Questão de Sistemas Operacionais — Virtualização — VUNESP 2026
Sistemas Operacionais›Virtualização
Código
gp021212
Banca
VUNESP
Órgão
UNESP
Ano
2026
Cargo
V - - Analista de Informática I - Área de Atuação: Redes e Infraestrutura
Considerando que o gerenciamento de máquinas virtuaisé realizado pelos hipervisores, assinale a alternativa queapresenta uma afirmação correta de hipervisores do tipo 2.
ADependem de um sistema operacional hospedeiro.
BOperam uma única máquina virtual de cada vez.
CPossuem menor overhead que hipervisores do tipo 1.
DSão exclusivos para contêineres.
ESão executados diretamente no hardware.
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GabaritoA — Dependem de um sistema operacional hospedeiro.
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Hipervisores tipo 2: dependência do sistema operacional hospedeiro
Gabarito: letra A. Hipervisores do tipo 2 (também chamados de hospedados ou convidados) dependem de um sistema operacional hospedeiro para funcionar — é exatamente essa a característica que a alternativa A descreve. Eles rodam como um processo comum dentro de um SO já instalado (Windows, Linux, macOS), ao contrário dos hipervisores do tipo 1, que executam diretamente sobre o hardware. Essa distinção é o núcleo da questão e está bem documentada na literatura de sistemas operacionais.
A virtualização é a técnica de criar versões virtuais de recursos físicos — hardware, sistema operacional, armazenamento, rede — permitindo que um único servidor físico execute vários sistemas operacionais isolados entre si. O hipervisor (ou monitor de máquina virtual, VMM) é a camada de software responsável por gerenciar essas máquinas virtuais, alocando CPU, memória e dispositivos de E/S para cada uma. Existem duas grandes categorias de hipervisores de sistema, que se diferenciam justamente pela forma como acessam o hardware:
Tipo 1 (nativo ou bare-metal): executa diretamente sobre o hardware, sem um sistema operacional intermediário. Ele próprio atua como um mini-SO, gerenciando os recursos físicos e criando as máquinas virtuais. Exemplos clássicos: VMware ESXi, Xen, Microsoft Hyper-V (em sua configuração nativa). Por não ter a camada extra do SO hospedeiro, tende a ter menor overhead e melhor desempenho, sendo o padrão em datacenters e nuvens.
Tipo 2 (hospedado ou convidado): roda sobre um sistema operacional hospedeiro já existente, como um aplicativo comum. O SO hospedeiro gerencia o hardware; o hipervisor apenas cria e gerencia as máquinas virtuais dentro desse ambiente. Exemplos: VMware Workstation, Oracle VirtualBox, Parallels Desktop. Por depender do SO hospedeiro, adiciona uma camada extra de processamento, o que gera maior overhead em comparação ao tipo 1.
A figura clássica que ilustra essa diferença mostra o hipervisor tipo 1 diretamente sobre o hardware, com as máquinas virtuais acima; já o tipo 2 aparece acima do SO hospedeiro, que por sua vez está sobre o hardware. Essa estrutura é fundamental para entender por que o tipo 2 é mais flexível (pode rodar em qualquer desktop com um SO instalado) mas menos eficiente.
Na prática, imagine um usuário que instala o VirtualBox no Windows para testar uma distribuição Linux. O VirtualBox é o hipervisor tipo 2: ele depende do Windows (SO hospedeiro) para acessar o hardware. Se o mesmo usuário quisesse um ambiente de produção com melhor desempenho, optaria por um hipervisor tipo 1, como o ESXi, que seria instalado diretamente no servidor físico.
A pegadinha desta questão é justamente a inversão das características: a banca troca o que é próprio do tipo 1 (executar no hardware, menor overhead) e atribui ao tipo 2. O candidato que memorizou apenas os nomes, sem entender a arquitetura, pode cair na alternativa E ou C. Guarde a fronteira: tipo 1 = direto no hardware, menor overhead; tipo 2 = sobre o SO hospedeiro, maior overhead — é nela que as alternativas se dividem.
Hipervisores
1Tipo 1 (nativo/bare-metal)
Executa direto no hardware
Menor overhead
Ex.: ESXi, Xen, Hyper-V
2Tipo 2 (hospedado)
Depende do SO hospedeiro
Maior overhead
Ex.: VirtualBox, VMware Workstation
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que hipervisores do tipo 2 dependem de um sistema operacional hospedeiro. Isso está exatamente correto: eles são executados como um processo dentro de um SO já instalado (Windows, Linux, macOS), utilizando os serviços desse SO para acessar o hardware. É a definição clássica de hipervisor hospedado, como VMware Workstation e VirtualBox. A dependência do SO hospedeiro é a característica que define essa categoria.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que hipervisores do tipo 2 operam uma única máquina virtual de cada vez. Isso é falso: um hipervisor tipo 2 pode gerenciar várias máquinas virtuais simultaneamente, cada uma com seu próprio sistema operacional convidado. A limitação de executar apenas uma VM não é característica de nenhum tipo de hipervisor; todos são projetados para suportar múltiplas VMs, desde que haja recursos de hardware suficientes.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que hipervisores do tipo 2 possuem menor overhead que os do tipo 1. É o contrário: por dependerem de um sistema operacional hospedeiro, os hipervisores tipo 2 adicionam uma camada extra de processamento, o que gera maior overhead e, consequentemente, menor desempenho em comparação aos tipo 1, que executam diretamente no hardware. A banca inverteu a relação de overhead.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que hipervisores do tipo 2 são exclusivos para contêineres. Isso é um equívoco conceitual: contêineres são uma forma de virtualização do sistema operacional (userspace), que não utilizam hipervisores. Hipervisores tipo 2 gerenciam máquinas virtuais completas, com seus próprios sistemas operacionais convidados. Contêineres compartilham o núcleo do SO hospedeiro e são isolados por namespaces e cgroups, sem a necessidade de um hipervisor.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que hipervisores do tipo 2 são executados diretamente no hardware. Essa é a característica dos hipervisores do tipo 1 (nativos), como ESXi e Xen. O tipo 2, por definição, roda sobre um sistema operacional hospedeiro, ou seja, não tem acesso direto ao hardware — ele depende do SO hospedeiro para intermediar o acesso. A banca trocou a característica do tipo 1 para o tipo 2.