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Questão de Português — Uso do Hífen — Quadrix 2026

PortuguêsUso do Hífen
Código
qa391293
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO 1
Ano
2026
Cargo
AAdm ( )

Alterações da voz podem sinalizar doenças


A voz desempenha papel importante em várias áreas da vida humana. Além da comunicação, ela é utilizada para demonstrar emoções, em formas artísticas ou ainda profissionais, como acontece com os professores. Em todos os casos, o cuidado e a adoção de bons hábitos devem ser constantes, já que alterações podem sinalizar doenças. Para promover a conscientização da população sobre o tema, instituiu‑se o Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril.


O órgão responsável pela voz é a laringe, comumente conhecida como caixa de voz, pois desempenha um papel fundamental na produção de som. É na laringe em que estão localizadas as cordas vocais, que são músculos que vibram quando o ar passa por elas, produzindo sons.


Rouca, fraca, tensa, cansada, trêmula, fina ou grossa demais: uma voz que se torna diferente do habitual pode ser um indicativo de que algo não vai bem. Qualquer alteração na qualidade vocal – seja na intensidade, no tom ou na qualidade – é chamada de disfonia.


Lesões orgânicas das pregas vocais, como nódulos ou fendas; doenças inflamatórias, como as laringites agudas e crônicas; causas traumáticas, resultado do uso abusivo ou inadequado da voz, e as irritativas, reflexo do refluxo gastroesofágico; diferentes tipos de câncer de cabeça e pescoço; e doenças neurológicas, como o Parkinson, são algumas das doenças que podem se refletir em um distúrbio vocal moderado ou até em perda total da voz.


O principal sintoma é a rouquidão, que pode estar presente de forma isolada ou associada a outros sinais de alerta: dor na garganta ao falar ou engolir, perda de peso não intencional, presença de sangue no escarro ou tosse, rouquidão persistente por mais de duas semanas, especialmente se não houver resfriado ou uso abusivo da voz, e dificuldade para engolir ou respirar.


Os tratamentos variam de acordo com o diagnóstico clínico e com o nível de necessidade de uso da voz, seja na vida social ou na profissional. Os principais são o uso de medicamentos, a fonoterapia e a intervenção cirúrgica.


Alguns dos inimigos da voz são: privação de sono, alimentos condimentados, leite e derivados, bebidas alcoólicas em excesso, poluição, ambientes ruidosos, mudanças bruscas de temperatura, abuso vocal, refluxo gastroesofágico, uso paliativo de pastilhas e sprays para a garganta, dentre outras medidas caseiras sem confirmação científica.


Internet: <gov.br> (com adaptações).

Texto para o item.   Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.   Conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, a palavra “fonoterapia” está grafada corretamente, pois o prefixo “fono” termina em vogal, e o segundo elemento (“terapia”) é iniciado por uma consoante. Por outro lado, na palavra “gastroesofágico”, deveria ser inserido um hífen em razão de o prefixo “gastro” terminar com uma vogal diferente da que inicia o segundo elemento (“esofágico”).
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso do hífen: fonoterapia e gastroesofágico

Gabarito: E (Errado). A assertiva está errada porque, embora a grafia de “fonoterapia” esteja correta, a justificativa apresentada para “gastroesofágico” é falsa: não se usa hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com vogal diferente, como ocorre em “gastroesofágico” (gastro + esofágico). A regra do Acordo Ortográfico é clara: o hífen só é empregado quando há vogais iguais (ex.: micro-ondas) ou quando o segundo elemento começa com h (ex.: anti-higiênico).

O comando e o que ele pede

A questão é de julgamento de item (Certo/Errado) sobre aspectos linguísticos do texto, especificamente sobre o emprego do hífen conforme o Acordo Ortográfico. Não se trata de interpretação de conteúdo, mas de aplicação de regra ortográfica a duas palavras do texto: “fonoterapia” e “gastroesofágico”. O candidato deve verificar se a justificativa dada para cada palavra está correta.

A regra do hífen com prefixos terminados em vogal

O Acordo Ortográfico de 1990 estabelece que, quando o prefixo termina em vogal:

  • Não se usa hífen se o segundo elemento começa com vogal diferente (ex.: autoestrada, extraoficial, gastroesofágico).

  • Usa-se hífen se o segundo elemento começa com a mesma vogal (ex.: micro-ondas, contra-ataque).

  • Usa-se hífen se o segundo elemento começa com h (ex.: anti-higiênico, super-homem).

No caso de “fonoterapia”, o prefixo “fono” termina em vogal “o” e o segundo elemento “terapia” começa com consoante “t”. Como a regra manda não usar hífen quando o segundo elemento começa com consoante (exceto r/s, que dobram), a grafia está correta. A justificativa do item para essa palavra está certa.

Já em “gastroesofágico”, o prefixo “gastro” termina em vogal “o” e o segundo elemento “esofágico” começa com vogal “e” — diferente. Pela regra, não se usa hífen nesse caso. O item afirma que “deveria ser inserido um hífen”, o que é falso. A grafia correta é “gastroesofágico”, sem hífen, exatamente como está no texto.

Hífen com prefixo terminado em vogal
  • 1Segundo elemento com vogal diferente
    • Sem hífen (gastroesofágico)
  • 2Segundo elemento com a mesma vogal
    • Hífen (micro-ondas)
  • 3Segundo elemento com h
    • Hífen (anti-higiênico)
  • 4Segundo elemento com consoante
    • Sem hífen (fonoterapia)
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Análise do item

O item é composto por duas afirmações:

  1. “fonoterapia” está grafada corretamente, pois o prefixo “fono” termina em vogal e o segundo elemento é iniciado por consoante. → Correto.

  2. “gastroesofágico” deveria ter hífen porque o prefixo “gastro” termina com vogal diferente da que inicia o segundo elemento. → Incorreto, pois a regra é justamente o contrário: vogais diferentes = sem hífen.

Como o item contém uma afirmação falsa, o julgamento é Errado.

Pegadinha da banca

A banca inverte a regra: afirma que vogais diferentes exigem hífen, quando na verdade proíbem o hífen. É uma pegadinha clássica de troca de conceito — o candidato que decora a regra de “vogais iguais” pode se confundir e achar que “diferentes” também pede hífen.

PEGA ESSA DICA!

Memorize a regra com exemplos: vogais iguais → hífen (micro-ondas); vogais diferentes → sem hífen (autoescola, gastroesofágico).

Conclusão

A assertiva está errada porque a justificativa para “gastroesofágico” contraria a regra do Acordo Ortográfico. A grafia correta é sem hífen, pois o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com vogal diferente. Portanto, Gabarito: E (Errado).

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