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Questão de Português — Termos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva) — FUNDATEC 2026

PortuguêsTermos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva)
Código
qa390688
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC
Ano
2026
Cargo
Aux ( )

Como surgiu o fortificante mais popular do Brasil

 

Por Leandro Staudt

 

O Biotônico Fontoura marcou a infância de gerações de brasileiros. Os pais ofereciam aos filhos uma colher diária do fortificante para que lhes abrisse o apetite. As crianças ouviam a promessa de ganhar força e beleza. O aclamado tônico, que continua no mercado, foi criado há mais de cem anos no interior de São Paulo.

 

Após se formar em Farmácia, com a ajuda financeira da mãe e de um irmão, Cândido Fontoura da Silveira abriu a Pharmacia Popular na cidade de Bragança Paulista. Em 1910, buscando a cura para a esposa doente, o farmacêutico trancou-se no pequeno laboratório para preparar um fortificante. Na época, as próprias farmácias produziam grande parte dos medicamentos.

 

A revista Manchete publicou, em 1975, que a receita do tonificante reunia “ferro, cálcio, ácido fosfórico, um pouco de nos-moscada e vinho do Porto, obedecendo proporções homeopáticas”. O resultado obtido no tratamento da mulher logo se espalhou entre os moradores da cidade. Diante da procura, Fontoura lançou oficialmente o tônico.

 

O farmacêutico trocou Bragança pela cidade de São Paulo em 1915. Levou na mala um sonho e a receita do preparado e, com sócios, abriu o Instituto Medicamenta, que passou a fabricar o Biotônico Fontoura além de outros produtos.

 

O laboratório sempre investiu em publicidade. Cândido Fontoura também firmou parceria com um amigo, o escritor Monteiro Lobato, que o ajudou na popularização do fortificante, visto que ele criou o Jeca Tatuzinho, personagem do Almanaque do Biotônico.

 

As propagandas da década de 1920 indicavam o produto para combater "anemia, neurastenia (fraqueza), debilidade e tuberculose". O Biotônico já não contém álcool etílico na composição, pois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 2001, a substância em tônicos e fortificantes destinados a estimular o apetite e o crescimento.

 

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/leandro-staudt/noticia/2026/01/biotonico-fontouracomo- surgiu-o-fortificante-mais-popular-do-brasil.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia o texto abaixo.

 

Assinale a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as funções sintáticas dos termos destacados no trecho a seguir, retirado do texto:

 

“Em 1910, buscando a cura para a esposa doente, o farmacêutico trancou-se no pequeno laboratório”.


  1. ASujeito – objeto direto.
  2. BObjeto direto – objeto indireto.
  3. CObjeto indireto – objeto direto.
  4. DSujeito – objeto indireto.
  5. EObjeto direto – objeto direto.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Objeto direto – objeto direto.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Funções sintáticas no trecho: objeto direto e objeto indireto

Gabarito: letra E. No trecho “Em 1910, buscando a cura para a esposa doente, o farmacêutico trancou-se no pequeno laboratório”, os termos destacados são, respectivamente, objeto direto (“a cura”) e objeto direto (“se” em “trancou-se”). A alternativa E é a única que classifica corretamente os dois termos como objeto direto.

A questão pede a classificação sintática de dois termos destacados no trecho. O primeiro é “a cura”, complemento do verbo “buscando” (gerúndio de “buscar”), que é transitivo direto — exige complemento sem preposição. O segundo é o pronome “se” em “trancou-se”, que, neste contexto, é parte integrante do verbo pronominal “trancar-se”, funcionando como objeto direto (ou, em algumas nomenclaturas, como partícula integrante, mas a banca o trata como objeto direto).

Para resolver, é essencial identificar a transitividade dos verbos: “buscar” pede objeto direto (quem busca, busca algo); “trancar-se” é verbo pronominal, e o “se” funciona como objeto direto (ou parte integrante, mas a banca o classifica como objeto direto). Não há preposição obrigatória antes de “a cura”, o que afasta a ideia de objeto indireto.

A armadilha da banca está em confundir o “se” de verbo pronominal com índice de indeterminação do sujeito ou partícula apassivadora, e em tratar “a cura” como objeto indireto por causa da preposição “para” que aparece depois, mas que pertence ao adjunto adnominal “para a esposa doente”.

Objeto direto
  • 1Sem preposição obrigatória
  • 2Completa verbo transitivo direto
  • 3Ex.: "a cura" (buscar algo)
  • 4Objeto indireto
    • Com preposição obrigatória
    • Completa verbo transitivo indireto
    • Ex.: "precisar de ajuda"
  • 5"Se" pronominal
    • Verbo pronominal (trancar-se)
    • Funciona como objeto direto
    • Não é índice de indeterminação
    • Não é partícula apassivadora
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Sujeito – objeto direto. O primeiro termo “a cura” não é sujeito; é complemento do verbo “buscando”. O sujeito da oração principal é “o farmacêutico”, que não está destacado. Erro: troca de função (confunde objeto direto com sujeito).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Objeto direto – objeto indireto. O primeiro termo está correto, mas o segundo, “se”, não é objeto indireto, pois não há preposição e o verbo é pronominal. Erro: troca de conceito (trata o “se” como objeto indireto).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Objeto indireto – objeto direto. O primeiro termo “a cura” não é objeto indireto, pois “buscar” é transitivo direto, sem preposição. O segundo está correto. Erro: troca de conceito (inverte as funções).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sujeito – objeto indireto. Ambos os termos estão classificados incorretamente: “a cura” não é sujeito, e “se” não é objeto indireto. Erro: troca de função e troca de conceito.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Objeto direto – objeto direto. “a cura” é objeto direto de “buscando” (verbo transitivo direto); “se” em “trancou-se” é objeto direto (parte integrante do verbo pronominal, mas a banca o classifica como objeto direto). A alternativa está plenamente sustentada pela análise sintática do trecho.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar objeto direto de indireto, pergunte ao verbo: “buscar o quê?” → “a cura” (sem preposição) = objeto direto. “Trancar quem?” → “se” (a si mesmo) = objeto direto. Se houvesse preposição obrigatória, seria objeto indireto.

Gabarito: letra E.

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