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Questão de Português — Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) — FUNDATEC 2020

PortuguêsPontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)
Código
qa144878
Banca
FUNDATEC
Órgão
IEP
Ano
2020
Cargo
APrev ( )

O Haiti ainda luta para se recuperar

 

Jean-François Savard, Emmanuel Sael e Joseph Jr. Clormeus

 

Em 12 de janeiro de 2010, mais de 300 mil haitianos morreram, centenas de milhares acabaram feridos e quase 1,5 milhão ficaram desabrigados quando o terremoto de magnitude 7 atingiu o Haiti. Naquele dia, o local de trabalho que o meu colega Joseph Jr. Clormeus normalmente ocupava, no Ministério da Educação Nacional, desabou por completo. Ele testemunhou um espetáculo apocalíptico: colegas perderam a vida, enquanto outros tiveram membros amputados para escapar da morte certa sob os escombros. No lado de fora, cadáveres cobriam as ruas da capital com o horrível espetáculo de sangue misturado com cimento e poeira. Dez anos depois, o Haiti não se recuperou desse desastre, embora bilhões de dólares tenham sido gastos no país. Dois fatores principais explicam essa tragédia: a fraqueza das instituições públicas haitianas e a desorganização da ajuda internacional, sobretudo das ONGs.

 

O Haiti é vulnerável a terremotos. Historicamente, esses eventos geológicos eram gerenciados pelos militares, que desempenharam um papel importante na gestão de desastres naturais. Mas houve um desmantelamento do Exército Nacional na presidência de Jean-Bertrand Aristide – fato que não permitiu a transferência da experiência para outras instituições públicas civis. De fato, muito know-how desapareceu. Apesar da presença de vários órgãos do governo –   que   , diga-se de passagem, tentaram desenvolver habilidades em relação a terremotos –, nenhum órgão operacional confiável foi capaz de gerenciar o vácuo institucional. Porto Príncipe, cidade originalmente projetada para três mil habitantes, abrigava quase um milhão. Dez anos depois (do terremoto), podemos notar que nada realmente mudou. A capital e seus arredores são superpovoados, e não há políticas reais de planejamento urbano. Nesse contexto, qualquer grande terremoto só poderia levar    a     consequências desastrosas,  que      o país enfrenta até hoje.

 

A fraqueza da administração pública do Haiti tem sido agravada pela desorganização do apoio internacional. Diversos estudos também mostraram, e observamos isso em campo, que a assistência da comunidade internacional implantada imediatamente após o terremoto, não conseguiu enfrentar um desafio humanitário de tal extensão. Não houve coordenação nas intervenções dos países amigos para otimizar seus esforços. Com presença em campo desde 2012, observamos que a maioria das ONGs chegou ao Haiti não para responder a uma necessidade expressa pelo governo desse país, mas para servir a seus próprios interesses, como relata Joanne Liu, ex-presidente da organização Médicos Sem Fronteira.

 

Uma década depois, os desafios ainda são imensos para o Haiti, pois o país deve desenvolver políticas de construção que se adaptem       a      certa visão de planejamento urbano. Também deve ajudar as gerações pós- terremoto a aprender com o passado, desenvolver e implementar um plano de emergência para desastres naturais e projetar e colocar em prática políticas e espaços adaptados para pessoas com deficiência. Ao olharmos para 12 de janeiro de 2010, levantamos uma questão tão preocupante quanto fundamental: o governo haitiano e a comunidade internacional realmente aprenderam alguma lição com o terremoto?

 

(Disponível em: https://politike.cartacapital.com.br/o-haiti-ainda

-luta-para-se-recuperar/ - texto adaptado especialmente para esta prova.)

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto esta citado na questão.

   

Sobre o emprego de sinais de pontuação no texto, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

 

(   ) As vírgulas das linhas 01 (1ª ocorrência), 03 e 04 (duas ocorrências) justificam-se com a mesma regra.

 

(  ) As vírgulas que isolam os fragmentos ‘diga-se de passagem’ e ‘e observamos isso em campo’ poderiam ser substituídas por parênteses.

 

(   ) O ponto e vírgula seria o sinal de pontuação mais adequado para substituir o ponto da linha 12 (com a devida adaptação de inicial maiúscula para minúscula), pois manteria a adequada coordenação entre as orações.

 

(   ) A vírgula da linha 24 deve ser retirada, pois seu uso, da forma em que aparece no texto, é incorreto.

 

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

  1. AF – F – V – V.
  2. BF – V – V – V.
  3. CF – V – V – F.
  4. DV – V – F – F.
  5. EV – V – V – V.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — V – V – V – V.

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