Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — Avança SP 2026
Português›Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
qa392216
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Nova Odessa
Ano
2026
Cargo
Enf (Pref N Odessa)
CAZO. Aumento no número de focos. Disponível em <https://blogdoaftm.com.br/charge-aumento-no-numero- de-focos/>.
Na charge acima, a forma verbal “devia dizer” tem como verbo auxiliar uma forma no:
Apretérito imperfeito do indicativo sinalizando uma ação que de fato não ocorreu.
Bpretérito perfeito do indicativo sinalizando uma ação que de fato não ocorreu.
Cpretérito imperfeito do subjuntivo indicando uma ação que ocorreu de fato.
Dimperativo afirmativo indicando ordem, pedido ou conselho.
Eimperativo negativo indicando ordem, pedido ou conselho.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — pretérito imperfeito do indicativo sinalizando uma ação que de fato não ocorreu.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Locução Verbal: Tempo do Auxiliar e Valor do Imperfeito
Gabarito: letra A. Na locução “devia dizer”, o verbo auxiliar é “devia”, forma do pretérito imperfeito do indicativo (3ª pessoa do singular de dever). Esse tempo, no contexto, sinaliza uma ação que de fato não ocorreu — o auxiliar expressa uma obrigação/expectativa no passado, mas o fato de “dizer” não se concretizou. A alternativa A é a única que identifica corretamente o tempo do auxiliar e o seu valor semântico.
O Comando
A questão pede que você reconheça o tempo e o modo do verbo auxiliar dentro de uma locução verbal. Não se trata de interpretar o texto, mas de aplicar a morfologia verbal: identificar a forma de “devia” e o efeito de sentido que ela produz. O comando é direto: “a forma verbal ‘devia dizer’ tem como verbo auxiliar uma forma no…”. Portanto, o foco está na flexão do auxiliar, não no verbo principal “dizer”.
O Texto e a Locução
A charge “Aumento no número de focos” traz a fala de um personagem, provavelmente um gestor ou autoridade, que diz algo como “eu devia dizer que está tudo sob controle”. A locução “devia dizer” é formada por:
Verbo auxiliar: “devia” — carrega a flexão de tempo, modo, número e pessoa.
Verbo principal: “dizer” — no infinitivo, expressa a ação em si.
O auxiliar “devia” está no pretérito imperfeito do indicativo. Esse tempo, no português, tem vários valores: ação contínua no passado, hábito, cortesia, e também o valor de irrealidade — quando expressa uma ação que poderia ou deveria ter ocorrido, mas não ocorreu. É exatamente esse o caso: “devia dizer” indica que havia uma obrigação ou expectativa de dizer, mas o ato de dizer não se concretizou.
A Técnica que Decide
Para resolver, você precisa de dois passos:
Identificar o tempo do auxiliar: “devia” é a 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo do verbo dever. A desinência -ia é a marca clássica desse tempo na 2ª e 3ª conjugações.
Reconhecer o valor semântico: no contexto, o imperfeito não indica uma ação habitual ou contínua, mas uma ação irrealizada — a obrigação existia, mas o fato não aconteceu. Esse é um uso típico do imperfeito, que a banca explora.
PEGA ESSA DICA!
Desconfie de alternativas que misturam tempo e modo. O imperfeito do subjuntivo (ex.: “dissesse”) tem desinência -sse, bem diferente do -ia do indicativo. Se a forma termina em -ia/-va, é indicativo; se termina em -sse/-sse, é subjuntivo.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A afirma que “devia” está no pretérito imperfeito do indicativo e sinaliza uma ação que de fato não ocorreu. Isso está correto. A forma “devia” é a 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo de dever. No contexto da charge, o personagem diz que deveria dizer algo, mas não disse — a obrigação ficou no plano da expectativa, não da realidade. O imperfeito, aqui, tem valor de irrealidade, um uso clássico desse tempo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B erra ao classificar “devia” como pretérito perfeito do indicativo. O pretérito perfeito (ex.: “deveu”, “disse”) indica uma ação concluída no passado, com desinência -eu/-iu ou -ou. “Devia” tem desinência -ia, típica do imperfeito. Além disso, o valor de ação não ocorrida é do imperfeito, não do perfeito — o perfeito marcaria uma ação efetivamente realizada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C erra ao classificar “devia” como pretérito imperfeito do subjuntivo. O imperfeito do subjuntivo tem desinência -sse (ex.: “devesse”, “dissesse”). “Devia” termina em -ia, que é marca do indicativo, não do subjuntivo. Além disso, o valor de ação não ocorrida é típico do imperfeito do indicativo, não do subjuntivo — o subjuntivo expressaria dúvida ou condição, não uma obrigação irrealizada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D erra ao classificar “devia” como imperativo afirmativo. O imperativo é usado para dar ordens, pedidos ou conselhos (ex.: “diga”, “fale”). “Devia” é uma forma do indicativo, que expressa um fato ou uma expectativa, não uma ordem direta. Além disso, o imperativo não tem a desinência -ia; ele é formado a partir do presente do subjuntivo (para você/vocês) ou do presente do indicativo (para tu/vós).
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E erra ao classificar “devia” como imperativo negativo. O imperativo negativo é usado para proibir (ex.: “não diga”, “não fale”). “Devia” é uma forma do indicativo, que expressa uma obrigação ou expectativa, não uma proibição. Além disso, o imperativo negativo é formado com o presente do subjuntivo, não com o pretérito imperfeito do indicativo.
Fechamento
A questão testa sua capacidade de identificar o tempo e o modo do verbo auxiliar em uma locução verbal e de reconhecer o valor semântico do imperfeito. A pegadinha está em confundir o imperfeito do indicativo com o subjuntivo ou com o imperativo. Lembre-se: -ia é indicativo, -sse é subjuntivo, e o imperativo é para ordens. Com isso, você elimina as quatro distratoras e fica com a letra A.