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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Instituto Consulplan 2026

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa389582
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
Pref Manaus
Ano
2026
Cargo
Ana Mun II ( )

Considere o texto a seguir para responder a questão 

 

O impresso está morrendo ou se reinventando?

 

O futuro do impresso é uma das questões mais debatidas no cenário da comunicação moderna. De acordo com a Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, realizada pela Nielsen BookData e divulgada em 2025, o mercado de livros impressos registrou uma queda real de 44% no faturamento entre 2006 e 2024 (descontada a inflação). No entanto, a mesma pesquisa aponta que houve um crescimento específico em nichos como Obras Gerais (9,2%) e Religiosos (8,7%), __________ pelo conteúdo digital. Estes dados sugerem que o impresso está, de fato, em um processo de encolhimento geral em seu formato tradicional, mas encontra focos de resistência e adaptação.

 

Portanto, é possível dizer que o impresso não está morrendo, mas sim passando por um processo de reinvenção nesse novo mundo, dominado pela tecnologia. Sendo assim, o material físico está se transformando e encontrando outras formas de se manter relevante.

 

Vale destacar que ambas são vistas atualmente como complementares e não mais como concorrentes. Um exemplo disso é que muitos jornais e revistas operam em um modelo “figital”, unindo os dois tipos, onde um canal direciona _________ e interesse para o outro.

 

Em meio a uma época regada de excesso e velocidade de informação, muitas pessoas estão buscando maneiras de se reconectarem com o mundo físico, procurando passar um tempo longe das telas. Uma das alternativas é justamente ler um livro e tocar o papel, tendo uma experiência tátil e sem interrupções, algo que o digital, com suas notificações constantes, muitas vezes não consegue proporcionar. Visando momentos de _________, os jornais e revistas impressos estão focados mais em reportagens, artigos de opinião e análises profundas ao invés de notícias de última hora, oferecendo algo que o fluxo incessante da internet não consegue: contexto e confiabilidade.

 

Ter uma grande quantidade de estímulos, como assistir vídeos rápidos e ler muita notícia em pouco tempo, pode ser prejudicial ao cérebro, como já vem sendo discutido pela neurociência. O chamado “Brain Rot” (em inglês, algo como “apodrecimento cerebral”) ou “Cérebro de Pipoca” (Popcorn Brain), causa prejuízo à atenção sustentada e concentração, perda de paciência, sobrecarga cognitiva, impacto na função executiva, tomada de decisão e ansiedade. Dessa forma, é importante buscar materiais impressos para dar um intervalo para o sistema neurológico.

 

Devido a esses novos estudos, o livro físico se mantém firme e forte por ter um apelo sensorial e emocional que o digital, apesar da praticidade, ainda não superou. O cheiro do papel, a textura da capa, o ato de folhear – todos esses elementos criam uma experiência de leitura imersiva. Além disso, a indústria editorial tem investido em nichos de mercado (como ficção young adult e livros de colorir, que apresentaram forte crescimento nas vendas em 2025) e em edições de colecionador, transformando o livro em um objeto de desejo.

 

A verdadeira reinvenção, no entanto, reside na convergência. O impresso moderno não existe isolado, mas como parte de um ecossistema multimídia. Já as revistas e jornais utilizam o QR Code e a Realidade Aumentada (RA) para ligar a página impressa a vídeos, podcasts ou galerias de fotos online. A impressão digital, com sua flexibilidade, permite tiragens personalizadas e sob demanda, reduzindo custos e desperdícios. Nesse modelo híbrido, o material físico atua como um ponto de partida ou um complemento tangível para uma experiência digital mais rica e interativa.

 

Em suma, o impresso não está morrendo, mas sim se transformando. Ele está abraçando um novo papel: de objeto de valor, de veículo de curadoria profunda e de âncora física em um mundo digital cada vez mais volátil. Sua sobrevivência depende menos de competir com o digital em velocidade e mais de oferecer qualidade material e uma experiência de consumo intencional. Pense nisso!

 

(Por Fábio Carvalho. Disponível em: https://orbisnews.com.br. Acesso em: dezembro de 2025.)

De acordo com o texto, pode-se afirmar que:
  1. AA tecnologia deve ser vista como uma ponte entre o antigo e o novo e não uma ruptura que provoque desestabilização e comprometimento negativo e prejudicial.
  2. BMediante o quadro apresentado sobre novas perspectivas da comunicação, é necessário revisitar conselhos deixados por gerações anteriores para que o novo não se torne insustentável.
  3. CAs questões relacionadas ao futuro são apresentadas no texto com o objetivo de provocar discussões sobre possíveis encaminhamentos e soluções sustentáveis para a humanidade em seus aspectos social e físico.
  4. DEm tempos modernos, o impresso tem encontrado seu lugar de destaque à medida que a saúde mental das pessoas mostra-se comprometida em consequência da alta demanda por informações em excesso, que são oferecidas a uma velocidade extrema.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — A tecnologia deve ser vista como uma ponte entre o antigo e o novo e não uma ruptura que provoque desestabilização e comprometimento negativo e prejudicial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A tecnologia como ponte entre o impresso e o digital

Gabarito: letra A. A alternativa correta é a letra A, pois o texto defende que a tecnologia atua como uma ponte entre o impresso e o digital, e não como uma ruptura negativa. Isso fica explícito no trecho: "A verdadeira reinvenção, no entanto, reside na convergência. O impresso moderno não existe isolado, mas como parte de um ecossistema multimídia." A palavra "convergência" e a ideia de "ecossistema multimídia" mostram que a tecnologia une os dois mundos, em vez de destruir o antigo.

O comando da questão

O enunciado pede que você identifique o que "pode-se afirmar de acordo com o texto". Isso caracteriza uma questão de compreensão (ou recorrência), ou seja, a resposta deve estar explícita ou ser uma paráfrase fiel de uma ideia presente no texto. Não se trata de inferir algo novo, mas de reconhecer uma afirmação que o autor sustenta diretamente. Portanto, cada alternativa deve ser testada contra o texto: ela repete, com outras palavras, uma ideia que está lá?

A tese central do texto

O texto responde à pergunta-título: "O impresso está morrendo ou se reinventando?". A tese do autor é clara: o impresso não está morrendo, mas se reinventando. Ele não defende que o digital substitui o impresso, nem que o impresso é superior. A ideia central é a complementaridade e a convergência entre os dois formatos. O autor mostra que o impresso encontra novos papéis (objeto de valor, curadoria profunda, âncora física) e que a tecnologia (QR Code, Realidade Aumentada, impressão digital) é a ferramenta que permite essa reinvenção, conectando o físico ao digital.

A técnica para resolver

A armadilha central desta questão é a extrapolação. As alternativas B, C e D pegam temas que o texto menciona (futuro, saúde mental, sustentabilidade) e os levam para um terreno que o autor não aborda. A alternativa A, por outro lado, é uma paráfrase direta da ideia de convergência. Para acertar, você deve perguntar a cada alternativa: "O texto autoriza esta afirmação, ou ela exige que eu acrescente algo de fora?". Se a alternativa exige acréscimo, ela está errada.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A afirma que "a tecnologia deve ser vista como uma ponte entre o antigo e o novo e não uma ruptura que provoque desestabilização e comprometimento negativo e prejudicial". Isso é exatamente o que o texto defende. Veja as passagens que sustentam:

"A verdadeira reinvenção, no entanto, reside na convergência. O impresso moderno não existe isolado, mas como parte de um ecossistema multimídia."

"Nesse modelo híbrido, o material físico atua como um ponto de partida ou um complemento tangível para uma experiência digital mais rica e interativa."

A palavra "convergência" e a expressão "modelo híbrido" mostram que a tecnologia une o antigo (impresso) e o novo (digital). A ideia de "ponte" é uma metáfora para essa união. O texto também afirma que o impresso "está abraçando um novo papel" e que sua sobrevivência "depende menos de competir com o digital em velocidade e mais de oferecer qualidade material", o que reforça a ausência de uma visão de ruptura negativa. A alternativa A é uma paráfrase fiel dessa tese.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B afirma que "é necessário revisitar conselhos deixados por gerações anteriores para que o novo não se torne insustentável". O texto não menciona conselhos de gerações anteriores em nenhum momento. O autor fala sobre o futuro do impresso, sobre a convergência com o digital e sobre a saúde mental, mas não há qualquer referência a "conselhos" ou "gerações anteriores". Essa alternativa extrapola completamente o conteúdo do texto, inventando uma ideia que não está presente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C afirma que "as questões relacionadas ao futuro são apresentadas no texto com o objetivo de provocar discussões sobre possíveis encaminhamentos e soluções sustentáveis para a humanidade em seus aspectos social e físico". O texto não tem esse objetivo. O autor não discute "soluções sustentáveis para a humanidade" em sentido amplo. Ele discute especificamente o futuro do impresso e sua reinvenção. A palavra "sustentáveis" aqui é uma extrapolação — o texto fala em reduzir custos e desperdícios na impressão digital, mas não em sustentabilidade da humanidade. A alternativa tangencia o tema, pegando uma palavra ("sustentável") e levando-a para um contexto que o autor não aborda.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D afirma que "em tempos modernos, o impresso tem encontrado seu lugar de destaque à medida que a saúde mental das pessoas mostra-se comprometida em consequência da alta demanda por informações em excesso". O texto menciona a saúde mental, mas não diz que o impresso "encontrou seu lugar de destaque" por causa disso. O autor diz que "muitas pessoas estão buscando maneiras de se reconectarem com o mundo físico" e que "é importante buscar materiais impressos para dar um intervalo para o sistema neurológico". No entanto, essa é apenas uma das razões para a reinvenção do impresso, não a razão principal. A alternativa restringe o alcance do texto ao transformar um dos argumentos na causa central. Além disso, a expressão "lugar de destaque" é um exagero — o texto fala em "focos de resistência e adaptação", não em destaque absoluto. A alternativa generaliza e restringe indevidamente.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora extrapolar com temas que o texto apenas menciona de passagem (saúde mental, futuro, sustentabilidade) e transformá-los em afirmações centrais que o autor não fez. A alternativa A é a única que se mantém dentro do que o texto diz.

PEGA ESSA DICA!

Ao resolver questões de compreensão, grife as palavras-chave do texto ("convergência", "complementares", "reinvenção") e veja qual alternativa as parafraseia. Desconfie de alternativas que usam palavras como "sustentável", "gerações anteriores" ou "lugar de destaque" — elas costumam ser extrapolações.

Gabarito: letra A. A regra de ouro: a resposta correta é a que parafraseia o texto, sem acrescentar, restringir ou contradizer. As demais alternativas falham porque extrapolam (B e C) ou restringem (D) o que o autor realmente disse.

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