BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de- armandinho>.
Na oração “Preconceito se trata com educação!”, empregada na charge acima, é correto afirmar que:
A“se” é um pronome reflexivo.
B“com educação” indica finalidade.
C“Educação” é o sujeito na voz passiva.
D“Preconceito” é o sujeito na voz passiva.
E“se trata” apresenta sujeito indeterminado.
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GabaritoD — “Preconceito” é o sujeito na voz passiva.
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Voz Passiva Sintética: Sujeito Paciente
Gabarito: letra D. Na oração “Preconceito se trata com educação!”, o termo “Preconceito” é o sujeito paciente da voz passiva sintética, pois o verbo tratar é transitivo direto e o se funciona como partícula apassivadora. A prova está na conversão para a voz ativa: “Trata-se o preconceito com educação” equivale a “Alguém trata o preconceito com educação” — o objeto direto da ativa vira sujeito na passiva.
“Preconceito se trata com educação!”
A banca cobra a distinção entre voz passiva sintética (VTD + SE) e sujeito indeterminado (VTI/VI + SE). Aqui, o verbo tratar é transitivo direto (trata algo), então o SE é apassivador e o termo que o segue é sujeito paciente. Se fosse VTI (ex.: “Precisa-se de empregados”), o SE seria índice de indeterminação e não haveria sujeito.
SE apassivador × SE indeterminador
1Voz passiva sintética (VTD + SE)
Sujeito paciente
Ex.: "Preconceito se trata"
Conversão: "Alguém trata o preconceito"
2Sujeito indeterminado (VTI/VI + SE)
Sem sujeito
Ex.: "Precisa-se de empregados"
Ex.: "Vive-se bem aqui"
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O se não é pronome reflexivo. Pronome reflexivo indica que o sujeito pratica e sofre a ação (ex.: “Ele se feriu”). Aqui, o se é partícula apassivadora, pois acompanha verbo transitivo direto e converte a oração para a voz passiva. A alternativa troca o conceito de partícula apassivadora por reflexivo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“Com educação” não indica finalidade (para quê), mas sim modo (como). É um adjunto adverbial de modo, respondendo à pergunta “como se trata o preconceito?”. A alternativa confunde a relação semântica do adjunto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“Educação” não é o sujeito. Na voz passiva sintética, o sujeito paciente é o termo que sofre a ação — aqui, “Preconceito”. “Educação” é o núcleo do adjunto adverbial de modo (“com educação”). A alternativa atribui função sintática errada ao termo.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“Preconceito” é o sujeito paciente da voz passiva sintética. O verbo tratar é transitivo direto (trata-se algo), e o se é partícula apassivadora. Na conversão para a ativa: “Alguém trata o preconceito com educação” — o objeto direto “preconceito” vira sujeito na passiva. A alternativa está inteiramente sustentada pela estrutura da oração.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Não há sujeito indeterminado. O sujeito indeterminado ocorre com VTI, VI ou VL + SE (ex.: “Precisa-se de empregados”, “Vive-se bem aqui”). Como tratar é VTD, o SE é apassivador e o sujeito é determinado (paciente). A alternativa confunde os dois usos do SE.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura voz passiva sintética com sujeito indeterminado. A chave é o verbo: VTD + SE = passiva sintética; VTI/VI + SE = indeterminação.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar o sujeito paciente, tente converter para a voz ativa: se o termo vira objeto direto, ele é sujeito paciente. Ex.: “Preconceito se trata” → “Alguém trata o preconceito”.