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Questão de Português — Tipologia e Gênero Textual — Quadrix 2022

PortuguêsTipologia e Gênero Textual
Código
qa378101
Banca
Quadrix
Órgão
CREFITO 10
Ano
2022
Cargo
Ag Fisc ( )

Metade das causas de lombalgia (dores nas costas) pode estar relacionada a fatores psicossociais, que vão desde o estresse gerado pela desmotivação no trabalho até a depressão. É o que demonstram estudos internacionais, endossados por ortopedistas e fisiatras brasileiros. Em razão disso, os médicos defendem que o atendimento a esses pacientes deva ir além da indicação de analgésicos e de exercícios fisioterápicos, sendo importante tratar os aspectos emocionais que desencadeiam a dor.

 

A lombalgia, na sua forma aguda ou crônica, chega a afetar 80% da população adulta e é hoje um dos principais motivos de afastamento do trabalho no Brasil, segundo a Previdência Social. Em São Paulo, grupos ligados à Universidade de São Paulo e à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) têm usado a acupuntura, a música, a dança, a automassagem e terapias cognitivas e comportamentais para tratar os casos de lombalgia.

 

“Não adianta cuidar apenas do corpo físico. Tem que tratar as emoções”, afirma o ortopedista Ysao Yamamura, professor da Unifesp e responsável pelo ambulatório de acupuntura em um hospital em São Paulo. Segundo ele, a tensão emocional pode transformar a coluna em um órgão de choque, em que o indivíduo descarrega as emoções negativas, como ansiedade e frustração.

 

Segundo a fisiatra Lin Tchia Yeng, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, o tratamento dos fatores emocionais, associado à dieta e aos exercícios físicos, é fundamental no processo de reabilitação da lombalgia. Yeng afirma que de pouco adianta a melhoria das condições físicas (móveis dentro dos padrões ergonômicos recomendáveis, por exemplo) se o ambiente de trabalho continuar opressivo. “Como é difícil mudar essa situação, as pessoas têm de aprender a lidar com ela”, afirma.

 

Segundo os médicos, 90% dos doentes de lombalgia aguda recuperam-se espontaneamente em quatro a sete semanas. Porém metade deles deve apresentar novos episódios de dor no período de um ano, e 40% podem desenvolver um quadro de dor crônica.

 

Embora seja uma das queixas mais frequentes da humanidade, em 85% dos casos de lombalgia não é possível determinar o motivo da dor. De acordo com o ortopedista Akira Ishida, professor da Unifesp, no decorrer do tempo, vários fatores de risco atuam em conjunto ocasionando a dor: além dos fatores psicossociais, estão o condicionamento físico deficiente, a má postura, a mecânica anormal dos movimentos, os pequenos traumas e o esforço repetitivo.

 

De acordo com Ishida, só depois do resultado de avaliação física e exames radiológicos é que o médico terá condições de indicar um tratamento adequado para o caso.

 

Em geral, na fase aguda da dor, que dura de cinco a sete dias, o tratamento mais recomendado é o repouso e o uso de analgésicos e anti-inflamatórios. Os exercícios de alongamento da musculatura e a reeducação postural também são importantes nessa fase. “Se não houver mudança de hábito, como perda de peso e realização de atividade física, a dor voltará”, reforça Akira Ishida.

 

Internet: <www1.folha.uol.com.br> (com adaptações).

Julgue o item, relativos à tipologia e às ideias do texto.   Conclui-se dos dados estatísticos apresentados no texto que mais da metade dos afastamentos do trabalho no Brasil são motivados por dor aguda ou crônica na região lombar.
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