Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Avança SP 2026
Português›Interpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa388486
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Votorantim
Ano
2026
Cargo
Prof (Votorantim)
Dinheiro não traz felicidade
Será totalmente verdadeiro este dito popular? Será que o dinheiro é de todo ruim e não pode nos proporcionar relativa felicidade? Este é um assunto que tem dois lados da moeda.
É tudo uma questão de ponto de vista. Não sejamos hipócritas em dizer que o dinheiro não compra uma boa parcela de felicidade. Quem de nós não se sente feliz em poder pagar um bom plano de saúde? Morar com dignidade, ou proporcionar uma boa educação para os filhos?
Eu poderia citar milhares de felicidades que o dinheiro pode comprar e ainda seria pouco. A questão é qual será a nossa relação com o dinheiro para que ele nos proporcione genuína felicidade. Tudo é uma questão de caráter, sabedoria e preparo de quem o possui – e mais sabedoria ainda para aqueles que não o possuem; aqui a criatividade é fundamental.
A frase correta deveria ser: “dinheiro não é garantia de felicidade, mas... sem ele também não”.
É verdade que existem pessoas que se sentem felizes mesmo em extrema pobreza: isso já rendeu até matéria para o Globo Repórter. São pessoas que sentem uma felicidade interior na qual nem elas souberam explicar a razão. Mas, um detalhe ficou evidente: são pessoas dotadas de fé e esperança de dias melhores.
Uma coisa ninguém pode negar: todo mundo quer ser feliz, com ou sem dinheiro. Nem bem começamos a dar os primeiros passos e já começa a largada sem freio em busca da tal felicidade.
Outro dia recebi um e-mail que tratava justamente deste assunto: a busca pela felicidade. E no final arrematava com a seguinte frase: “Não tenhas medo de abrir tuas cortinas e verás flores e borboletas na transparência de um novo dia...”. Lindo, não é mesmo?.. Sim, mas não pude evitar um pensamento naqueles que moram em favelas e becos, que, ao abrirem suas cortinas (se é que têm uma!), verão apenas esgoto a céu aberto, e não flores e borboletas. (...)
GALACCI, Sueli. Dinheiro não traz felicidade. Crônicas & agudas. Disponível em <https://cronicasiagudas.blogspot.com/2010/07/ dinheiro-nao-traz-felicidade.html>.
Leia o texto a seguir para responder à questão A autora do texto “Dinheiro não traz felicidade” defende a ideia de que:
Ao dinheiro não é uma condição exclusiva para a felicidade, mas ajuda a conquistá-la.
Bo dinheiro é uma condição necessária e suficiente para a felicidade.
Ca felicidade é uma condição necessária e suficiente para o dinheiro.
Da felicidade não é uma condição suficiente para o dinheiro, mas ajuda a conquistá-lo.
Enão existe nenhuma relação entre dinheiro e felicidade.
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GabaritoA — o dinheiro não é uma condição exclusiva para a felicidade, mas ajuda a conquistá-la.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
A Tese da Autora: Dinheiro e Felicidade
Gabarito: letra A. A autora defende que o dinheiro não é condição exclusiva para a felicidade, mas ajuda a conquistá-la. Essa é a tese central do texto, sintetizada na passagem em que a autora reformula o dito popular: “dinheiro não é garantia de felicidade, mas... sem ele também não”. A alternativa A é a única que captura exatamente essa posição intermediária: o dinheiro não é suficiente (não garante), mas é relevante (sem ele também não há felicidade).
O Comando: Compreensão da Tese
O enunciado pede que você identifique a ideia defendida pela autora — ou seja, a tese do texto. Isso é uma questão de compreensão/recorrência: a resposta está explícita, mas parafraseada. Você não precisa inferir nada além do que está escrito; precisa apenas reconhecer a reescritura fiel da posição da autora. O comando "defende a ideia de que" aponta diretamente para o ponto de vista central, que em textos dissertativo-argumentativos costuma aparecer na introdução ou na conclusão — e aqui aparece de forma cristalina no 4º parágrafo.
O Texto: Tema, Tese e Argumentos
O texto é uma crônica argumentativa que discute a relação entre dinheiro e felicidade. A autora não adota uma posição radical: ela rejeita tanto a ideia de que o dinheiro é totalmente inútil para a felicidade quanto a de que é a única fonte dela. Veja o movimento argumentativo:
1º parágrafo: apresenta a pergunta — será que o dinheiro é de todo ruim?
2º parágrafo: admite que o dinheiro compra "uma boa parcela de felicidade" (plano de saúde, moradia digna, educação).
3º parágrafo: a questão não é ter ou não dinheiro, mas a relação que temos com ele (caráter, sabedoria, preparo).
4º parágrafo: a tese explícita — a frase correta seria "dinheiro não é garantia de felicidade, mas... sem ele também não".
5º parágrafo: reconhece que há pessoas felizes na pobreza extrema, mas ressalva que são dotadas de fé e esperança.
6º e 7º parágrafos: todos buscam a felicidade, mas a autora pondera a realidade de quem não tem nem cortinas para abrir.
A tese, portanto, é moderada: o dinheiro não é a chave da felicidade, mas também não é irrelevante. A alternativa A é a paráfrase exata dessa posição.
A Técnica: Paráfrase Fiel vs. Extrapolação
A armadilha central desta questão é a extrapolação e a inversão de termos. As alternativas B, C e D brincam com as palavras "necessária" e "suficiente" — conceitos lógicos que o texto não usa. A autora não diz que o dinheiro é "necessário" (no sentido de imprescindível) nem "suficiente" (no sentido de que basta). Ela diz que ele ajuda, mas não garante. A alternativa E, por sua vez, contradiz o texto, que afirma explicitamente que o dinheiro compra felicidade em boa medida.
O método para resolver: teste cada alternativa contra a passagem-chave. A correta é a que não acrescenta nem suprime nada — apenas reescreve com outras palavras a mesma ideia.
"A frase correta deveria ser: 'dinheiro não é garantia de felicidade, mas... sem ele também não'."
Essa frase é a prova textual da alternativa A: "não é garantia" = não é condição exclusiva/suficiente; "sem ele também não" = ajuda a conquistá-la (é um fator que contribui).
Tese da autora: Dinheiro não é garantia de felicidade (Não é condição exclusiva, Não é suficiente); Sem dinheiro também não (Ajuda a conquistar, É fator que contribui); Relação com o dinheiro (Caráter, Sabedoria, Preparo)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A é a paráfrase fiel da tese. O texto diz que o dinheiro "não é garantia de felicidade" — ou seja, não é condição exclusiva (não basta ter dinheiro para ser feliz). E diz que "sem ele também não" — ou seja, o dinheiro ajuda a conquistar a felicidade (é um fator que contribui, ainda que não seja o único). A alternativa usa exatamente essa estrutura: nega a exclusividade e afirma a contribuição. Nada é acrescentado, nada é suprimido.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. A alternativa B afirma que o dinheiro é "condição necessária e suficiente" para a felicidade. Isso é o oposto da tese. O texto diz que o dinheiro "não é garantia de felicidade" — ou seja, não é suficiente. E o 5º parágrafo mostra pessoas felizes na extrema pobreza, o que prova que não é necessário. A alternativa B inverte completamente a posição da autora, transformando-a em uma defesa radical do dinheiro.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: inverte a relação (troca de termos). A alternativa C afirma que "a felicidade é condição necessária e suficiente para o dinheiro". Isso é um absurdo lógico e não tem nenhum respaldo no texto. A autora nunca diz que a felicidade é um pré-requisito para se ter dinheiro. Essa alternativa tangencia o tema (fala de felicidade e dinheiro) mas inverte completamente a relação entre os dois conceitos, criando uma afirmação que o texto não sustenta em nenhum trecho.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: inverte a relação (troca de termos). A alternativa D afirma que "a felicidade não é condição suficiente para o dinheiro, mas ajuda a conquistá-lo". Aqui, a relação está invertida: o texto fala do dinheiro como meio para a felicidade, não da felicidade como meio para o dinheiro. A autora nunca diz que a felicidade ajuda a conquistar dinheiro. Essa alternativa extrapola e inverte o sentido original, usando as mesmas palavras (felicidade, dinheiro, condição, ajuda) mas em uma ordem que não corresponde à tese.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. A alternativa E afirma que "não existe nenhuma relação entre dinheiro e felicidade". Isso é frontalmente negado pelo texto. No 2º parágrafo, a autora pergunta: "Quem de nós não se sente feliz em poder pagar um bom plano de saúde? Morar com dignidade, ou proporcionar uma boa educação para os filhos?" — ou seja, ela afirma que o dinheiro compra felicidade em boa medida. A alternativa E contradiz a tese e os argumentos centrais do texto.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a inversão de termos (B, C, D) e a contradição (E). As alternativas B, C e D usam as palavras "necessária" e "suficiente" — conceitos que o texto não emprega — para criar armadilhas lógicas. A correta (A) é a única que parafraseia fielmente a tese sem recorrer a esses termos absolutos.
PEGA ESSA DICA!
Ao identificar a tese, procure a frase que sintetiza a posição do autor — geralmente na introdução ou conclusão. Depois, teste cada alternativa perguntando: "o texto autoriza isto, ou exige acrescentar algo de fora?". Alternativas com palavras absolutas ("necessária", "suficiente", "nenhuma") quase sempre erram por generalização ou contradição.
Gabarito: letra A — a única alternativa que reproduz, com outras palavras, a tese da autora: o dinheiro não é condição exclusiva para a felicidade, mas ajuda a conquistá-la.