Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Quadrix 2019
- Código
- qa050287
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRF ES
- Ano
- 2019
- Cargo
- Ass AF I ( )
A automedicação, muitas vezes vista como solução para o alívio imediato de alguns sintomas de doenças, pode trazer consequências mais graves do que se imagina.
A medicação por conta própria é um dos exemplos de uso indevido de remédios, considerado um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Toxicofarmacológicas, em 2003, os medicamentos foram responsáveis por 28% de todas as notificações de intoxicação.
O uso de medicamentos de forma incorreta pode acarretar o agravamento de doenças, pois pode esconder determinados sintomas. Se o remédio for antibiótico, a atenção deve ser sempre redobrada. O uso abusivo desses produtos pode facilitar o aumento da resistência de microrganismos, o que compromete a eficácia dos tratamentos médicos. Outra preocupação em relação ao uso de remédios refere‐se à combinação inadequada. Nesse caso, o uso de um medicamento pode anular ou potencializar o efeito do outro. O uso de remédios de maneira incorreta ou irracional pode ocasionar reações alérgicas, dependência medicamentosa e até a morte.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o uso racional de medicamentos ocorre quando “os pacientes recebem medicamentos apropriados às suas necessidades clínicas, em doses e períodos adequados às particularidades individuais, com baixo custo para eles e sua comunidade”.
Com o objetivo de propor estratégias e mecanismos de articulação, de monitoramento e de avaliação de ações destinadas à promoção do uso racional de medicamentos, o Ministério da Saúde criou, em março de 2007, o Comitê Nacional para Promoção do Uso Racional de Medicamentos, uma instância colegiada, representativa de segmentos governamentais e sociais afins ao tema e com caráter deliberativo. Para garantir as implementações dessas ações, foi criado um Plano de Ação, composto por vertentes em quatro áreas: regulação; educação; informação; e pesquisa.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também age nesse sentido. Para facilitar o aprendizado de temas complexos em saúde no ensino fundamental, o órgão lançou os jogos educativos Trilha da Saúde e Memória, dentro do Programa Educanvisa, que contempla orientações sobre o consumo responsável de medicamentos e de outros produtos sujeitos à vigilância sanitária, além dos riscos da automedicação e da influência da propaganda enganosa, abusiva e errônea. Para incentivar o uso racional de medicamentos, a Anvisa também desenvolve ações na área de farmacovigilância. Um exemplo é o programa Rede de Hospitais Sentinela, que reúne um conjunto de hospitais e unidades de todo o País. Cada hospital integrante da rede possui um responsável por notificar efeitos adversos ou quaisquer problemas relacionados a medicamentos.
Internet: <www.endocrino.org.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
No segmento “mais graves do que se imagina”, a partícula “se” tem valor reflexivo.
- CCerto
- EErrado