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Questão de Direito Penal — Culpabilidade — CESPE / CEBRASPE 2026

Direito PenalCulpabilidade
Código
gp018521
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-DF
Ano
2026
Cargo
Delegado de Polícia
Com base no Código Penal e na legislação especial penal pertinente, julgue o item a seguir.De acordo com o Código Penal, o desconhecimento da lei éinescusável, mas o erro sobre a ilicitude do fato, seplenamente inevitável nas circunstâncias, afasta aresponsabilidade penal, isentando o agente de pena.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Erro de proibição no Código Penal

✅ CERTO. A assertiva reproduz com total fidelidade o art. 21 do Código Penal, que estabelece: o desconhecimento da lei é inescusável, mas o erro sobre a ilicitude do fato, quando inevitável, isenta o agente de pena. A banca cobra exatamente a distinção entre esses dois institutos.

O art. 21 do Código Penal é claro:

Art. 21CP

Art. 21 — O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. Parágrafo único — Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou atingir essa consciência.

A primeira parte (desconhecimento da lei) não admite escusa: ninguém pode alegar que ignorava a existência da lei para se livrar da pena. Já o erro sobre a ilicitude do fato (erro de proibição) é diferente: o agente sabe que existe a lei, mas, por erro quanto ao seu conteúdo ou alcance, acredita que sua conduta é lícita. Se esse erro for inevitável — ou seja, não havia como o agente, nas circunstâncias, saber que o fato era proibido —, a culpabilidade é excluída e o agente fica isento de pena. Se evitável, a pena é reduzida.

Critério

Desconhecimento da Lei

Erro sobre a Ilicitude do Fato (Erro de Proibição)

Conceito

Agente ignora a existência da lei.

Agente sabe que a lei existe, mas, por erro sobre seu conteúdo ou alcance, acredita que sua conduta é lícita.

Consequência

Inescusável (não isenta de pena).

Se inevitável: isenta de pena. Se evitável: reduz a pena de 1/6 a 1/3.

Fundamento legal

Art. 21, caput, 1ª parte, CP.

Art. 21, caput, 2ª parte, e parágrafo único, CP.

Erro sobre a ilicitude (art. 21)
  • 1Desconhecimento da lei
    • Inescusável (não isenta)
  • 2Erro de proibição
    • Inevitável
      • Isenta de pena
    • Evitável
      • Reduz de 1/6 a 1/3
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Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está em perfeita consonância com a literalidade do caput do art. 21 do CP. Ela afirma, corretamente, que o desconhecimento da lei é inescusável e que o erro sobre a ilicitude, se plenamente inevitável, afasta a responsabilidade penal, isentando o agente de pena. A expressão "afasta a responsabilidade penal" refere-se à exclusão da culpabilidade, que é um dos elementos do crime.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Essa alternativa negaria a assertiva, ou seja, afirmaria que o erro inevitável sobre a ilicitude não isenta de pena. Isso contraria frontalmente o art. 21 do CP, que determina "se inevitável, isenta de pena". Portanto, está errada.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora confundir o candidato misturando "desconhecimento da lei" (sempre inescusável) com "erro de proibição" (que pode isentar se inevitável). Grave: a ignorância da lei nunca desculpa; já o erro sobre a ilicitude do fato, sim, se inevitável. Na prova, leia com atenção o advérbio "inevitável" — é a chave da isenção.

Gabarito: letra C.

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