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Questão de Português — Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc) — INSTITUTO AOCP 2022

PortuguêsCoerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Código
qa373956
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
EMBASA
Ano
2022
Cargo
Ass San ( )

Coluna Carbono Zero: os carros elétricos são a única opção?

 

Em alguns casos, o carro a álcool pode ser até mais limpo. Entenda por quê.

 

Há um consenso, vindo principalmente do mundo desenvolvido, de que os carros elétricos são o futuro. Esses veículos, em princípio, poderiam atingir neutralidade total de carbono, caso pudessem ser recarregados a partir de fontes 100% limpas. O problema é que não é assim que a banda toca.

 

Ao plugar o carro na tomada, o consumidor está transferindo energia da rede elétrica para a bateria, e a chave para entender o real impacto sobre emissões é saber como essa energia foi gerada.

 

Um estudo da empresa alemã Mahle revelou que no Brasil, onde 85% da eletricidade vem de fontes renováveis (e limpas), como as hidrelétricas, alimentar um carro elétrico ao longo de dez anos emitiria o equivalente a 17,6 toneladas de CO2.

 

Já na Bolívia, que tem quase 65% de sua eletricidade gerada por combustíveis fósseis, alimentar esse mesmo carro geraria 32,5 toneladas de CO2 – mais até do que um veículo a gasolina, que emitiria 31,3 toneladas no mesmo período de uso. Essa diferença seria o fim da história, não fosse outra tecnologia em uso no Brasil há muito tempo: os biocombustíveis, em particular o etanol. O mesmo estudo da Mahle indica que a emissão média de um carro movido a etanol, no Brasil, é de 12,1 toneladas de CO2-equivalente a cada dez anos. Ou seja, menos até que o carro elétrico!

 

É fato que os motores a etanol emitem um bocado de poluentes, mas boa parte disso é compensada pela natureza renovável do sistema: para produzir mais etanol, é preciso plantar cana, que tira CO2 da atmosfera via fotossíntese. No balanço, a conta fica bonita. E com a vantagem adicional de que os carros flex e a disponibilidade ampla do etanol fazem com que nossa grade de mobilidade já esteja praticamente toda preparada para se beneficiar disso.

 

Contudo, esse também não é o fim da história, porque o balanço de carbono não é o único fator envolvido. Nas grandes cidades, os motores a combustão prejudicam a qualidade do ar e aumentam a incidência de doenças respiratórias (um problema que o carro elétrico não tem).

 

Ademais, se todo mundo aderir ao etanol, haverá combustível para todos? Do outro lado, haverá apagão elétrico se todo mundo abandonar os combustíveis fósseis e plugar seus carros na tomada?

 

Qualquer solução racional, especialmente no caso do Brasil, envolverá um mix. Para uso urbano, o carro elétrico parece melhor; para viagens longas, etanol e outros biocombustíveis são mais convidativos. Certeza, só uma: precisamos cortar, em escala global, o uso dos combustíveis fósseis.

 

Adaptado de: https://super.abril.com.br/carbono-zero/coluna-carbono-zero-os-carros-eletricos-sao-a-unica-opcao/. Acesso em: 07 ago. 2022.

Os pronomes demonstrativos também podem estabelecer relações entre as partes do discurso. No trecho “É fato que os motores a etanol emitem um bocado de poluentes. Mas boa parte disso é compensada pela natureza renovável do sistema: para produzir mais etanol, é preciso plantar cana, que tira CO2 da atmosfera via fotossíntese.”, o demonstrativo em destaque tem como referente

  1. Atipos de motores.
  2. Bum tipo de combustível (o etanol).
  3. Cum tipo de sistema, de natureza renovável.
  4. Da quantidade de poluentes.
  5. Ea fonte renovável (plantio de cana).
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — a quantidade de poluentes.

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