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Questão de Português — Tipologia e Gênero Textual — Quadrix 2026

PortuguêsTipologia e Gênero Textual
Código
qa390757
Banca
Quadrix
Órgão
CRESS 10 (RS)
Ano
2026
Cargo
Ag Fis ( )

O profissional que o Brasil precisa: compromisso,

preparo e propósito no serviço público

 

O Brasil vive uma transformação contínua, mas profunda, no serviço público. Se, décadas atrás, ser servidora ou servidor era sinônimo de realizar tarefas administrativas repetitivas, hoje esses profissionais são protagonistas de políticas públicas que fazem diferença no dia a dia da população como o Imóvel da Gente, Bolsa Família, o Pé‑de‑Meia, o Farmácia Popular, a Carteira de Identidade Nacional e tantos outros programas essenciais.

 

Atualmente, 572.362 pessoas integram os quadros da Administração Pública Federal. A imensa maioria – 85,28% – está sob o Regime Jurídico Único (RJU), o que significa que têm estabilidade e vínculo permanente com o Estado. Esses profissionais são responsáveis por fazer o Estado funcionar e entregar políticas em áreas como saúde, educação, segurança, assistência social e infraestrutura.

 

“O que se espera hoje de um servidor público é muito mais do que conhecimento técnico”, explica o secretário de Gestão de Pessoas do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), José Celso Cardoso Júnior. “Esperamos um profissional que compreenda a realidade brasileira, tenha senso de responsabilidade pública e esteja comprometido com a cidadania.” As exigências do mundo atual fizeram com que o perfil do servidor também mudasse. Com o avanço da tecnologia e a complexidade crescente das políticas públicas, o Estado passou a buscar profissionais com formação superior, competências múltiplas e capacidade de adaptação.

 

“O servidor deixou de ser alguém que apenas executa tarefas. Ele é hoje um agente estratégico da transformação social. Tudo que faz precisa terimpacto positivo na vida das pessoas” – José Celso Cardoso (SGP/MGI). (...) “A atuação do servidor público precisa ser cada vez mais voltada para a população. Isso exige sensibilidade, preparo técnico e compromisso social”, reforça José Celso. “O servidor do futuro já está aqui – e está fazendo a diferença.”

 

Para quem atua, ou quer atuar, no serviço público, o secretário deixa uma mensagem: “O servidor públicoé agente de transformação. Ele não trabalha para si ou apenas para o governo. Ele trabalha para a cidadania. E também tem a missão de ajudar a reconstruir a imagem do Estado como um ator essencial para o desenvolvimento do país”, finalizou.

 

Internet: <agenciagov.ebc.com.br> (com adaptações).

Texto para a questão.   No que se refere à organização discursiva, o texto caracteriza‑se predominantemente como
  1. Anarrativo‑descritivo, por apresentar eventos passados acompanhados de caracterizações minuciosas dos sujeitos envolvidos.
  2. Bargumentativo‑expositivo, pois articula dados institucionais e depoimentos de autoridade, com a finalidade de sustentar uma tese sobre o perfil esperado do servidor público.
  3. Cinjuntivo‑regulamentar, por estabelecer normas de conduta obrigatórias ao exercício da função pública.
  4. Ddialogal‑interativo, estruturado a partir da interlocução direta com o leitor por meio de perguntas retóricas sucessivas.
  5. Eliterário‑ensaístico, por recorrer prioritariamente a recursos metafóricos e subjetivos para persuadir o leitor.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — argumentativo‑expositivo, pois articula dados institucionais e depoimentos de autoridade, com a finalidade de sustentar uma tese sobre o perfil esperado do servidor público.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tipologia textual: argumentativo-expositivo no texto sobre o servidor público

Gabarito: letra B. O texto se caracteriza predominantemente como argumentativo-expositivo, pois articula dados institucionais (números, programas) e depoimentos de autoridade (citações do secretário) com a finalidade de sustentar uma tese sobre o perfil esperado do servidor público. A passagem que ancora essa leitura é a fala do secretário: “Esperamos um profissional que compreenda a realidade brasileira, tenha senso de responsabilidade pública e esteja comprometido com a cidadania.” — que expressa a tese central defendida ao longo do texto.

O comando pede que se identifique a organização discursiva predominante, ou seja, o tipo textual que prevalece. Para isso, não basta olhar para a forma (presença de citações, números), mas para a intenção comunicativa do autor: ele quer informar e convencer o leitor sobre um ponto de vista. O texto não narra uma história, não descreve minuciosamente pessoas ou lugares, não dá instruções ao leitor, nem dialoga diretamente com ele. Ele expõe dados e opiniões para defender uma tese — o que caracteriza a dissertação argumentativa, com traços expositivos.

A tese do texto é clara: o servidor público moderno precisa ser mais do que um executor de tarefas; ele deve ser um agente estratégico de transformação social. Isso aparece na fala de José Celso: “O servidor deixou de ser alguém que apenas executa tarefas. Ele é hoje um agente estratégico da transformação social.” Os argumentos que sustentam essa tese são os dados institucionais (572.362 pessoas, 85,28% sob RJU) e os depoimentos de autoridade (as citações do secretário). Essa combinação de exposição de informações com defesa de um ponto de vista é a marca do texto dissertativo-argumentativo, que também apresenta características expositivas ao informar o leitor sobre o perfil do servidor.

A banca explora a confusão entre tipos textuais que compartilham características superficiais. Por exemplo, a alternativa A fala em “narrativo-descritivo”, mas o texto não conta uma história com personagens e enredo; a C fala em “injuntivo-regulamentar”, mas não há verbos no imperativo nem normas de conduta; a D fala em “dialogal-interativo”, mas não há perguntas retóricas; a E fala em “literário-ensaístico”, mas o texto é jornalístico-informativo, sem recursos metafóricos predominantes. A única que captura a intenção predominante é a B.

1Narrativo
Conta história com enredo
2Descritivo
Caracteriza pessoas/lugares
3Injuntivo
Dá ordens/instruções
4Dialogal
Interlocução direta com leitor
5Literário
Recursos metafóricos/subjetivos
6Expositivo
Informa dados
7Argumentativo
Defende tese
Sustenta ponto de vista
Tipologia textual
LEVELsoulevel.com.br
Tipologia textual: Narrativo (Conta história com enredo); Descritivo (Caracteriza pessoas/lugares); Injuntivo (Dá ordens/instruções); Dialogal (Interlocução direta com leitor); Literário (Recursos metafóricos/subjetivos); Expositivo (Informa dados); Argumentativo (Defende tese, Sustenta ponto de vista)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o texto é narrativo-descritivo, com “eventos passados” e “caracterizações minuciosas”. O texto não narra uma sequência de eventos com personagens e enredo; ele apenas menciona, de forma breve, a transformação do serviço público (“Se, décadas atrás, ser servidora ou servidor era sinônimo de realizar tarefas administrativas repetitivas, hoje esses profissionais são protagonistas...”). Essa passagem tem função contextualizadora, não narrativa. Também não há descrição minuciosa de pessoas ou lugares — o texto não se detém em caracterizar fisicamente ninguém. O erro é tangenciar o tipo textual, confundindo a menção a um passado com narração.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa B está correta porque identifica a dupla natureza do texto: argumentativa (defende uma tese) e expositiva (apresenta dados e informações). O texto articula dados institucionais — como “572.362 pessoas integram os quadros da Administração Pública Federal” e “85,28% está sob o Regime Jurídico Único” — com depoimentos de autoridade, como a fala do secretário: “O que se espera hoje de um servidor público é muito mais do que conhecimento técnico”. Esses elementos servem para sustentar a tese de que o servidor público é um agente de transformação social. A finalidade é persuadir o leitor de que o perfil do servidor mudou e que ele é essencial para o desenvolvimento do país. Isso é exatamente o que define o texto dissertativo-argumentativo, com traços expositivos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C afirma que o texto é injuntivo-regulamentar, com “normas de conduta obrigatórias”. O texto não prescreve nenhuma conduta ao leitor; ele descreve o perfil esperado do servidor, mas não dá ordens ou instruções. Não há verbos no imperativo (“faça”, “cumpra”), nem estrutura de manual ou regulamento. A fala do secretário “Esperamos um profissional que compreenda a realidade brasileira...” expressa uma expectativa, não uma obrigação. O erro é extrapolar a ideia de “perfil esperado” para “norma obrigatória”.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D afirma que o texto é dialogal-interativo, com “perguntas retóricas sucessivas”. O texto não dialoga diretamente com o leitor; ele é escrito em terceira pessoa, com citações de autoridade. Não há perguntas retóricas — o texto é expositivo-argumentativo, não conversacional. A presença de aspas e citações não configura diálogo, pois são discursos diretos de uma autoridade, não uma interlocução com o leitor. O erro é confundir citação com diálogo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E afirma que o texto é literário-ensaístico, com “recursos metafóricos e subjetivos”. O texto é jornalístico-informativo, com linguagem objetiva e impessoal. Não há predomínio de metáforas ou subjetividade; ao contrário, há dados objetivos e citações de autoridade. A expressão “agente estratégico da transformação social” é uma metáfora, mas é pontual e não caracteriza o texto como literário. O erro é generalizar um recurso isolado para classificar o texto como literário.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura características de tipos textuais diferentes para confundir o candidato. A alternativa A usa “narrativo-descritivo” para tentar capturar a menção ao passado; a C usa “injuntivo” para explorar a ideia de “perfil esperado”; a D usa “dialogal” para confundir citação com diálogo; a E usa “literário” para explorar a metáfora isolada. A única que captura a intenção predominante é a B.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar a tipologia, pergunte-se: qual é a intenção do autor? Se ele quer informar e convencer, é dissertativo-argumentativo; se quer apenas informar, é expositivo; se quer instruir, é injuntivo; se quer contar uma história, é narrativo; se quer caracterizar, é descritivo. O conteúdo predomina sobre a forma.

Gabarito: letra B.

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