Questão de Sistemas Operacionais — Sistemas de arquivos — VUNESP 2026
- Código
- gp021207
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- UNESP
- Ano
- 2026
- Cargo
- V - - Analista de Informática I - Área de Atuação: Desenvolvimento de Sistemas - São Paulo
- A/bin
- B/dev
- C/proc
- D/root
- E/usr
GabaritoC — /proc
Gabarito: letra C. O comando ps obtém as informações dos processos em execução a partir do diretório /proc, que no Linux é um sistema de arquivos virtual que serve como interface para as estruturas de dados do kernel, expondo informações sobre os processos ativos. As demais alternativas apontam para diretórios com outras finalidades: /bin guarda programas essenciais, /dev representa dispositivos de hardware, /root é o diretório pessoal do administrador e /usr contém arquivos acessados pelos usuários.
O Linux organiza seu sistema de arquivos seguindo o padrão FHS (Filesystem Hierarchy Standard), que define a finalidade de cada diretório na hierarquia. O diretório /proc é especial: ele não armazena arquivos comuns em disco, mas sim um sistema de arquivos virtual (procfs) que espelha, em tempo real, as estruturas internas do kernel. Ao listar o conteúdo de /proc, o usuário encontra subdiretórios numerados, cada um correspondendo a um processo em execução (por exemplo, /proc/1234 representa o processo de PID 1234), além de arquivos que descrevem o estado do sistema, como uso de memória, CPU e configurações do kernel.
O comando ps (process status) é uma ferramenta de monitoramento que lê exatamente essas informações do /proc para exibir uma tabela com os processos ativos, seus PIDs, estado, uso de CPU e memória, entre outros dados. É por isso que, ao executar ps, o sistema consulta o /proc — ele é a fonte canônica de dados sobre processos no Linux. O mesmo vale para o comando top, que também se baseia no /proc para apresentar informações dinâmicas sobre os processos.
A confusão mais comum nesta questão é associar o ps a um diretório de binários ou de configuração, mas a lógica é clara: o ps precisa de dados do kernel sobre os processos, e esses dados são expostos pelo /proc. Os demais diretórios têm funções distintas, como veremos na análise de cada alternativa.
Guarde a função de cada diretório: /proc é a janela para o kernel e os processos; é exatamente essa distinção que separa a alternativa correta das demais.
O diretório /bin contém os programas essenciais do sistema, como ls, cp e mv, que são executáveis necessários para o funcionamento básico do Linux. Ele não armazena informações sobre processos; é um diretório de binários, não de dados dinâmicos do kernel.
O diretório /dev é responsável por representar os dispositivos de hardware do sistema, como discos, terminais e portas. Cada dispositivo possui um arquivo correspondente em /dev, mas não há relação com as informações de processos que o ps exibe.
O diretório /proc é um sistema de arquivos virtual que fornece uma interface para as estruturas de dados do kernel, oferecendo informações sobre os processos em execução. É exatamente dele que o comando ps extrai os dados para exibir a lista de processos ativos.
O diretório /root é o diretório pessoal do usuário root, o administrador do sistema. Ele armazena arquivos de configuração e dados pessoais do superusuário, não informações sobre processos.
O diretório /usr contém arquivos acessados pelos usuários, principalmente programas e arquivos utilizados por esses programas. É um diretório de dados de aplicação, não uma fonte de informações sobre processos.
Para memorizar a função de cada diretório, associe o /proc à palavra "processos" — ele é a interface do kernel que expõe dados sobre os processos em execução. O ps e o top leem diretamente do /proc. Os demais diretórios têm funções específicas: /bin (binários essenciais), /dev (dispositivos), /root (home do administrador) e /usr (programas do usuário).
Gabarito: letra C
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