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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Quadrix 2026

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa391338
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO 1
Ano
2026
Cargo
Ana Adm ( )

Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem é desafio
para famílias


O Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL) é uma condição que interfere no neurodesenvolvimento e afeta diretamente a capacidade de comunicação, gerando dificuldades na fala, compreensão, interação social e aprendizagem escolar. Os impactos podem ser semelhantes aos observados no autismo, mas a prevalência é maior. Segundo a médica otorrinolaringologista e foniatra Fernanda Correia Bahia, enquanto o Transtorno do Espectro Autista acomete 1% da população, o TDL atinge 7,5%. A falta de conhecimento sobre o transtorno tem levado a erros de diagnóstico e atrasos na intervenção adequada.


De acordo com a especialista, são fundamentais o diagnóstico e o tratamento conduzidos por médicos foniatras e fonoaudiólogos. Com intervenções adequadas, há uma melhora significativa na comunicação.


A fonoaudióloga Ecila Paula Mesquita, do Movimento Passo a Passo pelo TDL, afirmou que o transtorno já configura um problema de saúde pública. “O Reino Unido tem muitas pesquisas sobre TDL que mostram alto índice de uso de drogas, depressão e tentativas de suicídio entre adolescentes com o transtorno. Por que não temos estudos no Brasil? Porque o TDL nem é reconhecido”, afirmou a profissional.


A médica Fernanda Correia Bahia explicou que crianças com TDL têm 12 vezes mais chance de desenvolver transtornos de aprendizagem. Ela lembrou que, em 1980, a condição era chamada de Distúrbio Específico de Linguagem e que, a partir de 2016, passou a ser denominada Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem, a partir de um estudo britânico.


Entre os sinais de alerta, estão: pouco ou nenhum balbucio até os oito meses; ausência de combinação de duas palavras aos 24 meses; linguagem não verbal deficiente; histórico familiar de problemas de alfabetização; dificuldade em compreender comandos simples entre três e quatro anos; e frases curtas e interação social precária entre quatro e cinco anos. Após os cinco anos, costumam ocorrer problemas para contar ou recontar histórias, dificuldades de leitura, vocabulário pobre e pouca compreensão de metáforas.


A fonoaudióloga Laura Nequini, da Secretaria Municipal de Saúde, reforçou que atrasos na aquisição e no desenvolvimento da linguagem têm sido frequentemente classificados como TEA. “Trazer essa temática à tona é de grande importância. Temos muito a avançar nesse campo”,concluiu.

 
Internet: <cmbh.mg.gov.br> (com adaptações).

Texto para o item.   Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.   O texto defende que o Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem apresenta impactos equivalentes aos do Transtorno do Espectro Autista tanto em gravidade quanto em prevalência na população.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Comparação entre TDL e TEA: prevalência e gravidade

Gabarito: E (Errado). A assertiva afirma que o texto defende que o TDL apresenta impactos equivalentes aos do TEA tanto em gravidade quanto em prevalência. Isso é falso: o texto diz explicitamente que os impactos podem ser semelhantes (gravidade), mas a prevalência é maior no TDL (7,5% contra 1% do TEA). A banca troca o termo "semelhantes" por "equivalentes" e ignora a diferença de prevalência, que o texto destaca com números.

O comando

A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre uma afirmação a respeito do texto. Isso é uma questão de compreensão (recorrência): a resposta está explícita no texto, não exige inferência. Basta localizar a passagem que trata da comparação entre TDL e TEA e conferir se a assertiva a parafraseia fielmente. Qualquer desvio — troca de palavra, inversão de sentido, acréscimo de ideia — torna o item errado.

O texto

O primeiro parágrafo é o coração da questão. O autor afirma que os impactos do TDL podem ser semelhantes aos do autismo, mas logo acrescenta um dado de prevalência que os diferencia:

"Os impactos podem ser semelhantes aos observados no autismo, mas a prevalência é maior. Segundo a médica otorrinolaringologista e foniatra Fernanda Correia Bahia, enquanto o Transtorno do Espectro Autista acomete 1% da população, o TDL atinge 7,5%."

Perceba a estrutura: a conjunção "mas" marca uma oposição — a semelhança é nos impactos, mas a prevalência é diferente (maior no TDL). O texto não diz que são equivalentes em prevalência; pelo contrário, apresenta números que mostram uma diferença de 6,5 pontos percentuais.

A técnica que decide

A assertiva comete dois erros típicos de banca:

  1. Troca de vocábulo: troca "semelhantes" por "equivalentes". "Semelhante" admite graus de aproximação; "equivalente" implica igualdade. O texto diz que os impactos podem ser semelhantes — não que são idênticos.

  2. Contradição com dado explícito: afirma que a prevalência é equivalente, mas o texto traz números que a desmentem (1% × 7,5%).

A regra de ouro: em questões de compreensão, a alternativa correta é uma paráfrase fiel — reescritura que preserva o sentido, sem acrescentar, suprimir ou inverter informação. Aqui, a assertiva inverte a informação sobre prevalência.

Análise da assertiva

Critério

TDL

TEA

Impactos

Semelhantes

Semelhantes

Prevalência

7,5%

1%

Assertiva — ❌ Errado

A assertiva diz: "O texto defende que o TDL apresenta impactos equivalentes aos do TEA tanto em gravidade quanto em prevalência na população."

  • Gravidade: o texto diz "impactos podem ser semelhantes" — a assertiva troca por "equivalentes". Há uma diferença sutil, mas relevante: "semelhante" não é sinônimo de "equivalente".

  • Prevalência: o texto é categórico: "a prevalência é maior" e traz os números 1% (TEA) e 7,5% (TDL). A assertiva afirma que são equivalentes — contradiz o texto.

Portanto, o item é errado.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a leitura desatenta: o candidato que lê só a primeira parte ("impactos semelhantes") e não percebe o "mas a prevalência é maior" marca Certo. O conectivo "mas" é a chave — ele introduz a ressalva que derruba a assertiva.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de Certo/Errado, desconfie de palavras absolutas como "equivalente", "igual", "mesmo". O texto raramente afirma igualdade total; procure sempre o dado numérico ou o conectivo que relativiza.

Conclusão: a assertiva falha ao afirmar equivalência de prevalência, pois o texto explicita que o TDL atinge 7,5% da população contra 1% do TEA. Gabarito: E (Errado).

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