Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Linguagem Formal e Informal — Quadrix 2026

PortuguêsLinguagem Formal e Informal
Código
qa391342
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO 1
Ano
2026
Cargo
Ana Adm ( )

Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem é desafio
para famílias


O Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL) é uma condição que interfere no neurodesenvolvimento e afeta diretamente a capacidade de comunicação, gerando dificuldades na fala, compreensão, interação social e aprendizagem escolar. Os impactos podem ser semelhantes aos observados no autismo, mas a prevalência é maior. Segundo a médica otorrinolaringologista e foniatra Fernanda Correia Bahia, enquanto o Transtorno do Espectro Autista acomete 1% da população, o TDL atinge 7,5%. A falta de conhecimento sobre o transtorno tem levado a erros de diagnóstico e atrasos na intervenção adequada.


De acordo com a especialista, são fundamentais o diagnóstico e o tratamento conduzidos por médicos foniatras e fonoaudiólogos. Com intervenções adequadas, há uma melhora significativa na comunicação.


A fonoaudióloga Ecila Paula Mesquita, do Movimento Passo a Passo pelo TDL, afirmou que o transtorno já configura um problema de saúde pública. “O Reino Unido tem muitas pesquisas sobre TDL que mostram alto índice de uso de drogas, depressão e tentativas de suicídio entre adolescentes com o transtorno. Por que não temos estudos no Brasil? Porque o TDL nem é reconhecido”, afirmou a profissional.


A médica Fernanda Correia Bahia explicou que crianças com TDL têm 12 vezes mais chance de desenvolver transtornos de aprendizagem. Ela lembrou que, em 1980, a condição era chamada de Distúrbio Específico de Linguagem e que, a partir de 2016, passou a ser denominada Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem, a partir de um estudo britânico.


Entre os sinais de alerta, estão: pouco ou nenhum balbucio até os oito meses; ausência de combinação de duas palavras aos 24 meses; linguagem não verbal deficiente; histórico familiar de problemas de alfabetização; dificuldade em compreender comandos simples entre três e quatro anos; e frases curtas e interação social precária entre quatro e cinco anos. Após os cinco anos, costumam ocorrer problemas para contar ou recontar histórias, dificuldades de leitura, vocabulário pobre e pouca compreensão de metáforas.


A fonoaudióloga Laura Nequini, da Secretaria Municipal de Saúde, reforçou que atrasos na aquisição e no desenvolvimento da linguagem têm sido frequentemente classificados como TEA. “Trazer essa temática à tona é de grande importância. Temos muito a avançar nesse campo”,concluiu.

 
Internet: <cmbh.mg.gov.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

 

Para publicação em rede social governamental, a reescrita do trecho “crianças com TDL têm 12 vezes mais chance de desenvolver transtornos de aprendizagem” como crianças c/ TDL têm 12x + chance de desenvolver transtornos de aprendizagem manteria a adequação ao contexto comunicativo digital oficial, respeitando os padrões de formalidade exigidos para a comunicação institucional em plataformas governamentais.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita e adequação ao contexto comunicativo oficial

Gabarito: E (Errado). A reescrita proposta não manteria a adequação ao contexto comunicativo digital oficial, pois emprega abreviações típicas da linguagem informal — "c/" e "x" — que violam os padrões de formalidade exigidos para a comunicação institucional em plataformas governamentais. O texto-base, ao citar a fala da médica Fernanda Correia Bahia, registra a forma plena: "crianças com TDL têm 12 vezes mais chance de desenvolver transtornos de aprendizagem", sem qualquer abreviatura, o que demonstra o registro formal esperado.

O comando e o que ele pede

A questão é de adequação linguística (variação situacional/diafásica): o enunciado pergunta se a reescrita com abreviações "c/" e "x" preservaria a adequação ao contexto comunicativo digital oficial. O verbo "manteria" indica que se deve avaliar se a nova versão é compatível com o registro formal exigido em comunicação institucional governamental. Não se trata de interpretação de conteúdo, mas de julgamento de adequação — o que exige conhecer a diferença entre linguagem formal e informal.

O texto e o contexto

O texto-base é uma reportagem institucional (da Câmara Municipal de Belo Horizonte) sobre o Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem. Nele, a linguagem é formal e impessoal, com vocabulário técnico e sem abreviações. O trecho citado aparece na fala da médica, transcrita de forma completa: "crianças com TDL têm 12 vezes mais chance de desenvolver transtornos de aprendizagem". A reescrita proposta substitui "com" por "c/" e "12 vezes" por "12x", o que rebaixa o registro para um nível coloquial, típico de mensagens informais em redes sociais, não de comunicação oficial.

A técnica que decide

A linguagem formal caracteriza-se pelo uso rigoroso da norma culta, vocabulário completo e ausência de abreviações coloquiais. A linguagem informal admite abreviações como "c/", "x", "vc", "pq", entre outras. Em comunicação institucional governamental — mesmo em redes sociais — exige-se formalidade e clareza, conforme os princípios da redação oficial. A abreviação "c/" e o símbolo "x" são marcas de informalidade que não se adequam ao contexto oficial, pois comprometem a seriedade e a padronização esperadas. Portanto, a reescrita não manteria a adequação.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar adequação, pergunte: "essa forma seria aceita em um documento oficial?" Se a resposta for não, a reescrita é inadequada, mesmo que o sentido seja mantido.

Análise do item

1Linguagem formal
Norma culta
Vocabulário completo
Sem abreviações coloquiais
Exigida em comunicação oficial
2Linguagem informal
Abreviações ("c/", "x", "vc")
Registro coloquial
Inadequada em contexto institucional
3Comunicação governamental
Exige formalidade e clareza
Mesmo em redes sociais
Abreviações rebaixam o registro
Adequação linguística (variação diafásica)
LEVELsoulevel.com.br
Adequação linguística (variação diafásica): Linguagem formal (Norma culta, Vocabulário completo, Sem abreviações coloquiais, Exigida em comunicação oficial); Linguagem informal (Abreviações ("c/", "x", "vc"), Registro coloquial, Inadequada em contexto institucional); Comunicação governamental (Exige formalidade e clareza, Mesmo em redes sociais, Abreviações rebaixam o registro)

Item — ❌ Errado ⟵ GABARITO

A afirmação de que a reescrita "manteria a adequação ao contexto comunicativo digital oficial" é falsa. O uso de "c/" e "x" é informal e não respeita os padrões de formalidade exigidos para comunicação institucional em plataformas governamentais. O texto-base, ao contrário, emprega a forma plena e formal: "crianças com TDL têm 12 vezes mais chance de desenvolver transtornos de aprendizagem". A reescrita restringe o registro ao nível coloquial, o que contradiz o que se espera de um órgão público. Portanto, o item está errado.

Conclusão: A questão cobra a distinção entre linguagem formal e informal. Abreviações como "c/" e "x" são inadequadas em contexto oficial, mesmo em redes sociais governamentais. Gabarito: E (Errado).

Link permanente: /questoes/qa391342