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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Quadrix 2020

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa148319
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO 1
Ano
2020
Cargo
Prof Adm ( )

Texto para o item.

A prática da fonoaudiologia no Brasil remonta ao início do século XX, e há teorias que tentam precisar o que motivou o surgimento dessa ciência, pois carece de fundamento a explicação de que ela tenha surgido a partir da necessidade de reabilitação de indivíduos com distúrbios da comunicação. Como tais patologias sempre existiram, surge o questionamento: por que, em dado momento, foi preciso “tratá‐las”?


Historicamente, a fonoaudiologia esteve ligada à educação, oriunda da preocupação com a profilaxia e a correção de erros de linguagem apresentados pelos escolares, distanciando‐se dela quando da formação dos cursos de nível superior. Para criar seus procedimentos, essa ciência lançou mão, e ainda lança mão, dos conhecimentos de outras ciências, como psicologia, sociologia, pedagogia, linguística, filosofia, biologia, física e áreas complementares.


Na década de 1920, teve início, no País, uma política sistemática de controle da linguagem com medidas para sua padronização e sistematização, com vistas a se evitar o que entendiam por contaminação da língua nacional. Entre essas medidas, estava o tratamento de pessoas que apresentavam patologias relacionadas à comunicação, assim consideradas, inicialmente, as diferenças linguísticas (variações dialetais) decorrentes do uso dinâmico da linguagem, identificadas desde o final do século XIX, provocadas por movimentos de imigração nacionais (de uma região para outra) e estrangeiros para as regiões de maior potencial e desenvolvimento industrial do País, do que decorreu a necessidade de fixar e localizar os limites entre o normal e o patológico.


Nesse período, com o crescimento do setor médio da população, composto da pequena burguesia das cidades, de funcionários públicos, empregados do comércio, classes liberais e intelectuais e militares (então com origem na classe média), ganhava força o movimento de renovação do ensino denominado de Escola Nova, que chegou ao Brasil em 1882, pelas mãos de Rui Barbosa, e exerceu influência nas mudanças promovidas no ensino na década de 1920, quando o País passava por grandes transformações sociais, políticas e econômicas.


A proposta pedagógica da Escola Nova visava ao “aprender a aprender”, diferenciada da pedagogia tradicional, cujo enfoque era a transmissão do saber e dos conteúdos pelo professor, considerado o centro do processo educativo. Nessa pedagogia, os menos capazes deveriam lutar, sozinhos, para superar as dificuldades e conquistar um espaço entre os mais capazes intelectualmente.


Assim, na Escola Nova, houve a defesa dos que eram considerados anormais, que sofriam patologias de várias naturezas, chamados de excepcionais. Hoje, essas patologias são classificadas em subgrupos: desordens de comunicação (distúrbios de aprendizagem e deficiências da fala e da linguagem); deficiências sensoriais (auditivas e visuais); desvios mentais (intelecção superior ou lenta quanto à capacidade de aprendizagem); desordens de comportamento (distúrbio emocional e desajustamento social); e deficiências múltiplas e graves (paralisia cerebral e retardamento mental, surdez e cegueira, deficiências físicas e intelectuais graves).


Nesse contexto, o fonoaudiólogo é o profissional habilitado para cuidar dos diferentes aspectos da comunicação humana, os quais podem resultar em distúrbios dessa ordem: linguagem oral e escrita; fala; fluência; voz; audição; e funções neurovegetativas, responsáveis pela mastigação, deglutição e respiração e neurológicas. Ele desenvolve, ainda, atividades voltadas a promoção da saúde, prevenção, orientação, avaliação, diagnóstico e terapia, além de atuar em ensino, pesquisa e consultoria.


Stella Maris Cortez Bacha e Alda Maria do Nascimento

Osório. Fonoaudiologia & educação: uma revisão da prática histórica (p. 217‐218). In: Rev. CEFAC, São Paulo, v. 6, n.º 2, p. 215‐221, abr./jun. 2004 (com adaptações).


Julgue o item no que se refere às estruturas linguísticas do texto.


Sem prejuízo para a correção gramatical, a expressão “os quais” poderia ser substituída por que.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

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