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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Quadrix 2026

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa390495
Banca
Quadrix
Órgão
CRECI 24 (RO)
Ano
2026
Cargo
Adv ( )

O capital, entendido como riqueza acumulada em forma de dinheiro, propriedades imobiliárias ou ativos financeiros, é visto como o resultado de um processo no qual o trabalho gera o valor adicionado. Quando o trabalhador recebe salários (digitais ou não) pelo seu esforço produtivo, esses salários representam a recompensa pelo trabalho realizado.


O dinheiro digitalizado representa uma forma de acumulação de valor criada pelo trabalho. Mesmo na economia digital, o trabalho – seja físico, seja intelectual, seja criativo – gera um retorno financeiro. Esse retorno, se não for imediatamente gasto, é acumulado e investido, tornando‑se capital crescente com o tempo, por meio de juros compostos ou investimentos.


Quando o capital é investido, os juros compostos funcionam como multiplicadores de capital, porque aumentam a quantidade de riqueza acumulada ao longo do tempo. Nesse sentido, o dinheiro digital gerado pelo trabalho deve ser visto como uma forma de trabalho cujo valor se expande por meio dos mecanismos financeiros da economia digital. Assim como o aluguel é o pagamento pelo usufruto de propriedade imobiliário por um locador, os juros remuneram o custo de oportunidade pelo fato de o próprio possuidor não usufruir diretamente de seu uso.


Em uma economia sem papel moeda, a distinção entre trabalho e capital não muda essencialmente, mas a forma como o capital é gerido e acumulado sim. O capital continua a ser visto como a materialização de trabalho passado, porém agora ele existe predominantemente em forma digital. Isso cria outras dinâmicas.


O dinheiro digital circula mais rapidamente em comparação com o dinheiro físico, o que acelera o processo de acumulação e investimento, mas também de consumo. O acesso ao capital se torna ampliado ou restrito, dependendo de fatores como inclusão financeira digital.


Portanto, em uma economia digital, o capital pode ser entendido como uma extensão do trabalho acumulado, medido, transacionado e multiplicado por meio de sistemas de escrituração digital. A confiança nesse sistema de moeda digital e nas plataformas de transação e investimento é fundamental para o capital continuar a representara riqueza criada pelo trabalho e, ao mesmo tempo, se tornar um ativo (forma de manutenção de riqueza) fluido, disponível para reinvestimento, consumo ou acumulação de reserva financeira a qualquer momento.

 

Internet: <eco.unicamp.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Acerca da estrutura linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.

 

No trecho “é fundamental para o capital continuara representar a riqueza criada pelo trabalho e, ao mesmo tempo, se tornar um ativo (forma de manutenção de riqueza) fluido”, a substituição de “fluido” por fluído prejudicaria a correção gramatical do texto.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Acentuação de “fluido” × “fluído” — correção gramatical preservada

Gabarito: letra C (Certo). A substituição de “fluido” por “fluído” prejudicaria a correção gramatical do texto, porque alteraria a classe e o sentido da palavra: “fluido” (paroxítona, sem acento) é o adjetivo que qualifica “ativo”, ao passo que “fluído” (com acento, forma do particípio do verbo fluir) não se encaixa na estrutura sintática do trecho. A banca testa justamente a distinção entre palavras homógrafas cuja acentuação diferencia a classe gramatical e o significado.

“...se tornar um ativo (forma de manutenção de riqueza) fluido, disponível para reinvestimento...”

No trecho, “fluido” exerce função adjetiva, qualificando o substantivo “ativo” — sentido de “líquido”, “que flui”, “não sólido”. A forma “fluído” é o particípio do verbo fluir (ex.: “o rio tem fluído”) e, se empregada no lugar do adjetivo, quebraria a concordância e a lógica da frase, pois não há verbo auxiliar que justifique o particípio. Portanto, a troca prejudica a correção gramatical — o item está Certo.

O comando da questão

O enunciado pede um julgamento Certo/Errado sobre uma substituição vocabular e seu efeito na correção gramatical. Não se trata de interpretação de sentido, mas de gramática aplicada ao texto: a banca quer saber se a troca de uma palavra por outra homógrafa (mesma grafia, exceto pelo acento) mantém ou viola a norma padrão. O foco está na morfossintaxe — a função que a palavra exerce na oração — e não no significado isolado.

A técnica que decide: acento diferencial e classe gramatical

A língua portuguesa usa o acento gráfico para distinguir palavras que, sem ele, seriam homógrafas — ou seja, escritas da mesma forma, mas com classes gramaticais e sentidos diferentes. É o caso de:

Palavra

Classe

Sentido

Exemplo

fluido (sem acento)

adjetivo

“líquido”, “que flui”

“O ativo é fluido.”

fluído (com acento)

particípio de fluir

“que fluiu”, “que tem fluído”

“O rio tem fluído.”

No texto, “fluido” só pode ser adjetivo, pois está ligado diretamente ao substantivo “ativo”, sem verbo auxiliar. A forma “fluído” exigiria um contexto verbal (ex.: “tem fluído”, “foi fluído”), o que não existe no trecho. Por isso, a substituição inviabiliza a leitura gramaticalmente correta — o item está Certo.

A pegadinha da banca

A banca explora a confusão entre palavras homógrafas — um erro clássico de acentuação. O candidato que não domina a diferença entre “fluido” (adjetivo) e “fluído” (particípio) pode achar que a troca é inofensiva, pois ambas as formas existem na língua. No entanto, a função sintática de cada uma é distinta, e a troca quebra a estrutura da frase.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece uma palavra que existe na língua (“fluído”) para induzir o candidato a achar que a substituição é válida. A armadilha está em ignorar a classe gramatical: “fluído” é particípio, não adjetivo, e não se encaixa no trecho.

Fechamento

A regra de ouro: ao julgar uma substituição vocabular, verifique a função sintática da palavra no contexto. Se a troca altera a classe gramatical ou exige um verbo auxiliar que não existe na frase, a correção gramatical é prejudicada. Aqui, “fluido” é adjetivo; “fluído” é particípio — a troca é inadequada.

Gabarito: letra C (Certo).

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