Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — FUNDATEC 2020
- Código
- qa147399
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- UNIPAMPA
- Ano
- 2020
- Cargo
- Tec ( )
A questão refere-se ao texto abaixo.
Fungo que evoluiu em Chernobyl é testado como escudo de radiação na Estação Espacial Internacional
Nas ruínas da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, que sofreu um acidente em 1986, crescem alguns fungos diferentes daqueles que estudamos nas aulas de biologia. Estes fungos são chamados de radiotróficos, pois se alimentam através de um processo chamado radiossíntese. É algo mais ou menos equivalente à fotossíntese das plantas – mas a fonte de energia não é a luz solar, e sim ondas eletromagnéticas de frequência e energia altíssimas, liberadas por átomos radioativos conforme eles decaem para estados mais estáveis.
A radiação gama é fatal para qualquer ser humano que não seja o Hulk, mas nada nos impede de criar uma relação de mutualismo com esses fungos barra-pesada, em que ambos sejam beneficiados. No espaço, sem a proteção da atmosfera, os astronautas acabam expostos a um bocado de radiação. Tal fator dificultaria a manutenção de uma colônia na Lua ou em Marte, por exemplo. Pensando nisso, pesquisadores americanos testaram na Estação Espacial Internacional (ISS) escudos produzidos com fungos de Chernobyl, de nome científico Cladosporium sphaerospermum.
O estudo começou a ser desenvolvido em 2018, quando dois estudantes do ensino fundamental, Xavier Gomez e Graham Shunk, leram um artigo que demonstrava a capacidade dos fungos radiotróficos de absorver os raios. No fim de 2018, ganharam um concurso de inovação e puderam enviar uma placa de Petri contendo o Cladosporium à ISS. Hoje, Gomez estuda na Universidade da Carolina do Norte e Shunk está na Escola de Ciência e Matemática da Carolina do Norte, ambas nos EUA.
A placa enviada pelos jovens era relativamente fina, com apenas 2 cm de espessura. Mesmo assim, bloqueava cerca de 2% da radiação que incidia sobre ela. Os resultados da pesquisa foram divulgados na última semana, mas ainda não passaram por revisão por pares (quando outros cientistas passam um pente fino na pesquisa de seus colegas). Na publicação, os jovens cientistas estimam que uma camada de 21 centímetros seria ideal para proteger as pessoas de radiação gama no espaço.
Pensando especificamente em Marte, Nils Averesch, pesquisador da Universidade de Stanford que está envolvido na pesquisa, explicou que os fungos não seriam colocados no exterior das estruturas de colônias humanas, mas sim dentro das paredes. Isso porque o ambiente do planeta é muito frio, e nem um bichinho comedor de radiação conseguiria prosperar.
Nisso, os moradores de Marte enfrentariam um problema: caso os fungos estivessem envolvidos nas estruturas, teriam que ser criados canais de irrigação, que seriam mantidos pelos colonos do planeta vermelho. A água para regar o fungo (que fofo) precisaria ser retirada do gelo presente nos polos marcianos, ou seja: teríamos aí um trabalhinho a mais para os imigrantes marcianos. De toda forma, uma parede mofada nunca foi algo tão desejável.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/fungo-que-evoluiu-em-chernobyl-e-testado-comoescudo- de-radiacao-na-estacao-espacial-internacional/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as seguintes assertivas sobre o texto, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) De acordo com o texto, foi descoberto, em Chernobyl, um fungo que é altamente radioativo, e testes estão sendo realizados para evitar esse processo.
( ) O estudo foi motivado por dois estudantes que tiveram acesso a um artigo que comprovava a capacidade de fungos radiotróficos em absorver raios.
( ) Em Marte, esses fungos seriam muito úteis no interior de paredes, visto que no exterior de colônias humanas eles não sobreviveriam, por ser muito frio.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
- AV – F – V.
- BV – V – V.
- CV – V – F.
- DF – V – V.
- EF – F – F.