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Questão de Português — Crase — Quadrix 2026

PortuguêsCrase
Código
qa390442
Banca
Quadrix
Órgão
CRECI 24 (RO)
Ano
2026
Cargo
AAd ( )

As mudanças climáticas estão deixando de ser um desafio ambiental isolado para se tornar uma força transformadora em todos os aspectos da economia global. O mercado imobiliário, historicamente considerado uma aposta segura, não está imune a essas transformações. Pesquisas de 2025 indicam que o setor pode enfrentar perdas de até US$ 1,4 trilhão até 2055 em razão dos crescentes riscos climáticos, como enchentes, furacões, incêndios florestais e aumento do nível do mar.


Com a intensificação dos fenômenos climáticos extremos, o valor de imóveis localizados em áreas vulneráveis tende a diminuir, enquanto as regiões consideradas mais seguras ganham valorização. O aumento dos custos de seguros é um dos primeiros reflexos da crise climática. À medida que os riscos climáticos crescem, as seguradoras começam a repassar os custos mais altos para os consumidores, o que impacta diretamente o valor dos imóveis e a acessibilidade para os compradores. As projeções indicam que os prêmios de seguros podem subir 29,4% até 2055.


No Brasil, o impacto das mudanças climáticas já é visível. Porto Alegre foi severamente afetada pelas enchentes de 2024, que atingiram mais de 10.000 imóveis e causaram R$ 500 milhões em prejuízos. Esse evento resultou em uma mudança significativa no comportamento do mercado imobiliário da cidade. A demanda por imóveis em áreas mais seguras, longe de zonas propensas a alagamentos, aumentou consideravelmente. Estima‑se que 65% dos compradores agora priorizam essas regiões, e 45% estão dispostos a pagar um valor mais alto por imóveis em locais mais seguros.


A migração para áreas menos vulneráveis é um fenômeno crescente, e a tendência é que se intensifique à medida que os desastres climáticos se tornem mais frequentes e severos. O comportamento dos consumidores e investidores está mudando, com uma preferência cada vez maior por regiões mais resilientes aos efeitos das mudanças climáticas. Isso está moldando uma nova dinâmica no mercado imobiliário, com uma clara divisão entre as áreas mais expostas aos riscos climáticos e aquelas que oferecem maior segurança, tanto física quanto financeira.


Internet: <brickup.app> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Acerca da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.

 

A correção gramatical da frase “O mercado imobiliário, historicamente considerado uma aposta segura, não está imune a essas transformações” seria mantida caso se empregasse acento grave no “a”, da seguinte forma: não está imune à essas transformações.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase antes de pronome demonstrativo: por que “à essas” é erro

Gabarito: E (Errado). A frase não admite o acento grave em “à essas”, pois crase é proibida antes de pronomes demonstrativos como “essas”, que não aceitam artigo feminino “a”. A forma correta permanece “imune a essas transformações”, sem acento, como está no texto original.

O comando

A questão pede que você julgue se a correção gramatical seria mantida com a inserção do acento grave. Isso é uma questão de gramática normativa — especificamente de crase — aplicada a um trecho do texto. Não se trata de interpretação de sentido, mas de aplicação de regra.

A regra que decide

A crase é a fusão da preposição a com o artigo feminino a ou com o pronome demonstrativo a(s), aquele(s), aquela(s), aquilo. Para haver crase, é necessário que o termo seguinte aceite o artigo feminino.

No trecho, temos:

“O mercado imobiliário, historicamente considerado uma aposta segura, não está imune a essas transformações”

A palavra “essas” é um pronome demonstrativo (feminino plural). Pronomes demonstrativos como este, esse, aquele (e suas flexões) não admitem artigo antes de si. Por isso, não há como ocorrer a fusão: não existe “a + as essas”. A preposição a (exigida por “imune”) permanece sozinha, sem acento.

1Requisitos
Termo exige preposição "a"
Termo seguinte aceita artigo "a"
2Proibida antes de
Pronomes demonstrativos (essa, este, aquele)
Verbos
Palavras masculinas
3Teste do masculino
Aparece "ao" → há crase
Não aparece → sem crase
Crase
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Crase: Requisitos (Termo exige preposição "a", Termo seguinte aceita artigo "a"); Proibida antes de (Pronomes demonstrativos (essa, este, aquele), Verbos, Palavras masculinas); Teste do masculino (Aparece "ao" → há crase, Não aparece → sem crase)
PEGA ESSA DICA!

Para testar se há crase, substitua o termo feminino por um masculino equivalente. Se aparecer “ao”, há crase; se aparecer apenas “ao” sem contração, não há. Aqui: “imune a esses transformações” (masculino) → “imune a esses” — sem “ao”, logo sem crase.

Por que as alternativas

  • C) CertoIncorreta. A assertiva afirma que o acento grave seria correto, mas isso viola a regra de crase antes de pronome demonstrativo. O erro é de aplicação da regra.

  • E) ErradoCorreta. A afirmação está errada, pois a crase é proibida nesse contexto. O gabarito é a letra E.

Conclusão

A banca explora uma pegadinha clássica: o candidato vê “a” antes de palavra feminina e já coloca o acento. Mas a regra manda verificar se o termo aceita artigo. Pronomes demonstrativos não aceitam, então a crase é proibida. Gabarito: letra E.

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