Questão de Banco de Dados — DER - Diagrama de Entidade e Relacionamento — VUNESP 2026
Banco de Dados›DER - Diagrama de Entidade e Relacionamento
Código
gp018318
Banca
VUNESP
Órgão
UNESP
Ano
2026
Cargo
V - - Analista de Informática I - Área de Atuação: Desenvolvimento de Sistemas - Edital nº 350
Considerando o modelo entidade-relacionamento, utilizado para modelar bancos de dados relacionais, os relacionamentos possuem cardinalidades, sendo que a definição da cardinalidade de um relacionamento indica
Ao número de entidades de um conjunto de entidadesque podem estar associadas a outra(s) entidade(s)de outro conjunto de entidades.
Bo número máximo de atributos componentes de cadaconjunto de entidades.
Co número máximo de registros que pode ser comportado em cada conjunto de entidades.
Do tipo de gerenciador de banco de dados a ser utilizado.
Eo tipo de atributos utilizados para estabelecer o relacionamento entre conjuntos de entidades.
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GabaritoA — o número de entidades de um conjunto de entidades
que podem estar associadas a outra(s) entidade(s)
de outro conjunto de entidades.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Cardinalidade no Modelo Entidade-Relacionamento (MER)
Gabarito: letra A. A cardinalidade de um relacionamento indica o número de ocorrências (instâncias) de uma entidade que podem estar associadas a ocorrências de outra entidade por meio daquele relacionamento — exatamente o que a alternativa A descreve. É o conceito central da modelagem conceitual de dados, representado no Diagrama Entidade-Relacionamento (DER) por notações como 1:1, 1:N e N:M.
A cardinalidade é um dos elementos mais cobrados em provas de banco de dados, e a banca explora justamente a confusão entre ela e outros conceitos do modelo entidade-relacionamento. Vamos entender a fundo.
O que é cardinalidade?
No Modelo Entidade-Relacionamento (MER), um relacionamento é a associação entre dois ou mais conjuntos de entidades. A cardinalidade desse relacionamento expressa quantas ocorrências de uma entidade podem estar ligadas a uma ocorrência da outra entidade. Em outras palavras, é o número (mínimo e máximo) de instâncias de cada lado da associação.
Por exemplo, no relacionamento "CLIENTE faz PEDIDO":
Se a cardinalidade for 1:N (um-para-muitos), um cliente pode estar associado a vários pedidos, mas cada pedido pertence a um único cliente.
Se for N:M (muitos-para-muitos), um cliente pode ter vários pedidos e um pedido pode ter vários clientes (o que exigiria uma tabela associativa).
A cardinalidade é representada no DER por pares como (1,1), (0,N), (1,N), indicando os limites mínimo e máximo de participação de cada entidade no relacionamento.
De onde vem a regra?
A definição de cardinalidade é um conceito fundamental da modelagem conceitual de dados, descrito na literatura clássica de banco de dados (Elmasri & Navathe, Heuser, etc.) e cobrado por bancas como VUNESP, CESPE e FCC. Não há uma "lei" específica que a defina — é um conceito teórico do MER, mas a banca cobra exatamente a definição conceitual, como nesta questão.
Como funciona na prática?
Imagine duas entidades: AUTOR e LIVRO, com o relacionamento ESCREVE. A cardinalidade pode ser:
1:N: um autor escreve vários livros, mas cada livro tem um único autor.
N:M: um autor escreve vários livros e um livro pode ter vários autores (coautoria).
A cardinalidade é lida do ponto de vista de cada entidade: quantas ocorrências da outra entidade podem estar associadas a uma ocorrência desta. É isso que a alternativa A descreve com precisão.
Distinção importante: cardinalidade × grau
Um erro comum é confundir cardinalidade com grau do relacionamento. O grau é o número de tipos de entidades que participam do relacionamento (binário, ternário, quaternário...). A cardinalidade é o número de ocorrências de cada entidade. São conceitos distintos:
Critério
Cardinalidade
Grau
O que mede
Nº de ocorrências de uma entidade associadas a outra
Nº de tipos de entidades participantes
Exemplo
1:1, 1:N, N:M
Binário, ternário
Pergunta que responde
Quantas instâncias?
Quantos conjuntos de entidades?
A pegadinha da banca
A banca tenta fazer o candidato confundir cardinalidade com número de atributos, número de registros ou tipo de SGBD. Todas essas são distrações: a cardinalidade não tem relação com a estrutura interna das entidades, nem com a implementação física, nem com o gerenciador de banco de dados. Ela é puramente uma restrição de associação entre ocorrências.
Guarde o critério decisivo: cardinalidade = quantas ocorrências de uma entidade podem se associar a ocorrências de outra. É exatamente nessa definição que as alternativas se dividem.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A afirma que a cardinalidade indica "o número de entidades de um conjunto de entidades que podem estar associadas a outra(s) entidade(s) de outro conjunto de entidades". Isso é exatamente a definição: a cardinalidade expressa quantas ocorrências (instâncias) de uma entidade podem estar relacionadas a ocorrências de outra entidade através do relacionamento. Por exemplo, em um relacionamento 1:N, uma ocorrência da entidade do lado "1" pode estar associada a N ocorrências da entidade do lado "N". A alternativa está correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a cardinalidade indica "o número máximo de atributos componentes de cada conjunto de entidades". Isso é um distrator clássico: a cardinalidade não tem relação com a quantidade de atributos de uma entidade. Atributos são as propriedades descritivas da entidade (ex.: nome, CPF), e seu número é definido na modelagem, mas não é o que a cardinalidade expressa. A banca troca o conceito de cardinalidade pelo de estrutura interna da entidade.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a cardinalidade indica "o número máximo de registros que pode ser comportado em cada conjunto de entidades". Isso também é um distrator: a cardinalidade não define capacidade de armazenamento nem limite de registros de uma tabela. Ela define a associação entre ocorrências de entidades diferentes, não o tamanho do conjunto de entidades. A banca confunde cardinalidade com volume de dados.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a cardinalidade indica "o tipo de gerenciador de banco de dados a ser utilizado". Isso é completamente alheio ao conceito: a cardinalidade é uma restrição conceitual do modelo entidade-relacionamento, independente de qualquer SGBD (Oracle, MySQL, SQL Server etc.). O modelo conceitual é independente de hardware e software, como o próprio MER. A banca tenta fazer o candidato associar cardinalidade a aspectos de implementação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a cardinalidade indica "o tipo de atributos utilizados para estabelecer o relacionamento entre conjuntos de entidades". Isso também é um distrator: a cardinalidade não se refere aos atributos que participam do relacionamento (como chaves estrangeiras), mas sim à quantidade de ocorrências associadas. A banca confunde cardinalidade com mecanismo de ligação entre entidades.
Conclusão
A cardinalidade é um dos pilares do Modelo Entidade-Relacionamento e responde à pergunta: quantas ocorrências de uma entidade podem estar associadas a ocorrências de outra? É isso que a alternativa A expressa com precisão. As demais alternativas confundem cardinalidade com atributos, registros, SGBD ou tipo de atributos — todos conceitos vizinhos, mas distintos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar o conceito de cardinalidade por outros elementos do modelo: número de atributos (B), capacidade de registros (C), tipo de SGBD (D) ou tipo de atributos (E). A cardinalidade é exclusivamente sobre a quantidade de ocorrências associadas entre entidades. Se a alternativa falar em "atributos", "registros" ou "gerenciador", desconfie na hora — é distrator. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.