternativa D inverte o hábito do Anopheles (que é noturno, não diurno) e ainda afirma que mosquiteiros são ineficazes, quando na verdade são uma das principais medidas de proteção individual. Por fim, a alternativa E erra ao afirmar que a malária é rara em áreas de ocupação humana — na Amazônia, ela é justamente comum em garimpos, assentamentos e áreas de desmatamento.

Vetor da malária (Anopheles darlingi)
  • 1Hábito
    • Crepuscular e noturno
    • Picos ao entardecer/noite
  • 2Criadouros
    • Águas limpas, paradas ou corrente lenta
    • Brejos, lagoas, margens de rios
  • 3Controle
    • Mosquiteiros impregnados
    • Borrifação intradomiciliar
    • Gestão de criadouros naturais
  • 4Vetor da dengue (Aedes aegypti)
    • Hábito diurno
    • Criadouros artificiais
      • Pneus, latas, vasos
      • Ovos resistem à dessecação
    • Controle
      • Eliminação de criadouros
      • Larvicidas domiciliares
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve com precisão a ecologia do Anopheles darlingi: hábito crepuscular e noturno, com picos de picada ao entardecer e durante a noite, e criadouros em águas limpas, paradas ou de corrente lenta, como brejos, lagoas e margens de rios. Essas características são fundamentais para o controle, pois orientam o uso de mosquiteiros impregnados com inseticida (proteção durante o sono) e a borrifação intradomiciliar, além de direcionar a vigilância entomológica para os criadouros naturais.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa descreve o comportamento reprodutivo do Aedes aegypti, não do Anopheles. As fêmeas do Aedes depositam ovos em paredes internas de recipientes artificiais (latas, pneus, vasos), e esses ovos resistem à dessecação por meses, eclodindo quando em contato com a água. O Anopheles darlingi, por sua vez, deposita seus ovos diretamente na superfície de águas limpas e paradas ou de corrente lenta, em criadouros naturais, e não possui essa adaptação de resistência à dessecação em recipientes artificiais.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A estratégia descrita — eliminação de criadouros artificiais e aplicação de larvicidas em recipientes domiciliares — é típica do combate ao Aedes aegypti, vetor da dengue. Para a malária, o controle vetorial prioriza a borrifação intradomiciliar com inseticidas de ação residual, o uso de mosquiteiros impregnados e a gestão de criadouros naturais (como a melhoria do fluxo de água em margens de rios e a limpeza de vegetação aquática). A alternativa erra ao aplicar à malária uma estratégia desenhada para outro vetor.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa inverte o hábito do Anopheles darlingi, que é preferencialmente crepuscular e noturno, não diurno. Além disso, afirma que mosquiteiros impregnados são ineficazes, quando na verdade são uma das principais medidas de proteção individual contra a malária, justamente porque o vetor pica durante a noite, quando as pessoas estão dormindo. A alternativa contém dois erros: o hábito do vetor e a eficácia dos mosquiteiros.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A malária na Amazônia está fortemente associada a áreas de ocupação humana, como garimpos, assentamentos rurais e áreas de desmatamento. A atividade humana cria condições favoráveis para a proliferação do Anopheles darlingi, como acúmulo de água em áreas alteradas e maior exposição das pessoas ao vetor. A alternativa erra ao afirmar que a transmissão é predominante em áreas de mata fechada e intocadas, quando o padrão epidemiológico mostra justamente o oposto: a doença é mais comum em áreas de intervenção humana.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca as características do Anopheles darlingi (vetor da malária) pelas do Aedes aegypti (vetor da dengue). O candidato que confunde os dois mosquitos cai nas alternativas B, C e D. Lembre-se: Anopheles = hábito noturno, criadouros naturais de água limpa; Aedes = hábito diurno, criadouros artificiais. Com essa distinção clara, você elimina as alternativas erradas de imediato 💪.

Gabarito: letra A.

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