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Questão de Português — Orações Coordenadas — Quadrix 2026

PortuguêsOrações Coordenadas
Código
qa392857
Banca
Quadrix
Órgão
CREFITO 17
Ano
2026
Cargo
Aux Adm ( )

Sistema COFFITO/CREFITOs completa 50 anos
e ganha documentário emocionante


A Lei nº 6.316/1975, que instituiu o Sistema COFFITO/CREFITOs (Conselho Federal e Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), completou 50 anos em 2025. A norma representa um marco na regulamentação, fiscalização e valorização da atuação dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais no Brasil, conduzidas pelo Sistema. Cinco décadas após a assinatura da Lei, o Brasil conta hoje com 20 CREFITOs e cerca de 400 mil fisioterapeutas e 20 mil terapeutas ocupacionais em atuação no país.


Para celebrar esse marco na história da fisioterapia e da terapia ocupacional no Brasil, o COFFITO lançou, em 2025, o documentário “Ousar para Mudar os Rumos: a geração que transformou a história da fisioterapia e da terapia ocupacional no Brasil”. Com quase duas horas de duração, a produção reúne relatos emocionantes de quem vivenciou a consolidação das duas profissões e ajudou a construir, ao longo de cinco décadas, um capítulo decisivo da história da saúde nacional.


O doutor Sandroval Francisco Torres, presidente do COFFITO, destacou a importância da data. “O Sistema COFFITO/CREFITOs chega aos seus 50 anos marcado por muitas lutas e muito esforço. Hoje, estamos ondeconseguimos chegar a partir desse percurso. Trabalhamos para ocupar nossos espaços de forma tecnicamente segura, reconhecidamente viável e resolutiva, contribuindo efetivamente para a saúde do cidadão brasileiro”, afirmou.


Segundo Sandroval, o Brasil é hoje uma referência mundial nas duas áreas. “Nosso empenho é para que o cidadão brasileiro tenha a certeza de que, se, em algum momento da sua vida, precisar de um fisioterapeuta ou de um terapeuta ocupacional, encontrará profissionais altamente qualificados. Hoje, o melhor fisioterapeuta e o melhor terapeuta ocupacional formados no mundo são capacitados no Brasil”, garantiu.


Apesar dos avanços, ele ressaltou que ainda há muito a ser feito. “Temos plena consciência de que ainda há muito a avançar no aprimoramento do nosso próprio fazer profissional, que precisa ser constantemente melhorado, reinventado, reanalisado e revisitado, sempre com o objetivo de oferecer um serviço cada vez mais qualificado, eficiente e resolutivo à população brasileira”, concluiu.


Internet: <noticias.r7.com> (com adaptações).

Texto para o item.

 

No que diz respeito ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

 

No trecho “se, em algum momento da sua vida, precisar de um fisioterapeuta ou de um terapeuta ocupacional”, o conectivo “ou” estabelece relação de alternância entre termos e poderia ser substituído por ora, sem prejuízo da correção gramatical do período.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O conectivo "ou" e a relação de alternância: por que a substituição por "ora" é inválida

Gabarito: E (Errado). O item afirma que o "ou" em "precisar de um fisioterapeuta ou de um terapeuta ocupacional" estabelece relação de alternância e poderia ser substituído por "ora" sem prejuízo gramatical. Isso é falso por dois motivos: (1) o "ou" aqui tem valor de exclusão/inclusão (escolha entre duas possibilidades), não de alternância temporal; (2) "ora" é uma conjunção que exige repetição ("ora... ora...") e não pode substituir um "ou" isolado. A passagem que ancora o veredito está no 4º parágrafo do texto.

"se, em algum momento da sua vida, precisar de um fisioterapeuta ou de um terapeuta ocupacional"

O trecho apresenta duas opções de profissional que o cidadão pode precisar. O "ou" liga dois termos (núcleos de objeto indireto), não duas orações, e indica que qualquer uma das duas possibilidades é válida — não que elas se alternam no tempo.

O comando: o que a banca pede

O enunciado é de julgamento (Certo/Errado) sobre um aspecto gramatical-semântico: a classificação do conectivo "ou" e a possibilidade de substituição por "ora". Não se trata de interpretação de texto, mas de conhecimento de conjunções coordenativas aplicado a um trecho específico. A banca testa se o candidato sabe distinguir os valores do "ou" (alternância × exclusão/inclusão) e as regras de uso de "ora".

O texto: onde mora a resposta

O trecho citado está na fala do presidente do COFFITO, no 4º parágrafo. A frase completa é: "Nosso empenho é para que o cidadão brasileiro tenha a certeza de que, se, em algum momento da sua vida, precisar de um fisioterapeuta ou de um terapeuta ocupacional, encontrará profissionais altamente qualificados." O "ou" liga "fisioterapeuta" e "terapeuta ocupacional" — dois substantivos que funcionam como complementos do verbo "precisar". A relação é de alternativa (uma coisa ou outra), mas não de alternância (ora uma, ora outra, sucessivamente).

A técnica: valores do "ou" e a regra do "ora"

A conjunção coordenativa alternativa pode expressar dois sentidos distintos:

Valor

Sentido

Exemplo

Exclusão

Uma opção exclui a outra

"Ou você estuda, ou não passa"

Inclusão

As opções são equivalentes, qualquer uma serve

"Preciso de um fisioterapeuta ou de um terapeuta ocupacional"

No trecho do texto, o "ou" tem valor de inclusão: o cidadão pode precisar de um OU de outro profissional — ambos são igualmente válidos. Não há ideia de que um acontece depois do outro, alternadamente.

Já a conjunção "ora" é correlativa: exige repetição ("ora... ora...") para indicar alternância de fatos no tempo. Exemplo: "Ora estuda, ora trabalha". Não se usa "ora" isolado como substituto de "ou". A substituição proposta pelo item quebraria a estrutura do período e alteraria o sentido.

Análise do item

Item — ❌ ErradoGABARITO

O item comete dois erros:

  1. Classificação equivocada: o "ou" no trecho não estabelece relação de alternância (sucessão temporal), mas de alternativa inclusiva (escolha entre duas possibilidades equivalentes). A alternância é apenas um dos valores possíveis da conjunção alternativa — e não é o que ocorre aqui.

  1. Substituição inválida: "ora" é conjunção correlativa, que exige a forma duplicada "ora... ora...". Não pode substituir um "ou" isolado. A troca "precisar de um fisioterapeuta ora de um terapeuta ocupacional" é agramatical — falta o segundo "ora" e a estrutura fica quebrada.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre "alternativa" (escolha) e "alternância" (sucessão). O candidato que sabe que "ou" é conjunção alternativa pode marcar Certo sem perceber que "alternância" tem sentido específico e que "ora" exige repetição.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar substituições de conectivos, teste a frase completa. Se "ora" exige "ora... ora...", a troca por um "ou" isolado é inválida. Desconfie sempre de itens que propõem substituição sem considerar a estrutura correlativa.

Conclusão: o item está errado porque classifica o "ou" como alternância (quando é alternativa inclusiva) e propõe substituição por "ora" sem a forma correlativa obrigatória. A resposta correta é E (Errado).

Gabarito: E (Errado)

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