Questão de Português — Vozes (Voz Passiva e Voz Ativa) — Quadrix 2026
Português›Vozes (Voz Passiva e Voz Ativa)
Código
qa390910
Banca
Quadrix
Órgão
CRF DF
Ano
2026
Cargo
Adm ( )
A atuação do Conselho Regional de Farmácia
do Distrito Federal envolve não apenas a fiscalização do
exercício profissional, mas também a produção contínua
de atos administrativos, pareceres técnicos, comunicações
oficiais e documentos normativos destinados a
profissionais, instituições e à sociedade em geral. Nesse
contexto, a linguagem escrita assume papel central, pois é
por meio dela que se materializam decisões, orientações e
informações de interesse público.
A clareza textual, a correção gramatical e a
precisão vocabular são requisitos indispensáveis para a
segurança jurídica e para a transparência administrativa.
Textos mal redigidos, ambíguos ou em desacordo com a
norma‑padrão podem gerar interpretações equivocadas,
comprometer a eficácia dos atos administrativos e fragilizar
a credibilidade institucional do Conselho. Assim, o domínio
da língua portuguesa não se restringe a uma exigência
formal, mas configura instrumento essencial de trabalho do
servidor público.
Além disso, a comunicação institucional deve
observar princípios como impessoalidade, objetividade e
padronização, especialmente em ambientes digitais, nos
quais a informação circula com rapidez e amplo alcance.
Dessa forma, espera‑se que o servidor do CRF‑DF seja
capaz de interpretar textos oficiais, redigir documentos
administrativos adequados ao contexto e reconhecer os
efeitos de sentido produzidos por escolhas linguísticas,
sintáticas e semânticas.
BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República.
Brasília, 2018 (com adaptações).
Texto para o item.
Acerca dos mecanismos de coesão e dos aspectos sintáticos, julgue o item a seguir.
No trecho “Dessa forma, espera‑se que o servidor do CRF‑DF seja capaz de interpretar textos oficiais, redigir documentos administrativos adequados ao contexto e reconhecer os efeitos de sentido produzidos por escolhas linguísticas, sintáticas e semânticas”, a forma verbal “espera‑se” está empregado na voz passiva sintética.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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Voz passiva sintética: o caso de “espera-se”
Gabarito: C (Certo). A forma verbal “espera-se” está, sim, empregada na voz passiva sintética, pois o “se” é partícula apassivadora e o sujeito paciente é a oração “que o servidor do CRF‑DF seja capaz de interpretar textos oficiais...”. A passagem que sustenta a análise é o próprio trecho citado no enunciado, em que “espera-se” equivale a “é esperado”, conversão típica da passiva sintética para a analítica.
O comando
A questão pede um julgamento (Certo/Errado) sobre um aspecto sintático: a classificação da voz verbal de “espera-se”. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise morfossintática — você precisa identificar a função do “se” e a estrutura da oração. O comando é direto: a afirmação diz que “espera-se” está na voz passiva sintética. Para julgar, basta aplicar a regra da passiva sintética ao trecho.
O texto e o trecho
O texto-base fala da importância da linguagem escrita no CRF‑DF, mas a questão não depende do conteúdo temático — ela recorta um trecho específico e pergunta sobre a estrutura gramatical. O trecho relevante é:
“Dessa forma, espera‑se que o servidor do CRF‑DF seja capaz de interpretar textos oficiais, redigir documentos administrativos adequados ao contexto e reconhecer os efeitos de sentido produzidos por escolhas linguísticas, sintáticas e semânticas”
A análise se concentra em “espera-se”: verbo “esperar” (transitivo direto) + pronome “se”.
A regra que decide
A voz passiva sintética (ou pronominal) é formada por verbo transitivo direto (VTD) ou transitivo direto e indireto (VTDI) + pronome apassivador “se”. Nessa construção, o objeto direto da voz ativa vira sujeito paciente. Exemplo clássico: “Vendem-se casas” → “Casas são vendidas”.
No trecho, “espera-se” pode ser convertido para a passiva analítica: “é esperado que o servidor...”. Essa conversão é a prova de que o “se” é apassivador. O sujeito paciente é a oração subordinada substantiva subjetiva “que o servidor do CRF‑DF seja capaz...”. Veja que o verbo “esperar” é transitivo direto (quem espera, espera algo — o “algo” é a oração), o que autoriza a passiva sintética.
PEGA ESSA DICA!
Para testar se o “se” é apassivador, converta a frase para a voz passiva analítica: se a conversão for possível e mantiver o sentido, é passiva sintética. Ex.: “espera-se” → “é esperado”; “vendem-se” → “são vendidas”. Se não houver conversão possível (ex.: “precisa-se de ajuda” → não existe “*é precisado de ajuda”), o “se” é índice de indeterminação do sujeito.
Análise do item
1Verbo é VTD ou VTDI?
2Converter p/ passiva analítica
3Mantém o sentido?
4[+] Passiva sintética
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Item — ✅ Certo
A afirmação está correta. No trecho, “espera-se” é voz passiva sintética: o “se” é partícula apassivadora, o verbo “esperar” é transitivo direto e o sujeito paciente é a oração “que o servidor do CRF‑DF seja capaz...”. A conversão para a analítica — “é esperado que o servidor...” — confirma a classificação. Não há qualquer elemento que a desautorize.
Conclusão
A questão cobra o reconhecimento da voz passiva sintética mesmo quando o sujeito paciente é uma oração. A regra de ouro: passiva sintética exige verbo transitivo direto (ou VTDI) + “se” apassivador, e a conversão para a analítica é o teste infalível. Como “espera-se” = “é esperado”, o item está Certo.