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Questão de Direito Processual Penal — Inquérito Policial — CESPE / CEBRASPE 2026

Direito Processual PenalInquérito Policial
Código
gp019237
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-DF
Ano
2026
Cargo
Delegado de Polícia
Julgue o seguinte item com base na Lei Maria da Penha (Lein.º 11.340/2006), na Lei Henry Borel (Lei n.º 14.344/2022) e noentendimento dos tribunais superiores referente à violênciadoméstica e familiar contra a mulher e contra crianças eadolescentes.A concessão de medidas protetivas de urgência, no âmbito deinquérito policial para a apuração de violência domésticacontra mulher, está condicionada à demonstração inequívocada autoria e, especialmente, à comprovação da materialidadedelitiva, inclusive nas hipóteses de violência psicológica.
  1. CCerto
  2. EErrado
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Medidas Protetivas de Urgência na Lei Maria da Penha

ERRADO. A concessão de medidas protetivas de urgência independe de demonstração inequívoca de autoria e comprovação de materialidade delitiva, inclusive nos casos de violência psicológica. O art. 19 da Lei 11.340/2006 estabelece que as medidas protetivas são autônomas e podem ser concedidas com base em fundado temor ou risco, bastando indícios de violência, sem exigir prova plena.

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) criou um microssistema de proteção à mulher em situação de violência doméstica e familiar. As medidas protetivas de urgência previstas nos arts. 19 a 22 têm natureza cautelar, mas com características próprias: não estão condicionadas à existência de inquérito policial ou processo criminal, tampouco à demonstração inequívoca de autoria ou materialidade. O art. 19 é claro ao dispor que as medidas serão concedidas "independentemente da tipificação penal da violência" e da "existência de inquérito policial ou processo criminal" (paráfrase). O fundamento é o risco à integridade física, psicológica ou patrimonial da ofendida, aferido por elementos mínimos (como relato da vítima, lesões, testemunhas, etc.).

O Superior Tribunal de Justiça consolidou esse entendimento em sua jurisprudência (por exemplo, no REsp 1.676.282/MS e na Súmula 588, que trata da concessão independentemente de representação). Assim, a afirmativa ao exigir "demonstração inequívoca da autoria" e "comprovação da materialidade" contraria frontalmente a lei e a interpretação dos tribunais superiores. Quanto à violência psicológica, a lei também não exige comprovação plena: basta o relato da vítima e indícios de sofrimento psíquico ou dano emocional.

1Natureza cautelar especial
Autônomas (art. 19)
Independem de inquérito ou processo
Independem de tipificação penal
2Requisitos
Fundado temor ou risco
Indícios de violência
Relato da vítima
3Não exigem
Demonstração inequívoca de autoria
Comprovação de materialidade
Prova plena (inclusive violência psicológica)
4Fundamento
Prevenção do risco
Proteção da integridade
Medidas protetivas (Lei 11.340/2006)
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Medidas protetivas (Lei 11.340/2006): Natureza cautelar especial (Autônomas (art. 19), Independem de inquérito ou processo, Independem de tipificação penal); Requisitos (Fundado temor ou risco, Indícios de violência, Relato da vítima); Não exigem (Demonstração inequívoca de autoria, Comprovação de materialidade, Prova plena (inclusive violência psicológica)); Fundamento (Prevenção do risco, Proteção da integridade)
NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir as medidas protetivas da Lei Maria da Penha com as medidas cautelares penais do CPP (arts. 282, 310 e seguintes), que exigem prova da materialidade e indícios suficientes de autoria. Na lei especial, as medidas protetivas são autônomas e baseiam-se no risco concreto à ofendida, dispensando a certeza jurídica típica da condenação. Para acertar, lembre-se: o foco é a prevenção, não a punição.

Portanto, a assertiva está ERRADA (gabarito oficial: E).

MNEMÔNICO
DEITAA IDOSO
DDispensávelEEscritoIInquisitivoTTransitórioAAdministrativoApresidido por Autoridade pública competenteIIndisponívelDDiscricionárioOOficialSSigilosoOOficioso
Características do inquérito policial

ERRADO.

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