Questão de Português — Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) — FUNDATEC 2019
- Código
- qa045806
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- UERGS
- Ano
- 2019
- Cargo
- Ana ( )
Só 2,4% dos jovens brasileiros querem ser professores
Enquanto a maioria dos colegas de classe do Ensino Médio estudava para ser médico ou advogado, Henrique de Pinho José imaginava-se dentro de uma sala de aula, ensinando Biologia. A vontade era imensa que surpreendia os amigos e até mesmo os professores. José é uma exceção,^{(I)} conquanto no Brasil cada vez menos jovens querem seguir a carreira docente. Hoje, apenas 2,4% dos alunos de 15 anos têm interesse na profissão. Há dez anos, o porcentual era de 7,5%. Os dados são do relatório Políticas Eficientes para Professores, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na média, os países avaliados também tiveram queda na proporção de alunos de 15 anos interessados pela carreira. O porcentual passou de 6% dos adolescentes para 4,2%. Segundo o estudo, a baixa atratividade da carreira se deve ao pouco reconhecimento social e aos salários.
Filho de pais que não tiveram a oportunidade de fazer faculdade, José conseguiu uma bolsa em uma escola particular no Ensino Médio e depois cursou Biologia e Licenciatura. “Para famílias menos favorecidas, ser professor não é uma péssima ideia; sendo assim, na escola privada, os alunos são incentivados a irem para carreiras mais prestigiadas”, diz. Hoje, aos 25 anos, ele dá aula para crianças de 6 e 7 anos em uma escola municipal de Praia Grande, no litoral paulista. No Brasil, são alunos como José que querem ser professores. O relatório indica que quanto menor a escolaridade dos pais, maior é a proporção dos interessados na carreira. Os dados mostram que a profissão é a escolha de 3,4% dos jovens filhos de pais que só concluíram o ensino fundamental. Entre os filhos de pais que cursaram até o ensino superior, o porcentual cai para 1,8%.
Aluno do 3º semestre de Letras do Instituto Singularidades,^{(II)} Maicon Ferreira, de 19 anos, lembra que foi desencorajado a seguir a carreira pelos professores da escola técnica onde fez o Ensino Médio integrado ao curso de Automação. "Muitos professores eram engenheiros e me aconselharam a escolher outra graduação. Eles diziam que quem dá aula ganha mal, é desvalorizado, passa por muito estresse. Mas eu sabia que era essa a carreira que eu queria seguir.” De família de baixa renda,^{(III)} Ferreira conta que,^{(III)} em casa,^{(III)} sempre conviveu com problemas financeiros. Foi um projeto de Literatura,^{(IV)} desenvolvido por um professor de Português,^{(IV)} que o ajudou a seguir estimulado na escola. “Tive uma infância difícil, minha família sempre viveu com uma renda mensal per capita de, no máximo, R$ 300. Esse professor e o projeto fizeram com que eu me encontrasse, ganhasse autoestima. Quero ser esse professor para oferecer a outros alunos o mesmo que recebi.”
FONTE: https://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,so-2-4-dos-jovens-brasileiros-querem-ser-professor,70002364548 (Texto adaptado especialmente para esta prova.).
Em relação ao uso de pontuação no texto, são feitas as seguintes afirmações:
I. A vírgula destacada no texto poderia ser suprimida sem que isso significasse incorreção linguística.
II. A primeira vírgula destacada no texto separa o predicativo (anteposto ao sujeito) de Maicon Ferreira.
III. A 1ª, a 2ª e a 3ª vírgulas destacadas no texto isolam adjuntos adverbiais.
IV. As vírgulas destacadas no texto (1ª ocorrência) separam uma oração adjetiva reduzida.
Quais estão corretas?
- AApenas I e II.
- BApenas II e III.
- CApenas III e IV.
- DApenas I, II e IV.
- EI, II, III e IV.