Questão de Administração Pública — Eficiência, eficácia e efetividade no serviço público — FCC 2026
Administração Pública›Eficiência, eficácia e efetividade no serviço público
Código
gp033931
Banca
FCC
Órgão
MPE-AL
Ano
2026
Cargo
Analista do Ministério Público - Área: Gestão Pública
No contexto da Gestão Organizacional na administração pública, considerando os princípios e as abordagens contemporâneasde governança e gestão por resultados, a
Agovernança pública dispensa mecanismos de controle interno, desde que haja transparência ativa das informações institucionais.
Bgestão organizacional no setor público é incompatível com práticas do setor privado, devido às diferenças estruturais efinalísticas entre os dois setores.
Cgestão organizacional no setor público deve priorizar exclusivamente o cumprimento de normas e procedimentos, independentemente dos resultados gerados para a sociedade.
Dgestão organizacional eficiente integra planejamento estratégico, gestão de processos e avaliação de desempenho, comfoco na geração de valor público.
Eadoção de modelos de gestão por resultados implica o abandono completo dos controles formais e legais, em favor demaior flexibilidade administrativa.
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GabaritoD — gestão organizacional eficiente integra planejamento estratégico, gestão de processos e avaliação de desempenho, com
foco na geração de valor público.
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Gestão Organizacional e Resultados na Administração Pública
Gabarito: letra D. A gestão organizacional eficiente no setor público requer a integração de planejamento estratégico, gestão de processos e avaliação de desempenho, com foco na geração de valor público, conforme os princípios da Nova Gestão Pública e da gestão por resultados. As demais alternativas distorcem esses conceitos, seja negando a necessidade de controles internos (A), excluindo práticas do setor privado (B), priorizando apenas normas (C) ou abolindo controles formais (E).
A banca testa a compreensão do modelo gerencial de administração pública, que busca eficiência, eficácia e efetividade por meio de flexibilidade, descentralização e foco em resultados, sem abandonar os controles necessários.
Art. 6Lei-13303
Art. 6º — "O estatuto da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias deverá observar regras de governança corporativa, de transparência e de estruturas, práticas de gestão de riscos e de controle interno, composição da administração e, havendo acionistas, mecanismos para sua proteção, todos constantes desta Lei."
Gestão organizacional eficiente: Integra (Planejamento estratégico, Gestão de processos, Avaliação de desempenho); Foco (Geração de valor público); Modelo (Nova Gestão Pública, Gestão por resultados); Controles (Flexibilidade e descentralização, Controles internos (Lei 13.303/2016), Abandono de controles formais)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a governança pública dispensa mecanismos de controle interno desde que haja transparência ativa. Isso contraria o art. 6º da Lei 13.303/2016, que exige expressamente práticas de controle interno como parte da governança corporativa. Transparência não substitui o controle interno; ambos são complementares.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Dizer que a gestão organizacional no setor público é incompatível com práticas do setor privado ignora a Nova Gestão Pública (NGP), que incorporou técnicas privadas como descentralização, flexibilidade, avaliação de desempenho e foco no cidadão-cliente. Embora haja diferenças, há compatibilidade e adaptação de instrumentos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Priorizar exclusivamente o cumprimento de normas e procedimentos, independentemente dos resultados, remete ao modelo burocrático, e não ao gerencial. A gestão contemporânea orienta-se por resultados, conforme os objetivos do GesPública (eficiência, eficácia e efetividade) e a lógica de controle de resultados.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa sintetiza corretamente a gestão organizacional eficiente: integrar planejamento estratégico (definição de rumos), gestão de processos (execução eficiente) e avaliação de desempenho (medição de resultados), tudo com foco na geração de valor público. Esse tripé é coerente com o conceito de efetividade (impactos na sociedade) e com as diretrizes da gestão por resultados.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A gestão por resultados não implica abandono completo dos controles formais e legais; ao contrário, mantém controles (como o controle de resultados e o controle interno, previsto na Lei 13.303/2016). O que ocorre é a flexibilização de meios, mas com responsabilização (accountability). Abandonar completamente os controles seria inviável e ilegal.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre gestão pública, lembre-se dos "6 E's": Eficiência (recursos × resultados), Eficácia (cumprimento de metas), Efetividade (impacto social), Economicidade (menor custo), Excelência (qualidade) e Execução (conformidade). A gestão por resultados prioriza eficiência e efetividade, sem descuidar da legalidade.