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Questão de Português — Termos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo — Quadrix 2026

PortuguêsTermos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo
Código
qa392428
Banca
Quadrix
Órgão
CRBM 6
Ano
2026
Cargo
Aux Adm ( )

Brasil deve ter 781 mil novos casos de
câncer por ano, entre 2026 e 2028


O Brasil deve registrar 781 mil novos casos da doença por ano, até 2028. Quando excluídos os tumores de pele não melanoma (de alta incidência, mas baixa letalidade), a projeção é de aproximadamente 518 mil casos anuais. Os dados constam na publicação “Estimativa 2026– 2028: incidência de câncer no Brasil”, do Inca, divulgada em 4 de fevereiro de 2026 (Dia Mundial do Câncer).


As previsões confirmam que o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no Brasil, aproximando‑se das doenças cardiovasculares. Os números refletem o envelhecimento da população, desigualdades regionais e desafios persistentes no acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno.


Entre os homens, os cinco tipos de câncer mais incidentes são os de próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral, respectivamente.


Entre as mulheres, em ordem de incidência, predominam os cânceres de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.


O câncer de pele não melanoma permanece como o mais frequente em ambos os sexos, sendo apresentado separadamente em razão de sua alta incidência e baixa letalidade.


A publicação destaca ainda cânceres com grande potencial de prevenção e detecção precoce, como o do colo do útero e o colorretal, que seguem entre os mais incidentes no país. As estimativas mostram também diferenças regionais importantes, relacionadas a fatores socioeconômicos, ambientais, comportamentais e ao acesso desigual aos serviços de saúde.


Elaborada e divulgada pela Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do Inca a cada três anos, a estimativa tem o objetivo de apoiar o planejamento e a vigilância em saúde no curto prazo, com horizonte de até cinco anos, e concentra‑se nos tumores de maior magnitude epidemiológica e relevância na saúde pública.


Internet: <agenciagov.ebc.com.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

 

O fragmento “(de alta incidência, mas baixa letalidade)” é indispensável para a compreensão do sentido principal do período, visto que sua retirada comprometeria a coerência do enunciado.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Termos acessórios e coerência: o aposto explicativo é dispensável

Gabarito: E (Errado). O fragmento “(de alta incidência, mas baixa letalidade)” é um aposto explicativo — termo acessório — e sua retirada não compromete a coerência do período, apenas suprime uma informação adicional. A assertiva erra ao afirmar que ele é indispensável para o sentido principal, como se vê no próprio texto: a oração principal “O câncer de pele não melanoma permanece como o mais frequente em ambos os sexos” mantém-se íntegra e compreensível sem o parêntese.

O comando: o que a banca pede

A questão é de julgamento (Certo/Errado) sobre um aspecto linguístico do texto. O enunciado afirma que o fragmento entre parênteses é indispensável para a compreensão do sentido principal e que sua retirada comprometeria a coerência. Para resolver, você precisa saber o que é um termo acessório e qual o efeito de sua supressão. Não se trata de interpretação profunda, mas de conhecimento gramatical aplicado ao texto.

O texto: onde mora a resposta

No primeiro parágrafo, o autor escreve:

“Quando excluídos os tumores de pele não melanoma (de alta incidência, mas baixa letalidade), a projeção é de aproximadamente 518 mil casos anuais.”

E, mais adiante, reforça:

“O câncer de pele não melanoma permanece como o mais frequente em ambos os sexos, sendo apresentado separadamente em razão de sua alta incidência e baixa letalidade.”

O trecho entre parênteses explica por que esses tumores são tratados à parte: são muitos (alta incidência), mas raramente matam (baixa letalidade). Essa explicação é um aposto explicativo — um termo que esclarece o antecedente, mas que não é essencial para a estrutura sintática nem para a compreensão básica da frase. Se você o retirar, a frase continua gramaticalmente correta e o sentido principal permanece: a projeção de 518 mil casos exclui os tumores de pele não melanoma.

A técnica: termo acessório × termo essencial

Na análise sintática, os termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial, aposto e vocativo) são aqueles que acrescentam informação, mas não são exigidos pela estrutura da oração. Sua retirada não torna a frase agramatical nem incoerente — apenas a torna menos detalhada. O aposto explicativo, em particular, é um termo de valor substantivo que explica ou desenvolve outro termo, geralmente entre vírgulas, travessões ou parênteses. Ele é dispensável por definição.

No trecho, o aposto “(de alta incidência, mas baixa letalidade)” justifica a exclusão dos tumores de pele não melanoma da projeção principal. Sem ele, o leitor ainda entende que esses tumores foram excluídos, mas não sabe o motivo. A coerência — a lógica interna do texto — não se rompe; apenas se perde uma informação secundária. A banca tenta fazer você acreditar que essa justificativa é indispensável, mas isso é uma generalização indevida: confunde importância informativa com necessidade estrutural.

Análise da assertiva

Assertiva — ❌ Errada ⟵ GABARITO

A afirmativa diz que o fragmento é indispensável e que sua retirada comprometeria a coerência. Isso é falso por dois motivos:

  1. Sintaticamente, o trecho é um aposto explicativo, termo acessório — sua remoção não afeta a estrutura da oração principal.

  2. Semanticamente, a oração principal “O câncer de pele não melanoma permanece como o mais frequente em ambos os sexos” continua coerente sem o parêntese; apenas perde a justificativa para a exclusão.

O texto, aliás, repete a informação do aposto no último parágrafo: “sendo apresentado separadamente em razão de sua alta incidência e baixa letalidade”. Isso mostra que a ideia é reforçada em outro ponto, o que torna a retirada ainda menos prejudicial à coerência global.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre termo acessório e termo essencial. O aposto explicativo é sempre dispensável; sua retirada empobrece o texto, mas não o torna incoerente. Desconfie de palavras como “indispensável” e “comprometeria” — elas costumam sinalizar exagero.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar itens sobre termos acessórios, pergunte: “a oração principal continua fazendo sentido sem esse trecho?” Se sim, o termo é acessório e a retirada não compromete a coerência.

Conclusão: a assertiva está errada porque classifica como indispensável um termo que é, por natureza, acessório. O aposto explicativo pode ser removido sem prejuízo da coerência — apenas com perda de detalhe. Gabarito: E (Errado).

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