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Questão de Português — Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc) — INSTITUTO AOCP 2026

PortuguêsFatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
Código
qa389851
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UNIRIO
Ano
2026
Cargo
Ass ( )

Texto 1

 

ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM

MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO

 

Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.

 

Ninguém ganha com o multitasking

 

Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”.

 

Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.

 

Pesquisas recentes reforçam essa ideia. Um estudo dos departamentos de psicologia da Iowa State University e da California State University Northridge, publicado no mês passado na Frontiers in Psychology, mostrou que quem recorre à multitarefa com frequência busca mais gratificação imediata, subestima o tempo gasto nas atividades e tem menor autocontrole. Em resumo, a alternância constante entre estímulos ativa mais os circuitos de recompensa do que os de autorregulação — o que ajuda a explicar por que é tão difícil largar o celular.

 

Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.

 

Pane no sistema cerebral

 

Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.

 

A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.

 

O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.

 

Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout.

 

Monotasking e seus benefícios

 

Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.

 

Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.

 

Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.

 

Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-que-

ser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso

em: 10 dez. de 2025.

O texto a seguir refere-se à questão.     Tendo em vista as regras de ortografia da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a reescrita proposta para o título do texto se mantém condizente com a norma-padrão.
  1. APorque ser multitarefa é um mito que faz mal ao cérebro?
  2. BEntenda o porquê de o multitasking ser um mito que faz mal ao cérebro.
  3. CSer multitarefa é um mito que faz mal ao cérebro. Por que?
  4. DMotivos por quê ser multitarefa é um mito que faz ao cérebro
  5. EO multitasking é um mito que faz mal ao cérebro. Saiba porque.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Entenda o porquê de o multitasking ser um mito que faz mal ao cérebro.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso dos porquês na reescrita do título

Gabarito: letra B. A alternativa B é a única que emprega "porquê" corretamente como substantivo (sinônimo de "motivo"), antecedido do artigo "o", e mantém a estrutura sintática adequada: "Entenda o porquê de o multitasking ser um mito que faz mal ao cérebro." As demais alternativas erram ao usar "porque" (conjunção) em contextos que exigem "por que" (interrogativo) ou "porquê" (substantivo), ou apresentam problemas de pontuação e regência.

A questão pede uma reescrita do título que esteja de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, especificamente quanto ao uso dos porquês. O título original é "ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO". Note que, no original, "por que" aparece separado e sem acento, pois inicia uma pergunta indireta (equivale a "por qual motivo"). A reescrita deve preservar o sentido e a correção gramatical.

A regra dos porquês é uma das mais cobradas em concursos e se resume a quatro formas:

Forma

Uso

Exemplo

Por que

Em perguntas (diretas ou indiretas) ou como "pelo qual"

"Por que você saiu?" / "Não sei por que ele foi."

Porque

Conjunção causal ou explicativa

"Saí porque estava cansado."

Por quê

No final de frase, com valor interrogativo

"Você saiu, por quê?"

Porquê

Substantivo, sinônimo de "motivo", geralmente antecedido de artigo

"Quero saber o porquê."

A pegadinha central é a troca entre "porque" (conjunção) e "porquê" (substantivo). A banca oferece alternativas que usam "porque" em contextos que exigem "por que" ou "porquê", e vice-versa. Além disso, há erros de pontuação e de regência (como "por quê" no meio da frase).

1Por que
Perguntas diretas ou indiretas
Equivale a "por qual motivo"
2Porque
Conjunção causal/explicativa
Liga orações
3Por quê
Final de frase
Antes de pontuação
4Porquê
Substantivo (motivo)
Antecedido de artigo
Porquês
LEVELsoulevel.com.br
Porquês: Por que (Perguntas diretas ou indiretas, Equivale a "por qual motivo"); Porque (Conjunção causal/explicativa, Liga orações); Por quê (Final de frase, Antes de pontuação); Porquê (Substantivo (motivo), Antecedido de artigo)

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Porque ser multitarefa é um mito que faz mal ao cérebro?"

Aqui, "porque" é usado como conjunção (causal/explicativa), mas a frase é uma pergunta direta (termina com ponto de interrogação). Em perguntas, o correto é "por que" (separado, sem acento). O erro é de troca de vocábulo: usou-se a conjunção onde cabia o interrogativo.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Entenda o porquê de o multitasking ser um mito que faz mal ao cérebro."

Aqui, "porquê" é substantivo (sinônimo de "motivo"), antecedido do artigo "o". A estrutura "o porquê de + oração" está correta: "o porquê de o multitasking ser..." (com a preposição "de" e o sujeito "o multitasking" no início da oração subordinada). A reescrita mantém o sentido do título original e está de acordo com a norma-padrão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Ser multitarefa é um mito que faz mal ao cérebro. Por que?"

A frase "Por que?" está isolada como uma pergunta, mas o correto seria "Por quê?" (com acento e separado), pois está em final de período. A regra: "por quê" é usado antes de pontuação (ponto, interrogação, exclamação). O erro é de grafia (faltou o acento).

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Motivos por quê ser multitarefa é um mito que faz ao cérebro"

Há dois problemas: (1) "por quê" está no meio da frase, o que é incorreto — o correto seria "por que" (separado, sem acento) em contextos interrogativos; (2) a expressão "faz ao cérebro" está incompleta — o correto seria "faz mal ao cérebro". O erro é de troca de vocábulo e omissão de termo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"O multitasking é um mito que faz mal ao cérebro. Saiba porque."

Aqui, "porque" é usado como conjunção, mas a frase "Saiba porque" exige o substantivo "porquê" (com acento), pois equivale a "saiba o motivo". O correto seria "Saiba o porquê." O erro é de troca de vocábulo (conjunção no lugar de substantivo).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre "porque" (conjunção) e "porquê" (substantivo). Em "Saiba porque", o "porque" soa natural, mas a norma exige "porquê" (substantivo) após verbo transitivo direto, com artigo implícito.

PEGA ESSA DICA!

Para acertar, identifique a função sintática da palavra: se for substantivo (vem com artigo, pronome, numeral), use "porquê"; se for conjunção (liga orações), use "porque"; se for interrogativo (direto ou indireto), use "por que"; se estiver no final da frase, use "por quê".

Conclusão: a única reescrita que respeita a norma-padrão é a letra B, pois emprega "porquê" como substantivo, antecedido do artigo "o", e mantém a correção gramatical. As demais alternativas erram ao usar "porque" em contextos interrogativos ou substantivos, ou ao grafarem "por quê" no meio da frase.

Gabarito: letra B

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