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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Quadrix 2026

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa390140
Banca
Quadrix
Órgão
CRB 1
Ano
2026
Cargo
Ass Adm ( )

Profissionais colocam qualidade de vida acima do salário, diz estudo

 

Pela primeira vez, pesquisa aponta equilíbrio no topo das prioridades de profissionais de diferentes idades

 

A relação entre trabalhadores e empresas nos Estados Unidos passa por uma mudança estrutural. Pela primeira vez em mais de duas décadas, profissionais afirmam valorizar mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional do que salários elevados. A conclusão é do Workmonitor 2025 e divulgada pela revista Fortune.

 

O levantamento mostra que 83% dos entrevistados consideram o equilíbrio a principal condição para permanecer ou aceitar um emprego, índice equivalente ao da segurança no trabalho. A remuneração aparece em terceiro lugar, com 82%, marcando a primeira vez em que o salário deixa de liderar o ranking de prioridades.

 

Geração Z lidera mudança

 

A preferência por equilíbrio é mais forte entre trabalhadores mais jovens. Na Geração Z, 74% consideram esse fator mais importante do que a remuneração. Apenas 68% colocam o salário no topo. Saúde mental também aparece em destaque: 70% dos jovens avaliam esse aspecto como essencial.

 

Com isso, o relatório mostra que 40% dos profissionais da Geração Z e dos millennials aceitariam reduzir a remuneração em troca de trabalho híbrido ou remoto. A tendência se conecta ao chamado “minimalismo de carreira”, no qual jovens priorizam energia e tempo para projetos pessoais.

 

Flexibilidade e produtividade

 

Embora o desejo por flexibilidade seja amplamente compartilhado, líderes empresariais divergem sobre sua viabilidade em ambientes competitivos. Alguns executivos defendem limites claros – caso de Marc Randolph, cofundador da Netflix, que estabeleceu a rotina de encerrar o expediente mais cedo às terças‑feiras ao longo de sua carreira.

 

Outros executivos também incentivam práticas sustentáveis. O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, afirma que bem‑estar mental e vida pessoal equilibrada são fundamentais para garantir o desempenho profissional. Ele orienta jovens profissionais a cuidar de saúde, relações pessoais e descanso.

 

No entanto, parte do setor corporativo rejeita a ideia de equilíbrio como prioridade. Andrew Feldman, da fabricante de chips de IA Cerebras, por exemplo, afirmou que é irreal buscar alto desempenho com jornadas reduzidas.

 

Internet: <exame.com> (com adaptações).

Texto para o item.     Acerca da interpretação e da correção gramatical das informações apresentadas no texto, julgue o item seguinte.   O texto indica que há consenso entre executivos e trabalhadores quanto à ideia de que a flexibilidade e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional são plenamente compatíveis com ambientes corporativos altamente competitivos.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Consenso entre executivos e trabalhadores? O texto mostra o contrário

Gabarito: ERRADO. A afirmação de que há consenso entre executivos e trabalhadores sobre a plena compatibilidade entre flexibilidade/equilíbrio e ambientes competitivos contradiz o texto, que registra divergência explícita entre os próprios executivos e entre eles e os trabalhadores. Como se lê no trecho: “Embora o desejo por flexibilidade seja amplamente compartilhado, líderes empresariais divergem sobre sua viabilidade em ambientes competitivos”.

O comando pede que você julgue se a informação apresentada está de acordo com o texto. Isso é uma questão de compreensão (recorrência): a resposta deve estar explícita ou ser uma paráfrase fiel do que está escrito. Aqui, a banca inverteu o sentido: onde o texto mostra divergência, a assertiva afirma consenso.

O texto apresenta três posições distintas entre os executivos: (1) os que defendem limites claros, como Marc Randolph; (2) os que incentivam práticas sustentáveis, como Jamie Dimon; e (3) os que rejeitam a ideia de equilíbrio como prioridade, como Andrew Feldman. Essa pluralidade de opiniões desautoriza qualquer afirmação de consenso. Além disso, os trabalhadores, segundo a pesquisa, priorizam o equilíbrio, enquanto Feldman, por exemplo, o considera irreal em ambientes de alta performance — ou seja, há conflito entre as visões.

A técnica decisiva: desconfie de palavras absolutas como “consenso”, “todos”, “sempre”, “plenamente”. Elas costumam ser o ponto de ruptura entre o que o texto diz e o que a alternativa afirma. No caso, “plenamente compatíveis” também é um exagero: o texto fala em divergência sobre a viabilidade, não em compatibilidade plena.

Compatibilidade flexibilidade × competitividade
  • 1Texto: divergência
    • Desejo por flexibilidade é compartilhado
    • Líderes divergem sobre viabilidade
    • Executivos
      • Defendem limites claros (Marc Randolph)
      • Incentivam práticas sustentáveis (Jamie Dimon)
      • Rejeitam equilíbrio como prioridade (Andrew Feldman)
    • Trabalhadores
      • Priorizam equilíbrio
  • 2Assertiva: consenso
    • "Plenamente compatíveis"
    • Palavras absolutas (consenso, todos, sempre)
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Item — ❌ ERRADO

A assertiva afirma: “O texto indica que há consenso entre executivos e trabalhadores quanto à ideia de que a flexibilidade e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional são plenamente compatíveis com ambientes corporativos altamente competitivos.”

O texto não indica isso. Vejamos as evidências:

“Embora o desejo por flexibilidade seja amplamente compartilhado, líderes empresariais divergem sobre sua viabilidade em ambientes competitivos.”

Aqui está a contradição central: o texto afirma que os líderes divergem, não que há consenso. A palavra “embora” já sinaliza uma oposição entre o desejo compartilhado e a divergência sobre a viabilidade.

Além disso, o texto apresenta um exemplo explícito de rejeição:

“Andrew Feldman, da fabricante de chips de IA Cerebras, por exemplo, afirmou que é irreal buscar alto desempenho com jornadas reduzidas.”

Essa fala de Feldman contradiz diretamente a ideia de que equilíbrio e flexibilidade são “plenamente compatíveis” com ambientes competitivos. Se fosse consenso, não haveria um executivo afirmando o contrário.

Portanto, a assertiva erra ao generalizar (transformar divergência em consenso) e ao restringir o alcance (usar “plenamente” quando o texto fala em divergência). O erro é de contradição com o texto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca usa a palavra “consenso” para induzir o candidato a acreditar que todos concordam, quando o texto mostra divergência entre os executivos e entre eles e os trabalhadores. Fique atento a palavras absolutas.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar itens de compreensão, grife as palavras absolutas (“consenso”, “todos”, “sempre”, “plenamente”) e confronte-as com o texto. Se o texto apresentar oposição ou divergência, a afirmação de consenso é automaticamente falsa.

Conclusão: a assertiva está ERRADA porque contradiz o texto, que registra divergência entre executivos sobre a viabilidade da flexibilidade em ambientes competitivos. Gabarito: ERRADO.

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