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Questão de Medicina — Fibrilação e Flutter Atrial — IBFC 2019

MedicinaFibrilação e Flutter Atrial
Código
qa064865
Banca
IBFC
Órgão
PM BA
Ano
2019
Cargo
1º Ten ( )
Gestante de 26 semanas, 37 anos, com histórico de doença valvar que não sabe dizer o nome e histórico de febre reumática prévia. Nega uso de medicações contínuas. Refere que há 10 dias iniciou quadro de palpitações. Nega angina, dispneia ou síncope. Ao Exame físico, apresenta sopro em ruflar diastólico em foco mitral 2+/6+ e realiza Eletrocardiograma com diagnóstico de Fibrilação atrial (FA) com frequência cardíaca de 100 batimentos por minuto. Restante do exame físico sem alterações. Assinale a alternativa correta quanto à melhor conduta a ser adotada:
  1. APaciente apresenta FA, que tende a ser mal tolerada durante a gravidez. A conduta mais indicada neste momento, seria encaminhar ao Pronto Socorro e indicar cardioversão elétrica sincronizada de imediato
  2. BDeve-se iniciar anticoagulação para a paciente. Deve-se iniciar enoxaparina Subcutânea até final da gravidez, visto que outros anticoagulantes são contraindicados neste momento. Além disso, deve-se considerar controle de frequência cardíaca com propranolol
  3. CPaciente não é candidata a anticoagulação, visto apresentar CHADS-VASC escore de 1. Em relação ao controle de frequência cardíaca, se necessário, a melhor medicação seria atenolol. Amiodarona poderia ser opção em caso de preferência para controle de ritmo
  4. DPaciente deve iniciar anticoagulação. Uma opção seria a utilização de varfarina (dose ajustada para INR entre 2,0 e 3,0) até a 36º semana de gestação. Após esta data, trocar anticoagulação para enoxaparina plena subcutânea até 12-24 horas antes da data prevista do parto. Em relação ao controle de frequência cardíaca, propranolol seria uma boa opção, caso necessário
  5. EPaciente não é candidata a anticoagulação, visto apresentar CHADS-VASC escore baixo. Caso apresenta-se CHADAS-VASC escore alto, a anticoagulação se faz necessária. Nesta situação, a utilização de varfarina (dose ajustada para INR entre 2,0 e 3,0) até a 36º semana de gestação ou caso a paciente preferir, os novos anticoagulantes (rivaroxabana e apixabana) seriam opções
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GabaritoD — Paciente deve iniciar anticoagulação. Uma opção seria a utilização de varfarina (dose ajustada para INR entre 2,0 e 3,0) até a 36º semana de gestação. Após esta data, trocar anticoagulação para enoxaparina plena subcutânea até 12-24 horas antes da data prevista do parto. Em relação ao controle de frequência cardíaca, propranolol seria uma boa opção, caso necessário

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