Questão de Legislação e Ética Profissional — Resolução CFFa nº 490/2016 - Código de Ética em Fonoaudiologia — INSTITUTO AOCP 2020
- Código
- qa165583
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- ESPBA
- Ano
- 2020
- Cargo
- Res Fono ( )
O atendimento às crianças envolve interações multidimensionais complexas entre médico, equipe de saúde, pacientes, pais e/ou responsáveis, comunidade e sistema de saúde, que são inseparáveis no momento da tomada de decisão e manejo terapêutico. Esse atendimento é fortemente afetado por desigualdades sociais, avanços tecnológicos da área da saúde e questões morais da sociedade, resultando em vivências que, muitas vezes, são geradoras de dilemas éticos. Sobre a ética em cuidados pediátricos, é correto afirmar que
- Aos dilemas que envolvem a não introdução e retirada de suporte avançado de vida e os relacionados a transfusões de sangue em testemunhas de Jeová não constituem problemas éticos.
- Ba comunicação frente aos dilemas éticos é importante, porém, em situações de difíceis tomadas de decisão, somente o médico especialista, utilizando-se da técnica e do conhecimento acadêmico, pode decidir sobre a vida do paciente.
- Ca incorporação da ética e da bioética como disciplina acadêmica é dispensável, pois a disciplina é puramente teórica e não promove análise de situações clínicas. Na realidade, o pediatra aprende a tomar decisões com a prática diária.
- Dos principais valores morais em pediatria, norteadores do cuidado às crianças e suas famílias, são: honestidade e integridade; confiabilidade e responsabilidade; respeito pelos outros; compaixão/empatia; autoaperfeiçoamento (preocupação com educação permanente); consciência/conhecimento dos próprios limites; comunicação e colaboração; altruísmo e apoio ao outro.
- Eé comum pediatras saberem lidar adequadamente com a questão da autonomia das crianças, o limite de viabilidade de prematuros, as ordens de não reanimar bebês nascidos com deformidades incompatíveis com a vida, as doenças genéticas, a emergência de terapias de altíssimo custo e os dilemas oriundos da assistência às crianças com quadros neurológicos progressivos ou severos, com grande comprometimento de sua qualidade de vida. Por isso, tais situações não devem ser consideradas problemas éticos na pediatria.