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Questão de Português — Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc) — Avança SP 2026

PortuguêsCoerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Código
qa391286
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Itapecerica S
Ano
2026
Cargo
OPed (Itapecerica S)

O que é ser feliz?

 

Se você pensa que serei capaz de dar essa resposta, não se iluda. Mas, deve estar se perguntando: por que o título, então? Simples! Acordei e encontrei a crônica da Danuza Leão na Folha de S. Paulo falando sobre o tema. Fiquei alguns minutos pensando sobre isso e decidi me jogar no assunto, mesmo que ninguém, muito menos eu, seja capaz de esgotar tal questão.

 

Danuza defende que ser feliz é um verbo a ser julgado no passado, nunca saberemos se somos felizes no momento presente. Sempre o saberemos depois de algumas horas, meses ou anos. Quando estamos em “o momento de felicidade” nossa preocupação é viver e ao voltarmos os olhos para trás pensamos ou concluímos: como fomos felizes ou infelizes ali. Naquele amor correspondido, no nascimento do filho, na brincadeira da infância, no livro lido, no sorriso dado...

 

Hoje, por exemplo, estou com aquela sensação de felicidade. Acordei, folheei o jornal – um dos maiores prazeres que tenho aos domingos –, li de cabo a rabo, em seguida tomei um ótimo café da manhã preparado às escondidas, com carinho, e com pão de queijo quente. E para tudo ficar mais perfeito, deu aquela preguiça e cochilei antes que pensasse no almoço. Foi o dia de descanso perfeito. Foi: terceira pessoa do pretérito perfeito.

 

Por outro lado, alguns autores afirmam que não existe a felicidade e sim momentos de alegria. Logo, não discordando de Danuza, é uma outra forma de vê-la. Mesmo que seja no passado, é feita de início, meio e fim. Acaba! Não é um estado de espírito. Ninguém é feliz o tempo todo, apenas existem momentos assim.

 

Daí fico pensando, enquanto escrevo aqui, não estou feliz? Após tantos momentos anteriores de prazer? Talvez, daqui a meia hora conclua: sim, enquanto escrevia eu era! Já que ninguém é feliz, foi! (...)

 

FARIA, Celso. O que é ser feliz? Blog e-urbanidade.

Disponível em <https://eurbanidade.com.br/o-que-e-ser-feliz-cronica-blog-e urbanidade/>.

Leia o texto a seguir para responder à questão.   “Danuza defende que ser feliz é um verbo a ser julgado no passado, nunca saberemos se somos felizes no momento presente. Sempre o saberemos depois de algumas horas, meses ou anos.” No trecho acima, a palavra destacada substitui corretamente o termo:
  1. A“se somos felizes”
  2. B“nunca saberemos”
  3. C“ser feliz é um verbo”
  4. D“horas, meses ou anos”
  5. E“no momento presente”
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — “se somos felizes”

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coesão Referencial: O Pronome "o" e seu Antecedente

Gabarito: letra A. No trecho, o pronome "o" (em "Sempre o saberemos") retoma, por anáfora, a oração "se somos felizes" — é isso que se saberá depois de horas, meses ou anos. A prova está na substituição: "Sempre se somos felizes saberemos" mantém o sentido; qualquer outra opção quebra a lógica do período.

O Comando

A questão pede que você identifique o referente de um pronome — ou seja, o termo que ele substitui para evitar repetição. Isso é coesão referencial anafórica: o pronome aponta para algo que já foi dito antes. Não se trata de interpretar o texto, mas de rastrear a cadeia de referência.

O Texto e a Técnica

No período:

"Danuza defende que ser feliz é um verbo a ser julgado no passado, nunca saberemos se somos felizes no momento presente. Sempre o saberemos depois de algumas horas, meses ou anos."

O pronome "o" está no lugar de uma informação completa: "saberemos que somos felizes" ou "saberemos se somos felizes". A oração "se somos felizes" funciona como objeto direto de "saberemos" — e é exatamente esse conteúdo que o pronome retoma. Veja a substituição:

"Sempre se somos felizes saberemos depois de algumas horas, meses ou anos."

A frase continua coerente e gramatical. Agora teste com as outras opções: "Sempre nunca saberemos saberemos"? Não faz sentido. "Sempre ser feliz é um verbo saberemos"? Também não. Apenas a letra A preserva o sentido original.

1Pronome "o" retoma
Oração "se somos felizes"
Objeto direto de "saberemos"
2Técnica de verificação
Substituir pronome pelo termo
Testar se a frase mantém sentido
3Pegadinha da banca
Termos próximos no período
Não são o antecedente lógico
Coesão referencial anafórica
LEVELsoulevel.com.br
Coesão referencial anafórica: Pronome "o" retoma (Oração "se somos felizes", Objeto direto de "saberemos"); Técnica de verificação (Substituir pronome pelo termo, Testar se a frase mantém sentido); Pegadinha da banca (Termos próximos no período, Não são o antecedente lógico)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O pronome "o" retoma a oração "se somos felizes". A prova é a substituição: "Sempre se somos felizes saberemos" mantém o sentido. A oração funciona como objeto direto de "saberemos", e o pronome "o" é um pronome pessoal oblíquo que substitui esse objeto. É uma anáfora clássica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: troca de referente. "Nunca saberemos" é o verbo da oração anterior, não o objeto. Substituir "o" por "nunca saberemos" geraria "Sempre nunca saberemos saberemos", que é incoerente. O pronome "o" não pode retomar um verbo; ele retoma um substantivo ou uma oração substantiva.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: troca de referente. "Ser feliz é um verbo" é a tese defendida por Danuza, mas não é o que se saberá depois. Substituir "o" por essa expressão resultaria em "Sempre ser feliz é um verbo saberemos", que não faz sentido. O pronome "o" retoma o conteúdo da dúvida, não a definição.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: troca de referente. "Horas, meses ou anos" é uma expressão de tempo, não o objeto de "saberemos". Substituir "o" por essa expressão geraria "Sempre horas, meses ou anos saberemos", que é semanticamente absurdo. O pronome "o" não pode retomar um adjunto adverbial.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: troca de referente. "No momento presente" é um adjunto adverbial de tempo, não o objeto. Substituir "o" por essa expressão resultaria em "Sempre no momento presente saberemos", que não preserva o sentido. O pronome "o" retoma a oração "se somos felizes", que inclui a ideia de "no momento presente", mas não é o termo exato.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece termos que aparecem no mesmo período, mas que não são o antecedente lógico do pronome "o". A armadilha é escolher um termo próximo, como "nunca saberemos" ou "horas, meses ou anos", sem verificar a substituição.

PEGA ESSA DICA!

Para resolver questões de coesão referencial, substitua o pronome pelo termo indicado na alternativa e veja se a frase continua coerente. Se quebrar o sentido, é o referente errado.

Gabarito: letra A — o pronome "o" retoma "se somos felizes", como prova a substituição.

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