Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — Avança SP 2026
Português›Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
qa388485
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Votorantim
Ano
2026
Cargo
Prof (Votorantim)
CAZO, Luiz Fernando. Plantações. Disponível
em <https://blogdoaftm.com.br/charge- plantacoes/>.
A forma verbal “deveríamos”, empregada na charge acima, indica uma ação:
Ahipotética no futuro, presa a uma condição anterior.
Bhipotética no passado, presa a uma condição posterior.
Ccerta, real e que ocorre no momento da sua enunciação.
Dque vai acontecer num momento certo do futuro.
Eque aconteceu num momento certo do passado.
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GabaritoA — hipotética no futuro, presa a uma condição anterior.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Futuro do Pretérito: Ação Hipotética no Futuro
Gabarito: letra A. A forma verbal "deveríamos" está no futuro do pretérito do indicativo (também chamado de condicional), tempo que expressa uma ação hipotética no futuro, dependente de uma condição anterior. A alternativa A captura exatamente esse valor: "hipotética no futuro, presa a uma condição anterior". As demais alternativas ou confundem o tempo com o futuro do presente (C, D) ou com o pretérito (B, E), ou atribuem certeza a um tempo que, por natureza, expressa possibilidade.
O Comando: Reconhecimento de Tempo e Modo Verbal
A questão pede que você reconheça o valor semântico de uma forma verbal empregada em um texto (a charge). Não se trata de decorar a conjugação, mas de identificar o tempo e o modo e, principalmente, o efeito de sentido que eles produzem. O verbo "deveríamos" está no modo indicativo (que expressa fatos, certezas) — mas, dentro do indicativo, o futuro do pretérito é um tempo especial: ele não expressa um fato real, e sim uma ação que poderia ocorrer, geralmente condicionada a algo. A banca testa exatamente essa distinção.
O Texto: A Charge e o Contexto
A charge de Luiz Fernando Cazo, intitulada "Plantações", apresenta uma situação em que o personagem faz uma reflexão sobre o futuro, provavelmente algo como "deveríamos plantar mais árvores" ou "deveríamos cuidar melhor do meio ambiente". O uso de "deveríamos" indica uma recomendação hipotética — não é um fato consumado, nem uma certeza, mas uma possibilidade condicionada. A forma verbal, portanto, carrega um valor de condicionalidade: a ação de "dever" (no sentido de obrigação moral) está no futuro, mas depende de uma condição que não está explícita na charge, mas é pressuposta pelo contexto.
A Técnica: Futuro do Pretérito e Condicionalidade
O futuro do pretérito do indicativo é formado pelo radical do futuro do presente + a desinência -ria (para a 1ª e 3ª conjugações) ou -rie (para a 2ª). Exemplos: "cantaria", "venderia", "partiria". Esse tempo expressa:
Ação futura hipotética: "Eu viajaria se tivesse dinheiro." (a viagem é futura, mas condicionada a ter dinheiro)
Cortesia ou polidez: "Você poderia me ajudar?" (não é uma ordem, mas um pedido suave)
Fato passado posterior a outro fato passado: "Ele disse que viria." (a vinda era futura em relação ao momento da fala, mas já passada em relação ao presente)
No caso de "deveríamos", o valor é de ação hipotética no futuro, presa a uma condição anterior — exatamente o que a alternativa A afirma. A condição anterior pode ser algo como "se quisermos um futuro melhor" ou "se nos importarmos com o meio ambiente". A forma verbal não expressa certeza (por isso C e D estão erradas), nem passado (por isso B e E estão erradas).
1Ação hipotética no futuro
2Presa a condição anterior
3Sufixo -ria / -rie
4Ex.: deveríamos, viajaria
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A afirma que "deveríamos" indica uma ação hipotética no futuro, presa a uma condição anterior. Isso está perfeitamente alinhado com o valor semântico do futuro do pretérito. O verbo "dever" no futuro do pretérito expressa uma obrigação moral hipotética: não é uma ordem direta ("devemos"), mas uma sugestão condicionada. A condição anterior pode ser inferida do contexto da charge (por exemplo, a necessidade de preservar o meio ambiente). A forma verbal não expressa um fato real, mas uma possibilidade futura que depende de algo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B afirma que a ação é "hipotética no passado, presa a uma condição posterior". Isso está errado por dois motivos: primeiro, o futuro do pretérito não expressa passado, mas futuro (ainda que hipotético); segundo, a condição não é posterior, mas anterior (a condição é prévia à ação futura). A banca tenta confundir o candidato com a ideia de "passado" por causa do sufixo -ria, que pode lembrar o pretérito imperfeito ("cantava"), mas o valor temporal é de futuro.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C afirma que a ação é "certa, real e que ocorre no momento da sua enunciação". Isso contradiz o valor do futuro do pretérito, que expressa hipótese, não certeza. O modo indicativo, em geral, expressa fatos, mas o futuro do pretérito é uma exceção: ele indica possibilidade, não realidade. A ação de "deveríamos" não ocorre no momento da fala; ela é uma recomendação para o futuro. A banca tenta atrair o candidato para o modo indicativo, mas esquece que o tempo verbal modifica o valor de certeza.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D afirma que a ação "vai acontecer num momento certo do futuro". Isso está errado porque o futuro do pretérito não expressa certeza nem momento definido. O futuro do presente ("deveremos") expressaria uma ação futura mais certa, mas o futuro do pretérito ("deveríamos") expressa hipótese, possibilidade. A banca tenta confundir o candidato com a ideia de futuro, mas o valor de certeza é incompatível com o tempo verbal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E afirma que a ação "aconteceu num momento certo do passado". Isso está totalmente errado, pois o futuro do pretérito não expressa passado, mas futuro hipotético. O pretérito perfeito ("deveram") ou o pretérito mais-que-perfeito ("deveram") expressariam passado, mas "deveríamos" está no futuro do pretérito. A banca tenta confundir o candidato com a ideia de passado por causa do sufixo -ria, mas o valor temporal é de futuro.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre futuro do pretérito (condicional) e futuro do presente, além de tentar atrair o candidato para a ideia de passado por causa do sufixo -ria. Lembre-se: o futuro do pretérito expressa hipótese futura, não passado.
PEGA ESSA DICA!
Para reconhecer o futuro do pretérito, procure o sufixo -ria (ou -rie) e pergunte: "essa ação é certa ou hipotética?" Se for hipotética, é futuro do pretérito. Se for certa, é futuro do presente.
Gabarito: letra A — a única que captura o valor de hipótese futura condicionada do futuro do pretérito.