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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — Avança SP 2026

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
qa389537
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Vinhedo
Ano
2026
Cargo
Esc ( )

Imagem associada para resolução da questão

BECK, Alexandre.  Tiras de Armandinho.  Disponível  em  <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras- de-armandinho>.   

 

Reescrevendo a frase “Na verdade um motivo existe...”, empregada na tirinha acima, com alterações  de  tempo  e  número,  fica  correta  a  seguinte forma: 

  1. ANa verdade uns motivos existe...
  2. BNa verdade haviam uns motivos...
  3. CNa verdade haverão uns motivos...
  4. DNa verdade uns motivos existem...
  5. ENa verdade houveram uns motivos...
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GabaritoD — Na verdade uns motivos existem...

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Concordância Verbal: Reescrevendo "Na verdade um motivo existe..."

Gabarito: letra D. A reescrita correta é "Na verdade uns motivos existem...", pois o verbo "existir" é pessoal e deve concordar em número com o sujeito. Ao pluralizar o sujeito de "um motivo" para "uns motivos", o verbo também deve ir para o plural: "existem". As demais alternativas ou mantêm o verbo no singular com sujeito plural, ou usam o verbo "haver" de forma incorreta, como veremos a seguir.

O Comando da Questão

O enunciado pede uma reescrita da frase "Na verdade um motivo existe..." com alterações de tempo e número. Isso significa que devemos manter o sentido original, mas podemos mudar o tempo verbal e o número (singular/plural) do sujeito e do verbo, desde que a nova frase esteja gramaticalmente correta. A questão testa diretamente a concordância verbal, ou seja, a harmonia entre o verbo e seu sujeito.

A Regra que Decide: Verbo "Existir" é Pessoal

O verbo "existir" é um verbo pessoal, ou seja, possui sujeito e deve concordar com ele em número e pessoa. Na frase original, o sujeito é "um motivo" (singular), por isso o verbo está no singular: "existe". Se pluralizarmos o sujeito para "uns motivos", o verbo deve obrigatoriamente ir para o plural: "existem".

Isso é diferente do verbo "haver" no sentido de "existir", que é impessoal e fica sempre na 3ª pessoa do singular: "Há uns motivos", "Havia uns motivos", "Haverá uns motivos". Nas locuções verbais com "haver" (como "pode haver", "deve haver"), o verbo auxiliar também fica no singular, pois recebe a impessoalidade do "haver".

Análise das Alternativas

Verbo "existir"
  • 1Pessoal
  • 2Concorda com o sujeito
    • "um motivo existe"
    • "uns motivos existem"
  • 3Verbo "haver" (sentido de existir)
    • Impessoal
    • Fica sempre no singular
      • "há uns motivos"
      • "havia uns motivos"
      • "houve uns motivos"
      • "haverá uns motivos"
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Alternativa A — ❌ Incorreta

"Na verdade uns motivos existe..."

Erro: contradiz o texto/regra. O sujeito "uns motivos" está no plural, mas o verbo "existe" permaneceu no singular. A concordância verbal exige que o verbo "existir" concorde com o sujeito: "uns motivos existem".

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Na verdade haviam uns motivos..."

Erro: contradiz o texto/regra. O verbo "haver" no sentido de "existir" é impessoal e deve permanecer na 3ª pessoa do singular: "havia uns motivos". A forma "haviam" é um erro clássico de concordância, pois o verbo "haver" não tem sujeito para concordar.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Na verdade haverão uns motivos..."

Erro: contradiz o texto/regra. Mesmo erro da alternativa B, mas no futuro do presente. O verbo "haver" no sentido de "existir" é impessoal e deve ficar no singular: "haverá uns motivos". A forma "haverão" é incorreta.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Na verdade uns motivos existem..."

Correta. O sujeito "uns motivos" está no plural e o verbo "existir" foi corretamente flexionado para o plural: "existem". A frase mantém o sentido original e respeita a concordância verbal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Na verdade houveram uns motivos..."

Erro: contradiz o texto/regra. A forma "houveram" é um erro clássico. O verbo "haver" no sentido de "existir" é impessoal e deve ficar no singular: "houve uns motivos". A forma "houveram" é amplamente usada na fala informal, mas é considerada incorreta na norma culta.

Conclusão

A questão cobra a distinção entre o verbo "existir" (pessoal, concorda com o sujeito) e o verbo "haver" (impessoal, fica no singular). Ao pluralizar o sujeito, o verbo "existir" deve acompanhar. A única alternativa que faz isso corretamente é a letra D.

NÃO CAIA NESSA!

Desconfie de formas como "haviam", "haverão" e "houveram" quando o verbo "haver" tiver sentido de "existir". Elas são quase sempre pegadinhas. Lembre-se: "há", "havia", "houve" e "haverá" são as formas corretas no singular.

Gabarito: letra D

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