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Questão de Português — Conjunção — Quadrix 2026

PortuguêsConjunção
Código
qa391938
Banca
Quadrix
Órgão
CRMV RN
Ano
2026
Cargo
Ag Adm ( )
Homens e animais compartilham um longo relacionamento. Os animais tiveram um grande papel na vida dos seres humanos, tornando-se parte integrante de nossa sobrevivência, nossa história e nossa própria identidade. Ana Lucia Camphora, professora de direito animal, explica que a presença do animal doméstico como ser integrante da vida familiar não é uma novidade nem uma marca da sociedade contemporânea.   Os animais domesticados, em comparação com os animais selvagens, sofreram inúmeras mudanças no comportamento, na fisiologia e na morfologia. Isso explicaria por que os cães domésticos de hoje são muito diferentes de seu ancestral, o lobo-cinzento. Essas mudanças incluem, além de maior docilidade, alterações genéticas no tamanho, na cor e nas características faciais.   Recentemente, um estudo realizado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que essas alterações podem ter sido bastante profundas. Em uma análise baseada em ressonância magnética, a neurocientista Erin Hecht demonstrou que a convivência com humanos alterou a estrutura cerebral dos cães. Sabe-se que as raças variam em cognição, temperamento e comportamento, mas as origens neurais dessa variação são desconhecidas. Os resultados da pesquisa apontaram que, através da criação seletiva, os seres humanos alteraram significativamente os cérebros de diferentes linhagens de cães domésticos, de diversas maneiras.   Essa, no entanto, é uma via de mão dupla. A convivência com os animais também mudou os seres humanos. Talvez o exemplo mais popular seja o de consumo de leite: antes da domesticação animal, as pessoas naturalmente desenvolviam intolerância à lactose à medida que cresciam e não precisavam mais do leite materno. Quando os seres humanos começaram a criar gado e começaram a beber mais leite, houve uma alteração no sistema digestivo para se adaptar ao leite de vaca.   De acordo com Pat Shipman, paleoantropóloga da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a domesticação contribuiu, ainda, para que o homem desenvolvesse ferramentas e até mesmo a linguagem. “A conexão com os animais percorre toda a história humana e conecta os outros grandes saltos evolutivos, incluindo ferramentas de pedra, linguagem e domesticação. É muito profunda e muito antiga”, afirma a pesquisadora.   Internet: <cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).   A respeito da estruturação linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.   No trecho “a presença do animal doméstico como ser integrante da vida familiar não é uma novidade nem uma marca da sociedade contemporânea”, a conjunção “nem” serve para adicionar a ideia subsequente à ideia anterior.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise do item – Valor semântico da conjunção “nem”

Gabarito: CERTO. A conjunção “nem” no trecho indicado tem, sim, valor aditivo: ela soma a segunda negação à primeira, equivalendo a “e não”. A afirmação do item está correta, pois “nem” adiciona a ideia subsequente (“nem uma marca da sociedade contemporânea”) à ideia anterior (“não é uma novidade”).

O comando

O item pede que você julgue uma afirmação sobre o valor semântico de uma conjunção dentro de um trecho específico. Isso é uma questão de gramática aplicada ao texto: não se trata de interpretar o conteúdo, mas de reconhecer a relação lógica que o conectivo estabelece entre as partes. A banca quer saber se você identifica corretamente o sentido de “nem” no contexto.

O trecho em foco

“a presença do animal doméstico como ser integrante da vida familiar não é uma novidade nem uma marca da sociedade contemporânea”

Observe a estrutura: há uma negação (“não é”) que incide sobre dois termos coordenados: “uma novidade” e “uma marca”. A conjunção “nem” liga esses dois termos, ambos negados. Ela funciona como “e não”: “não é uma novidade e não é uma marca”. Portanto, o valor é claramente de adição — soma-se uma segunda ideia negativa à primeira.

A técnica que decide

Conjunções coordenativas aditivas expressam soma, acréscimo. As principais são: e, nem, mas também, como também, além de (que). A conjunção “nem” é a forma negativa de “e”: enquanto “e” adiciona ideias afirmativas, “nem” adiciona ideias negativas. Veja o paralelo:

Conjunção

Valor

Exemplo

e

adição (afirmativa)

“Estudou e passou.”

nem

adição (negativa)

“Não estudou nem passou.”

No trecho, “nem” coordena dois predicativos do sujeito (“uma novidade” e “uma marca”), ambos negados pela partícula “não”. A leitura correta é: “não é uma novidade e também não é uma marca”. Isso confirma o valor aditivo.

Por que as outras interpretações falham

  • Oposição: “nem” não introduz contraste; se fosse oposição, teríamos algo como “mas” ou “porém”.

  • Exclusão: “nem” não exclui uma das ideias; pelo contrário, inclui ambas na negação.

  • Conclusão: “nem” não conclui; conectivos conclusivos são “portanto”, “logo”, “por isso”.

Conclusão

A afirmação do item está correta: “nem” adiciona a ideia subsequente à anterior, funcionando como “e não”. Portanto, CERTO.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar o valor de uma conjunção, substitua-a por outra de mesmo valor e veja se o sentido se mantém. Troque “nem” por “e não” — se a frase continuar coerente, o valor é aditivo.

Gabarito: CERTO.

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