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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Instituto Consulplan 2026

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa389602
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
Pref Manaus
Ano
2026
Cargo
TMCI (CGM Manaus)

Considere o texto a seguir para responder a questão 

 

ChatGPT não é analista: o perigo da falsa competência digital

 

Há uma epidemia invisível que começa a se espalhar no mundo corporativo: profissionais que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial sem realmente entender os dados, a lógica ou o significado por trás deles. Relatórios e apresentações impecáveis à primeira vista, mas que revelam, em poucos minutos de leitura, que quem os produziu não entendeu o que estava dizendo.

 

Recentemente, um cliente pediu ao seu líder de área de vendas que elaborasse uma planilha com indicadores básicos de desempenho: vendas, conversão, ticket médio e churn. O profissional reuniu os dados, mas, em vez de fazer uma análise real, pediu à IA para gerar um relatório com conclusões.

 

Em segundos, o sistema devolveu um belo relatório com frases de efeito: “O ticket médio caiu devido à perda de foco no pós-venda” e também “A conversão subiu por conta do novo layout do e-commerce”.

 

Soa convincente, mas há um detalhe inacreditável: a empresa não tem e-commerce e o profissional sequer revisou esse detalhe antes de compartilhar a brilhante conclusão. Quanto aos demais indicadores, ele também não soube justificar ou explicar a metodologia, a lógica nem as variáveis envolvidas.

 

Em outro caso, também recente, o profissional trouxe um “laudo” em que pediu ao ChatGPT para avaliar a construção da meta do mês, apontando os riscos de gerar burnout no time de vendas.

 

Seria cômico se não fosse preocupante: profissionais sustentando posições em castelos de areia e correndo o risco de que decisões importantes sejam tomadas com base em conclusões fabricadas por uma IA que não tem contexto nem senso de causalidade.

 

Essa prática de delegar à IA o pensamento analítico cria o que chamo de “falsa competência digital”: o profissional parece produtivo, parece técnico, mas, na verdade, perdeu o controle sobre o raciocínio.

 

E isso já está sendo observado cientificamente. Um estudo publicado na revista Humanities and Social Sciences Communications (Nature, 2023), conduzido com estudantes do Paquistão e da China, mostrou que o uso indiscriminado da Inteligência Artificial está associado a uma perda expressiva da capacidade de tomada de decisão humana: 27,7% dos participantes relataram dependência cognitiva ou “preguiça mental” ao delegar análises à IA.

 

Outro estudo, AI Tools in Society: Impacts on Cognitive Offloading (MDPI, 2024), aponta um fenômeno semelhante: pessoas que dependem de IA para tarefas analíticas passam a desenvolver menor proficiência em raciocínio independente, confiando demais nas respostas automatizadas, mesmo quando incorretas.

 

Ambas as pesquisas confirmam o que já se percebe no dia a dia corporativo: quanto mais terceirizamos o pensamento, mais perdemos o domínio sobre ele.

 

O verdadeiro diferencial está em quem pensa com a IA, e não por meio dela.

 

E isso exige domínio dos fundamentos, como entender indicadores, testar hipóteses, validar correlações e aplicar senso crítico sobre cada conclusão gerada.

 

A Inteligência Artificial está mudando tudo, menos o essencial: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho exigirá menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido. Porque, no fim, a IA só é inteligente quando quem a usa também é.

 

O profissional do amanhã não será definido pela velocidade da entrega, mas pela profundidade do raciocínio.

 

(Por Cecília Rapassi. Disponível em: https://mercadoeconsumo.com.br. Acesso em: dezembro de 2025. Adaptado.)

A reescrita para o trecho “A Inteligência Artificial está mudando tudo, menos o essencial: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho exigirá menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido. Porque, no fim, a IA só é inteligente quando quem a usa também é.”, em que estão preservadas as correções gramatical e semântica, está indicada em:

  1. AComo a IA só é inteligente quando quem a usa também é, o trabalho, tem exigido menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido; é a mudança provocada pela Inteligência Artificial.
  2. BA IA está substituindo tudo, exceto o pensamento. No futuro, não haverá necessidade de interpretar nada, mas, a IA apenas demonstra benefícios quando aqueles que a utilizam o faz de forma consciente.
  3. CA Inteligência Artificial está mudando tudo, o uso da IA exige apenas que as pessoas aprendam ferramentas novas, já que pensar se tornará cada vez mais importante no mercado de trabalho. Contudo, a IA só é inteligente quando o usuário é.
  4. DA IA está transformando tudo, mas não o que importa: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho passará a exigir menos executores de tarefa e mais profissionais capazes de interpretar e dar sentido. Afinal, a inteligência artificial só é inteligente quando quem a usa também é.
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GabaritoD — A IA está transformando tudo, mas não o que importa: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho passará a exigir menos executores de tarefa e mais profissionais capazes de interpretar e dar sentido. Afinal, a inteligência artificial só é inteligente quando quem a usa também é.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de Frases: preservação de sentido e correção gramatical

Gabarito: letra D. A alternativa D é a única que reescreve o trecho original preservando integralmente o sentido e mantendo a correção gramatical, pois substitui termos por sinônimos adequados ("transformando" por "mudando", "executores de tarefa" por "operadores de ferramenta", "profissionais capazes de interpretar e dar sentido" por "curadores de sentido") e reestrutura o período sem alterar as relações lógicas entre as ideias. O trecho original afirma que a IA muda tudo, exceto a necessidade de pensar; que o futuro exigirá menos operadores e mais curadores; e que a IA só é inteligente quando o usuário também é — exatamente o que a alternativa D reproduz.

O comando pede uma reescrita que preserve as "correções gramatical e semântica". Isso significa que a alternativa correta deve: (1) manter o sentido original de cada afirmação, sem acrescentar, omitir ou inverter ideias; e (2) respeitar a norma culta (concordância, regência, pontuação, paralelismo). A banca testa, portanto, a capacidade de parafrasear com fidelidade, distinguindo sinônimos verdadeiros de falsos cognatos e percebendo quando uma reestruturação altera a lógica do texto.

O trecho original tem três núcleos de sentido, que funcionam como uma cadeia argumentativa:

  1. Tese: a IA muda tudo, menos o essencial (pensar).

  2. Desdobramento: o futuro exigirá menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido.

  3. Justificativa/conclusão: a IA só é inteligente quando quem a usa também é.

A alternativa D reproduz exatamente essa estrutura: "A IA está transformando tudo, mas não o que importa: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho passará a exigir menos executores de tarefa e mais profissionais capazes de interpretar e dar sentido. Afinal, a inteligência artificial só é inteligente quando quem a usa também é." O conectivo "mas" mantém a oposição; "Afinal" introduz a justificativa, como o "Porque" original; e os pares "menos/menos" e "mais/mais" preservam a comparação. Não há acréscimo de informação nem inversão de ideias.

A técnica decisiva é testar cada alternativa contra os três núcleos de sentido, perguntando: o texto original autoriza esta afirmação? A alternativa acrescenta algo que não estava lá? Ela inverte alguma relação (causa/efeito, oposição, comparação)? Toda reescrita que introduz uma ideia nova, suprime uma ideia essencial ou troca um conectivo por outro de valor diferente está errada, ainda que soe parecida.

Reescrita de frases
  • 1Exigências
    • Preservar sentido
    • Correção gramatical
  • 2Núcleos do texto original
    • Tese: IA muda tudo, menos pensar
    • Desdobramento: menos operadores, mais curadores
    • Conclusão: IA só é inteligente se o usuário é
  • 3Técnica de verificação
    • Testar cada alternativa contra os núcleos
    • Conferir conectivos (mesmo valor lógico)
    • Detectar acréscimos ou inversões
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa A inverte a ordem lógica do raciocínio e altera o sentido. No original, a sequência é: (1) a IA muda tudo menos o essencial; (2) o futuro exigirá menos operadores e mais curadores; (3) a IA só é inteligente quando o usuário é. Na reescrita, a justificativa é antecipada ("Como a IA só é inteligente..."), transformando a conclusão em causa, e o restante é reorganizado de forma que "é a mudança provocada pela Inteligência Artificial" soa como uma conclusão que não corresponde ao original. Além disso, "o trabalho, tem exigido" apresenta vírgula inadequada separando sujeito e verbo, o que fere a correção gramatical. Erro: contradiz a estrutura lógica do texto e apresenta erro de pontuação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B contradiz frontalmente o texto. O original afirma que o futuro exigirá "mais curadores de sentido", ou seja, mais interpretação. A reescrita diz "não haverá necessidade de interpretar nada", o que é o oposto do que o autor defende. Além disso, "a IA apenas demonstra benefícios quando aqueles que a utilizam o faz de forma consciente" apresenta erro de concordância: o pronome "o" não concorda com o verbo "faz" (o correto seria "o fazem", referindo-se a "aqueles"). Erro: contradiz o texto e apresenta erro de concordância verbal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C acrescenta uma ideia que não está no texto: "o uso da IA exige apenas que as pessoas aprendam ferramentas novas". O original não diz que basta aprender ferramentas; pelo contrário, defende que é preciso "domínio dos fundamentos" e "senso crítico". Além disso, o conectivo "Contudo" estabelece uma oposição que não existe no original — no texto, a última frase é uma conclusão ("Porque"), não uma ressalva. Erro: extrapola o texto (acrescenta informação) e troca o valor do conectivo (oposição no lugar de conclusão).

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa D é a única que preserva o sentido e a gramática. Vejamos ponto a ponto:

  • "transformando tudo" = "mudando tudo" (sinônimo);

  • "mas não o que importa: a necessidade de pensar" = "menos o essencial: a necessidade de pensar" (mesma ideia de exceção);

  • "menos executores de tarefa e mais profissionais capazes de interpretar e dar sentido" = "menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido" (paráfrase fiel: "curador de sentido" é quem interpreta e dá sentido);

  • "Afinal" = "Porque" (ambos introduzem justificativa);

  • "a inteligência artificial só é inteligente quando quem a usa também é" = reprodução quase literal da conclusão.

Não há acréscimo, omissão ou inversão de ideias. A concordância está correta ("quem a usa também é"), a pontuação está adequada (os dois-pontos introduzem a explicação) e o paralelismo "menos... mais..." é mantido. A alternativa D é a única inteiramente sustentada pelo texto.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de reescrita, sublinhe os conectivos do trecho original ("menos", "mais", "Porque") e verifique se a alternativa os substitui por outros de mesmo valor lógico. "Afinal" pode substituir "Porque" (justificativa), mas "Contudo" não (oposição).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a troca de conectivos e o acréscimo de ideias. A alternativa C parece plausível, mas insere "aprender ferramentas novas" (que o texto não diz) e troca a conclusão por oposição. A alternativa B inverte o sentido com "não haverá necessidade de interpretar nada".

Gabarito: letra D.

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