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Questão de Português — Fonética (Fonemas, Dígrafos, Encontros Consonantais, Vocálicos). Separação Silábica — FUNDATEC 2026

PortuguêsFonética (Fonemas, Dígrafos, Encontros Consonantais, Vocálicos). Separação Silábica
Código
qa388738
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Agudo
Ano
2026
Cargo
Elet ( )

Em clima de réquiem: As agruras da orquestra que se apresentará na COP

Por Pedro Tavares

 

Na noite de 10 de novembro, data em que começa a COP30, membros de delegações internacionais e convidados vão ocupar as tradicionais cadeiras de madeira e palhinha do centenário Theatro da Paz, em Belém, para assistir à estreia mundial de I-Juca Pirama, ópera baseada no poema indianista de Gonçalves Dias publicado em 1851. O libreto é de Paulo Coelho. Gilberto Gil e o maestro italiano Aldo Brizzi assinam a partitura, que será interpretada pela Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP).

 

No fosso do palco, fora do campo de visão da plateia, se esconde a realidade de uma orquestra que se afunda em um emaranhado de problemas, como salários defasados, instrumentos antigos e agenda desorganizada. Não bastasse o drama presente, tampouco há garantias para o futuro: os contratos dos músicos vencem em dezembro e ninguém foi informado sobre a renovação. No ano que vem, a orquestra comemora 30 anos de atividade.

 

Em outubro, o produtor da orquestra, Régis Falcão, informou aos músicos que enviaria um relatório à Secretaria de Cultura do Pará (Secult) solicitando novo mobiliário para o teatro e manutenção técnica de instrumentos antigos. “O sonho é alto, sabemos disso, mas se conseguirmos ‘pelo menos’ as tão sonhadas cadeiras profissionais, bancos profissionais de contrabaixo e tímpanos e estantes profissionais, já será um grande passo”, escreveu Falcão em mensagem à orquestra, antes de encaminhar seu relatório à Secult. Um músico da OSTP – que,  como outros titulares da orquestra, falou à Piauí sob condição de anonimato, por receio de retaliações – define o tom do documento de Falcão: “É um pedido de socorro, quase que implorando por materiais novos”. 

 

A Piauí teve acesso ao documento, que traz fotos de itens avariados da orquestra e estima o custo dos reparos necessários. “Nosso timpanista está pedindo há quatro anos para trocar as peles do tímpano do instrumento. Quando ele pisa no pedal faz um chiado enorme no meio do concerto”, conta o mesmo músico. A troca das quatro peles custaria entre 8 mil e 12 mil reais, segundo os cálculos do relatório. “Quando tentamos procurar a solução para algum problema, a culpa sempre é jogada de um lado para outro. A produção da orquestra joga para o maestro, o maestro diz que é culpa da Secult, e a Secult não fala nada, porque não temos acesso a eles”, diz o músico.

 

A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz é composta por 62 músicos, além do regente titular e diretor artístico, Miguel Campos Neto, e da maestrina assistente, Laura Gentile. Fecham a equipe o produtor Régis Falcão, uma arquivista, três montadores e um inspetor. Todo esse corpo artístico é gerido desde 2011 pela Academia Paraense de Música (APM), organização contratada pela Secult por meio de licitação. A APM também administra a Amazônia Jazz Band, um grupo de Belém que se apresenta no Theatro da Paz. “Um novo chamamento público definirá a entidade responsável pela gestão dos corpos artísticos do Theatro da Paz no próximo ciclo (a partir de 2026), conforme a legislação vigente”, informa a Secult, em nota.

 

(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/materia/em-clima-de-requiem/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra com dígrafo consonantal, como na palavra “carro”.
  1. APeles.
  2. BMúsicos.
  3. CMaestro.
  4. DChiado.
  5. ERegente.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Chiado.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Dígrafo consonantal — Gabarito: letra D.

A palavra "chiado" apresenta o dígrafo consonantal "ch", que representa um único fonema /ʃ/, assim como "carro" apresenta o dígrafo "rr" (dois R representando um só som de R forte). A questão pede exatamente isso: identificar a palavra que, como "carro", tenha duas letras representando um único som consonantal. As demais alternativas não apresentam dígrafo consonantal: "peles" tem apenas consoantes simples; "músicos" tem "s" e "c" com sons distintos; "maestro" tem encontro consonantal "str" (três consoantes, três fonemas); "regente" tem "g" e "r" com sons próprios.

O comando

A questão pede para assinalar a palavra com dígrafo consonantal, igual a "carro". Isso é uma questão de fonética/fonologia — não de interpretação de texto. O comando "como na palavra carro" indica que devemos procurar uma palavra em que duas letras representem um único fonema consonantal. O dígrafo é diferente do encontro consonantal: no dígrafo, duas letras = um som; no encontro consonantal, duas ou mais consoantes = dois ou mais sons.

O texto

O texto-base fala sobre a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e seus problemas. A palavra "chiado" aparece no 4º parágrafo, na fala do músico: "Quando ele pisa no pedal faz um chiado enorme no meio do concerto". A banca aproveitou essa palavra do texto para testar o conhecimento fonético. Não é preciso interpretar o texto — basta analisar a palavra em si.

A técnica

Dígrafo consonantal é a sequência de duas letras que representa um único fonema consonantal. Exemplos: rr (carro), ss (passo), ch (chave), lh (malha), nh (banha), qu (quero), gu (guerra). Já o encontro consonantal é a sequência de duas ou mais consoantes que representa dois ou mais fonemas, como em tr (triste), str (maestro), pr (prato). A pegadinha clássica é confundir os dois: no dígrafo, as duas letras "se fundem" num som só; no encontro, cada consoante mantém seu som.

Dígrafo consonantal
  • 1Duas letras = um fonema
    • rr (carro)
    • ch (chiado)
    • ss, lh, nh, qu, gu
  • 2Encontro consonantal
    • Duas consoantes = dois fonemas
    • str (maestro)
    • tr, pr
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Alternativa A — ❌ Incorreta

"Peles" — não há dígrafo. As letras p, l, s representam fonemas distintos: /p/, /l/, /s/. Há um encontro consonantal? Não, pois o "l" está em sílaba diferente do "p" (pe-les). Portanto, erro: troca de conceito — a banca oferece uma palavra sem qualquer dígrafo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Músicos" — não há dígrafo consonantal. O "s" e o "c" representam fonemas diferentes: /z/ e /k/ (mú-si-cos). Não há duas letras representando um único som. Erro: troca de conceito — a palavra tem apenas consoantes simples.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Maestro" — há um encontro consonantal "str" (ma-es-tro), pois as três consoantes são pronunciadas separadamente: /s/, /t/, /r/. Não é dígrafo, pois não há duas letras representando um único fonema. Erro: troca de conceito — a banca tenta confundir encontro consonantal com dígrafo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Chiado" — o dígrafo "ch" representa o fonema /ʃ/ (som de "x"). Assim como "carro" tem "rr" representando /R/, "chiado" tem "ch" representando um único som. A separação silábica é chi-a-do, e o "ch" fica na mesma sílaba, confirmando o dígrafo. Correta — é a única que apresenta dígrafo consonantal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Regente" — não há dígrafo. As letras g e r representam fonemas distintos: /ʒ/ e /r/. Há um encontro consonantal? Não, pois o "g" e o "r" estão em sílabas diferentes (re-gen-te). Erro: troca de conceito — palavra sem dígrafo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre dígrafo (duas letras, um som) e encontro consonantal (duas consoantes, dois sons). "Maestro" é o distrator mais perigoso, pois tem o encontro "str".

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar dígrafos, pergunte: "essas duas letras representam um único som?" Se sim, é dígrafo. Se cada consoante tem som próprio, é encontro consonantal.

Gabarito: letra D.

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