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Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — Quadrix 2026

PortuguêsConjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
qa392712
Banca
Quadrix
Órgão
CREFITO 17
Ano
2026
Cargo
Ana ( )

TRF1 reconhece legitimidade da perícia fisioterapêutica


Por unanimidade, a 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou recentemente a apelação do Conselho Federal de Medicina (CFM) e manteve a validade da Resolução COFFITO nº 466/2016, reafirmando a competência normativa do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) para disciplinar a perícia fisioterapêutica.


No julgamento, o Tribunal reconheceu que a norma não invade atribuições privativas da medicina, pois se limita à regulação da atuação do fisioterapeuta dentro de sua habilitação legal e técnica. Também consignou que o sistema processual brasileiro não restringe a perícia judicial exclusivamente aos médicos, admitindo a nomeação de profissionais legalmente habilitados, conforme a natureza da matéria controvertida.


O acórdão ressaltou o fundamento de que, embora a Lei nº 12.842/2013 discipline os atos privativos da medicina em seus arts. 4º e 5º, o próprio Poder Legislativo reconheceu que o diagnóstico nosológico e a prescrição terapêutica não são exclusivos da medicina, como evidenciado pela mensagem de veto ao art. 4º, I, da lei federal.


Além disso, ficou reafirmado que, em matérias relacionadas à biomecânica, ergonomia e funcionalidade motora, o fisioterapeuta é profissional tecnicamente qualificado para atuar na perícia, sempre dentro dos limites de sua formação e sem extrapolação para atos privativos de outra profissão.


A manutenção da norma, portanto, resguarda não apenas a autonomia técnica da fisioterapia, mas também a adequada prestação jurisdicional nas demandas que exigem conhecimento funcional e cinesiológico especializado.


Com o resultado do julgamento, permanece plenamente válida a Resolução COFFITO nº 466/2016, confirmando não apenas a autonomia técnica da fisioterapia, mas também a adequada prestação jurisdicional nas demandas que exigem conhecimento funcional e cinesiológico especializado.


O COFFITO, nesse contexto, permanece vigilante e atuante, sempre em defesa das prerrogativas profissionais, da legalidade do exercício da profissão e da valorização técnica e científica da fisioterapia e da terapia ocupacional.


Internet: <crefito14.org.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

 

No trecho “reafirmando a competência normativa do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO)”, a forma verbal “reafirmando” indica uma ação posterior à principal.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Valor semântico do gerúndio no trecho

Gabarito: E (Errado). A forma verbal “reafirmando” não indica ação posterior à principal; ela expressa simultaneidade com a ação de “negou” e “manteve”, funcionando como uma circunstância concomitante ao julgamento. O trecho do texto que ancora essa leitura é o primeiro parágrafo:

“Por unanimidade, a 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou recentemente a apelação do Conselho Federal de Medicina (CFM) e manteve a validade da Resolução COFFITO nº 466/2016, reafirmando a competência normativa do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO)”

Aqui, “reafirmando” descreve o modo como a Turma negou e manteve: ao negar a apelação, ela simultaneamente reafirmou a competência do COFFITO. Não há sequência temporal — primeiro nega, depois reafirma? Não: a reafirmação é parte do próprio ato de negar e manter. O gerúndio, nesse contexto, tem valor modal/concomitante, não de posterioridade.

O comando da questão

O item pede que você julgue uma afirmação sobre o valor temporal do gerúndio. Isso é uma questão de gramática aplicada ao texto: não basta saber que o gerúndio é uma forma nominal; é preciso identificar qual relação temporal ele estabelece naquele contexto específico. A banca não pergunta “o que é gerúndio?”, mas “que valor ele tem aqui?”. Portanto, a resposta não está em uma regra decorada, mas na leitura atenta do trecho.

O que é o gerúndio e seus valores

O gerúndio é uma das formas nominais do verbo (junto com o infinitivo e o particípio). Ele termina em -ndo e, sozinho, não expressa tempo absoluto — o tempo é dado pelo verbo principal ou pelo contexto. Seus principais valores são:

  • Simultaneidade: ação que ocorre ao mesmo tempo que a principal. Ex.: “Chegou correndo” (corria enquanto chegava).

  • Anterioridade: ação que ocorre antes da principal. Ex.: “Terminando o trabalho, saiu” (terminou e depois saiu).

  • Posterioridade: ação que ocorre depois da principal. Ex.: “Saiu deixando o recado” (saiu e depois deixou o recado? Na verdade, aqui é simultâneo; um exemplo melhor: “Ele saiu, avisando depois” — mas isso é raro e muitas vezes considerado inadequado).

  • Modo/maneira: indica como a ação principal é realizada. Ex.: “Respondeu sorrindo”.

  • Causa: Ex.: “Não tendo dinheiro, não viajou”.

  • Condição: Ex.: “Estudando, passará”.

No trecho em análise, o gerúndio “reafirmando” está diretamente ligado aos verbos “negou” e “manteve”. A ação de reafirmar não acontece depois de negar e manter; ela é consequência imediata e simultânea dessas ações. O tribunal, ao negar a apelação, já está reafirmando a competência do COFFITO. É o mesmo que dizer: “negou a apelação, com isso reafirmando a competência”. A relação é de simultaneidade (ou de modo), nunca de posterioridade.

A pegadinha da banca

A banca explora uma confusão comum: muitos candidatos acham que o gerúndio sempre indica ação posterior, porque em frases como “Saiu correndo” parece que primeiro sai e depois corre? Não — na verdade, corre enquanto sai. A pegadinha aqui é inverter o valor: o item afirma que “reafirmando” indica ação posterior, mas o texto mostra que é simultânea. Se você não prestar atenção ao contexto, pode marcar “Certo” por associar gerúndio a “ação que vem depois”.

  1. 1Simultaneidade (durante)
  2. 2Anterioridade (antes)
  3. 3Posterioridade (depois)
  4. 4Modo/maneira
  5. 5Causa
  6. 6Condição
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NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o valor semântico do gerúndio: em vez de simultaneidade (que é o caso), afirma posterioridade. A armadilha está em não perceber que “reafirmando” é parte do ato de negar e manter, não uma ação que os sucede.

Por que a alternativa E é a correta

A afirmação do item é falsa porque o gerúndio “reafirmando” não indica ação posterior. Ele indica simultaneidade com a ação principal. Para provar, basta reescrever o trecho sem o gerúndio, mantendo o sentido: “negou a apelação e manteve a validade da resolução, e com isso reafirmou a competência”. A reafirmação é consequência imediata e simultânea — não há um intervalo temporal entre negar e reafirmar. Portanto, o item está errado.

Conclusão

Sempre que a questão perguntar sobre o valor de uma forma verbal, volte ao texto e pergunte: “essa ação acontece antes, durante ou depois da principal?”. No caso, “reafirmando” acontece durante — é simultânea. Por isso, o gabarito é E (Errado).

Gabarito: letra E (Errado).

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