Questão de Português — Interpretação de Textos — FUNDEP (Gestão de Concursos) 2022
PortuguêsInterpretação de Textos
- Código
- gp028624
- Banca
- FUNDEP (Gestão de Concursos)
- Órgão
- Prefeitura de Betim - MG
- Ano
- 2022
- Cargo
- Procurador Municipal
Considerando os mecanismos de coesão textual,assinale a alternativa em que a afirmativa acerca daconexão entre as partes do texto é incorreta.
- A“Há qualquer coisa de especial nisto de botar a cara na janela em crônica de jornal ‒ eu não fazia isso há muitos anos, enquanto me escondia em poesia e ficção. Crônica algumas vezes também é feita, intencionalmente, para provocar. Além do mais, em certos dias mesmo o escritor mais escolado não está lá grande coisa.”(LUFT, L. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2004. Adaptado).Os pronomes nisto e isso remetem ao termo botar a cara na janela em crônica de jornal, sendo que o primeiro estabelece uma relação catafórica, e o segundo, uma relação anafórica com esse termo.
- B“Qualquer que tivesse sido seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de profissão e passara pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos dele. O professor era grande, gordo e silencioso, de ombros contraídos.”(LISPECTOR, Clarice. A legião estrangeira. São Paulo: Ática, 1977. p. 11.)O pronome possessivo seu e o pronome pessoal reto ele antecipam o substantivo professor em um processo catafórico.
- C“Eu darei sempre o primeiro lugar à modéstia entre todas as belas qualidades. Ainda sobre a inocência? Ainda, sim. A inocência basta uma falta para a perder; a modéstia só culpas graves, só crimes verdadeiros podem privar. Um acidente, um acaso podem destruir aquela, a esta só uma ação própria, determinada e voluntária.”(GARRET, Almeida. Viagens na minha terra. Rio de Janeiro: Ediouro, 1969. p. 58.)O pronome demonstrativo aquela retoma o substantivo modéstia, e o pronome demonstrativo esta recupera a palavra inocência, em um processo anafórico.
- D“Há um morcego voando de madrugada pela rua Montenegro. Sempre depois de duas horas, nunca depois de quatro. Escolhe entre janelas abertas e penetra em quartos de moças, para lhes chupar o sangue. Faz isso de leve, sem acordar a vítima.”(ANDRADE, Carlos D. de. Contos Plausíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. Adaptado.)Os verbos do texto têm o mesmo referente, explícito no primeiro período do trecho e elíptico nos períodos seguintes, mas facilmente depreendido no contexto.